Top 10: Melhores músicas de todos os tempos

Às vezes eu falo para a galera que meu gosto musical é eclético e muita gente não acredita. Obviamente que existem ritmos e estilos que eu gosto mais do que outros. Não gosto muito de samba e pagode, apesar de curtir bastante Raça Negra, SPC e pagode anos 90 no geral. Mas, somando o que tem de bom e ruim, acho que o que tem de ruim se sobressalta sobre o que tem de bom neste caso.

Rap metal e punk são os ritmos que mais me atraem e que possuem mais músicas boas. Grunge completa o pódio. Mas algo que a galera detesta e que eu curto muito é sertanejo universitário. Podem tacar pedras, mas eu curto muito tal estilo de música. Se pá é melhor que grunge. Lembrem-se de que fui criado no Faroeste Paulista e lá, porra, se tu não ouvir sertanejo é bom ir no médico para conferir a quantas anda teus ouvidos.

RATM_bdo
Hey yo, it’s just another bombtrack, yeah! It goes a 1, 2, 3…

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[REVIEW] Random Access Memories

Once you free your mind about a concept of harmony and music being a correct, you can do whatever you want. So nobody told me what to do, and there was no preconception of what to do” (Giorgio Moroder em “Giorgio by Moroder”)

 

Random Acces Memories provavelmente é o conteúdo musical em que mais eu fiquei hypado na minha vida. Na verdade, ele é o primeiro álbum de música que esperei. Primeiro, por causa do The Collaborators, onde os principais caras que participaram do disco contam suas origens, como conheceram o Daft Punk e como foi o trabalho em RAM. Giorgio Moroder, Nile Rodgers, Pharrell Williams, Chilly Gonzales e outras feras juntos com o Daft Punk. Não tem jeito de sair coisa ruim. E não saiu. Em segundo lugar, todo um povo fazendo remix dos trechos de Get Lucky que tocavam nas entrevistas dos colaboradores. Engraçado perceber que, por mais que nós nos esforcemos, nunca alcançaremos o nível de verdadeiros artistas.

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5 coisas irritantes no rock

A ideia desse post era fazer meus colegas passarem vergonha diante do gosto musical que eles possuem. Era pra ser tipo o Globo anunciando um um filme “inédito” e falando: Leandro Freire e grande elenco. Claro que não sou o erudito da parada. Longe disso. Ouço muita coisa ruim. Mas, quando o assunto é rock, procuro só ouvir bandas boas. Não adianta ter uma música ou um álbum bom. Não. A banda tem que ser foda em grande parte de sua carreira.

Aí eu chamei alguns fãs para falarem sobre suas bandas (exceto na quinta posição). Primeiro vem o depoimento deles e, só depois, meu julgamento. Percebam que este é um post extremamente irritante em que minha introdução de irritação não os irritou até agora. Mas só até agora. Coloque sua camisa preta de heavy metal, lembre-se que isso aqui é um post de humor e vamsimbora. TU TU TU TU PÁ !!! (irritei todos os roqueiros com essa referência de axé)

 

5) Qualquer bandinha anos 2000 LIKE A STROKES

Quando os Strokes apareceram para o mundo em 2001 com The Modern Age, um monte de gente falou “Oh, finalmente uma banda pra ressuscitar o rock”. Eu ainda não ouvia rock nessa época, mas hoje temos o poder da internet. Beleza. A história do rock iria pular do Nirvana diretamente para os Strokes. Veio o o primeiro e o segundo disco e tudo se confirmou. O rock renascia das cinzas (ou da carreira de cocaína, depende do ponto de vista) novamente. O terceiro álbum foi uma merda. Mas, mesmo assim, vieram outras bandinhas no melhor estilo “garage band” cheirando a talco, como Franz Ferdinand e Arctic Monkeys. É aquele negócio: o primeiro álbum tem várias músicas fodas, mas o segundo álbum já vira uma merda. Uma ou outra música é boa. Nem vou citar bandas menores como The Cribs (credo!) e The Kooks (OMG! Onde chegamos?). Só uma coisa: não ouçam. Ou ouçam uma música e saque o estilo logo de cara. Essas bandas são tão insignificantes que nem mereciam estar aqui. Elas não merecem nem eu estragar mais uma amizade por causa delas. Mas, se levarmos em conta que suas influências vem da banda seguinte, eu poderia ter previsto a partir do mal cheiro histórico.

 

“We are defenders of any poseur”. Tá explicado

 

4) Beatles (Ingrid Lohmann)

Por que Beatles é importante? Se você perguntar isso para um beatlemaníaco (no meu caso), a resposta seria simples e até meio óbvia: ‘Porque eles são a melhor banda da história!’. Mas se perguntar para uma pessoa que não é fã da banda, você poderá ouvir como resposta: ‘Eu também me pergunto a mesma coisa’. Então vamos às explicações. Os Beatles surgiram em 1960, na cidade de Liverpool, porém só em 1962 é que a banda obteve a formação John, Paul, George e Ringo. De 1960 até 1970, a banda passou por várias fases, que vão das músicas melódicas que falam de amor, até as músicas mais espirituais e cheias de simbolismo. Os Beatles foram os primeiros a gravar um vídeo clipe, a colocarem as letras das canções nos encartes dos álbuns e a não colocarem o nome da banda na capa do album (Rubber Soul). Com Yellow Submarine eles se tornaram a primeira banda a fazer músicas com temas infantis. Foram os primeiros a misturar rock e misticismo (por conta da viagem à Índia), foram também os primeiros a usar distorção de violão (em I Feel Fine), a fazer uma música longa (um exemplo disso é Hey Jude com mais de 7 minutos), e a primeira banda de rock a fazer sucesso mundial. Você pode até não gostar de Beatles, mas não pode negar que eles influenciaram uma geração e, possivelmente, se não fossem eles, muitas bandas, essas aí que você curte, não existiriam.”

Pra começo de conversa, vamos logo definir: Beatles não é rock. Se você disser que Elvis também é rock, por favor, aperte agora Ctrl+W. Você pode considerar Beach Boys como rock. Ou melhor, considere Led Zeppelin como o começo do rock. Pronto, aí temos um marco inicial. Sobre os Beatles, tenho a dizer que suas letras são tão simples que até meu sobrinho de menos de um ano faria uma letra melhor. Olha só: são duas estrofes, um refrão repetitivo e mais duas estrofes. EM QUASE TODAS AS MÚSICAS. A viagem de LSD é tão forte que os caras buscam influência na cultura indiana (LIKE A NIETZSCHE) só para darem essa aura de superioridade. Aliás, Pet Sounds, do Beach Boys, é bem melhor que Yellow Submarine. Hey Jude é chato. Aliás, a maioria das músicas dos Beatles são chatas. Fazer sucesso no mundo não significa nada. Justin Bieber também é sucesso no mundo inteiro. E, só para comprovar mais uma vez que estou certo, as bandas que curto tiveram influências de (mais uma vez) Beach Boys, Led Zeppelin e Black Sabbath. Se suas bandas preferidas tiveram influências dos Beatles, significa que você tem sérios problemas mentais. Um beijo Did, muito obrigado.

 

Tá aí a melhor música dessa banda meia-boca

 

3) Renato Russo (Ricardo Veiga)

Renato Russo. Um aborto elétrico da natureza. O trovador solitário que compunha sem se importar com o mundo lá fora. Nessa época o rock brasileiro ainda estava mais do que nunca na cabeça da juventude transviada, ou não. Juventude, filhos da revolução, burgueses sem religião, o futuro da nação, a geração Coca-Cola. Mas há poesia no rock. Sim, poesia! Ele conseguia falar de amor através da irreverência do punk, no qual se debruçava para mostrar também sua indignação. Afinal, que país é esse? Renato queria ser um vegetal, pois dizia que tem gente que machuca os outros, que não sabe amar, que engana a gente. Falava muito de sua solidão, de suas desilusões, mas contava também grandes e memoráveis histórias que ficarão em nossas cabeças para sempre. Para o Renato, compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem. Mas ele também queria confusão: ferros e freios na contramão. Renato podia e queria ser o terror. Na escola, até o professor com ele aprendeu. E quem um dia irá dizer que ele não estava com a razão. Quem dera, ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender. Que o que aconteceu ainda está por vir, e o futuro não é mais como era antigamente. E todo mundo sabe que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, e que se você parar pra pensar, na verdade não há. Isso Renato Russo cantou e continua encantando até hoje.”

Meu amigo Ricardo fez uma verdadeira ode a Renato Russo. Mas nem isso salva. Renato Russo, assim como todas as outros dessa lista, é deveras chato. Toda vez que eu penso no rock do Renato Russo, vejo o quanto as músicas do Cazuza (comparando aí somente quem morreu) eram boas. Gente, Renato Russo não sabia nem cantar. Mal se entende o que ele fala. Não que seja necessário saber cantar para fazer sucesso no rock, mas um mínimo é necessário. Uma vez entrei numa discussão no Youtube sobre isso e quase fui banido de tanto dislike que levei. Chamar o rock de Renato Russo de punk é pegar pesado também, hein Ricardo?! Não fode. Punk no Brasil é Ratos de Porão, Gangrena Gasosa (ok, exagerei), Supla e por aí vai. Mas o que mais me incomoda em Renato Russo são os desgraçados que pegam suas músicas para ficar cantando em lual ou rodinha. Sempre tem um FDP com violão proferindo os versos “Tem gente que está do mesmo lado que você…” forçando a voz e… argh! Eu tenho ódio de cantor de lual. Logo, tenho ódio de Renato Russo. 

 

“Ela se jogou da janela do quinto andar” COM RAZÃO!

 

2) Iron Maiden (Igor Takahashi)

“Tudo bem, pra certas pessoas o Iron Maiden não é a melhor banda do mundo. Repetitivos? Siiiim. Quase as mesmas melodias? Talvez. Mas claro que não se pode avaliar uma banda apenas por isso. ‘Ahhh porque o Maiden, eles são velhos e por isso eu não ouço’, puff, posers. Tudo bem, vou idolatrar Avenged Seven F*** porque são tatuados e são da moda. Na boa, esse Avenged ainda não me convenceu, e vai abrir show do Maiden. Temos o Eddie, sim o glorioso Eddie que confesso que se não fosse ele o Maiden não seria o mesmo. Mas não só a publicidade fez a banda. Já ouviram a filosofia que tem na canção Dance of Death? E na letra que contém histórias da Segunda Guerra como Aces High? Fúria, desejos, céus e infernos, isso é filosofia, história, não estamos aqui fazendo drama por um mero amor perdido e nem idolatrando ao demo como sempre questionam. Como disse Bruce Dickinson (vocalista) uma vez, ‘Bandas como o Maiden fazem você sair um pouco da péssima realidade em que vivemos’. Huuuum, críticos vão dizer ‘Mas a música tem que representar uma realidade e não ficar fantasiando uma’. Aposto que milhares de playboys ouvem Rage Against The Machine e não sabem sequer o que representam as letras e o movimento. A mesma coisa acontece no heavy metal. Religiosos (sim, sua mãe, tia, avó e aquele amigo que curte Munhoz e Mariano) vão dizer ‘Coisa do demônio, tinhosoooo’ e nem notam o teor e o valor da filosofia que estão lidando. E se disserem que o Maiden é quadrado, teatral e quase sempre tem as mesmas levadas de músicas (abertura, refrão, parte lenta, solos e final) eu digo que sim, pois em cada show nunca tiveram um público abaixo de 25 mil pessoas, a não ser no início, claro. E vendem, hein, como vendem. É, cada um faz sua parte…”

É aquele negócio: não vou nem comentar o que se vende. Roberto Carlos também vende muito. Diante do Trono coloca 2 milhões de pessoas num show. Como o próprio amigo Taka disse, Iron Maiden é uma banda quadrada, teatral, tem a mesma levada nas músicas. A essas péssimas características eu ainda acrescento falsa e chata. Olha, eu estou me repetindo nesse negócio de chata. Mas basta comparar com as outras quatro bandas que formam o “The Big Four”: Metallica, Anthrax, Slayer e Megadeth. Todas essas quatro são ótimas bandas, carismáticas (algumas nem tanto). No entanto, Iron Maiden é a mais down na comparação. E a culpa é justamente de quem fica no vocal. Bruce Dickinson é… como posso pegar leve aqui? O cara é um esculhambador, que só quer saber de ganhar dinheiro em cima da banda. É tipo um Bono Vox com mais drogas e menos África no coração. Paul Di’Anno é infinitamente superior. Tem um monte de gente que tem camiseta do Iron Maiden e nem sabe que porra é essa. Aliás, elas fazem bem em conhecer. E eu dou um conselho: ouçam apenas Two Minutes to Midnight que já tá bom. Aí vocês terão uma boa impressão e vão pensar que estou sendo injusto com meu amigo Taka. Só não passem dessa música, por favor.

 

O japa já explicou bem o que você vai encontrar na música

 

1) Coldplay (Mateus Tarifa)

Na ausência de veracidade do século XXI, buscar por músicos ou bandas que tenham o mínimo de inspiração na verdade é o principal motivo por ser um apreciador da boa música que o Coldplay proporciona. Eles são originais, transformados no espelho do rock moderno, mesmo que alguns não aceitem. As obras, digo, canções, possuem sentido no contexto que são empregadas e esse fato é um divisor de águas nos dias atuais, onde bebidas e carros são nomes de… música? Christmas Lights, Charlie Brown, Yellow, Fix You e tantas outras. Quem não se desliga para ouvir, deveria ao menos dar uma chance, porque nesse caso, o arrependimento não existe, já que na verdade, se arrepender é nunca tentar.”

Chegamos. Um tempo atrás falei das diferenças entre “não gostar” e “odiar”. Pois é. Coldplay eu odeio. E muito. São músicas profundamente tristes, voltados para aqueles que estão em depressão. Felizmente minha vida está muito bem e não preciso ouvir essa porcaria. O único jeito que o nobre amigo Tarifa conseguiu para ressaltar a qualidade de Coldplay foi comparando com o cenário pop brasileiro. Logo se vê que ele perdeu todos os argumentos. Vou dizer que uma vez tentei ouvir Coldplay. Pensei: “vou dar uma chance. Não é possível que seja tão ruim”. Mas aí vi que suas músicas são tão melancólicas quanto as do Radiohead. Só que a melancolia do Radiohead é infinitamente superior. E o Chris Martin? Esse cara me irrita profundamente. Ele é tipo o Bruce Dickinson do século XXI. Ele me irrita no mesmo nível do Bono Vox. Ambos são fuleiros. Coldplay e suas músicas pop deveriam ser extintas da humanidade. Algo tão sujo, popularesco e tosco que dá vergonha. E pra finalizar com muito bom humor, deixo como argumento o ótimo trecho do filme “O Virgem de 40 anos”:

 

Vamos ser radicais com Tony Hawk Pro Skater e suas músicas

A virada do século XX para o XXI é de uma dicotomia cultural que não se sabe como o mundo continuou o mesmo depois disso. Tá, exagerei (demais), estou falando bosta, mas é inegável que os idos dos anos 1999, 2000 e 2001 nos trouxeram pérolas como o auge do bom-mocismo/quarterback-do-bem de Backstreet Boys ao lado do radicalismo juvenil de uma série como Tony Hawk Pro Skater. Ao longo de toda a saga (que, pra mim, teve seu auge em THPS 2), reparamos como um jogo pode moldar uma juventude.

Novamente estou exagerando, mas THPS fez muitos moleques (e garotas, inclusive) desejarem saber andar de skate. Óbvio que só malucos poderiam achar que poderiam andar na escola da vida real como andavam em School, ou então andar nas hélices de um helicóptero como no mapa Hangar. Mas, além da atitude, THPS nos trouxe a vontade de andar de skate.

Frustração: nunca aprendi a andar de skate



Mesmo com os gráficos muito piores do que na versão para PlayStation, conheci a série no Nintendo 64 e já em THPS 2. E, como eu era bastante idiota naquela época (pra falar a verdade, até hoje), demorei dias pra aprender a dar um kickflip sobre dois telhados (quem jogou manja do que eu tô falando). Aliás, nunca fui nacionalista, mas sempre gostava de jogar com Bob Burnquist, o skatista mais completo da série. Até na versão de GBA ele era melhor. E por falar em GBA, segundo a Wikipedia, esta versão é considerada o primeiro jogo em 3D para portáteis.


Mas além do visual realista, dos objetivos malucos e das manobras impossíveis, o que a série traz de melhor são as músicas. Acredito que muitos passaram a curtir rock naquela época (exceto eu). Dava vontade de parar de “fazer o barulho com o skate” e ficar prestando atenção só em canções como a maravilhosa Guerrilla Radio:



Depois veio THPS 3, que, mesmo não mantendo o nível em questão de mapas, trouxe loucuras muito bem-vindas (que se tornaram exageradas na série Tony Hawk Underground) como a possibilidade de se jogar com Darth Maul, Wolverine e um carinha da série Doom. Isso deixava todo mundo maluco. E a trilha sonora tinha Ace of Spades. Confesso que eu não entendia quase nada do que o cara dizia até chegar no nome da música. Mas era foda.



A série perdeu bastante da graça em THPS 4 (tanto que mudaram de nome). Valia principalmente pela trilha sonora ótima e chicante. Tinha umas 40 músicas e poucas baixavam o nível. Tínhamos TNT do ACDC, a modinha do System of a Down da época, a galhofagem do Iron Maiden, Metallica com Fuel (bem legalzinha), NWA com Express Yourself (que veio a aparecer em GTA: San Andreas pouco tempo depois) e, a melhor, Anarchy in the UK, do Sex Pistols. Quem não gostava de cantar a plenos pulmões que era “o anticristo”? Existe algo mais rebelde que isso?

Chegamos em 2012 e estamos próximos do lançamento de Tony Hawk Pro Skater HD (PC, PS3, 360). Pelo jeito, o game trará o melhor dos dois primeiros games que faziam a molecada se debulhar. Os melhores mapas e músicas. A lista de músicas é a seguinte:

  1. “Bring the Noise” Anthrax featuring Chuck D (THPS 2)
  2. “Superman” Goldfinger (THPS)
  3. “When Worlds Collide” Powerman 5000 (THPS 2)
  4. “Heavy Metal Winner” Consumed (THPS 2)
  5. “May 16” Lagwagon (THPS 2)
  6. “No Cigar” Millencolin (THPS 2)
  7. “You” Bad Religion (THPS 2)
  8. “The Bomb” Pigeon John (nova na série)
  9. “We the People” Lateef the Truthspeaker (nova na série)
  10. “Marathon Mansion!” Pegasuses-XL (nova na série)
  11. “Teenage Blood” Apex Manor (nova na série)
  12. “Please Ask for Help” Telekinesis (nova na série)
  13. “Flyentology (Cassettes Won’t Listen Remix)” El-P featuring Trent Reznor (nova na série)
  14. “USA” Middle Class Rut (nova na série)

Achei razoável. Poderia melhorar se adicionassem Cyco Vision do Suicidal Tendencies (THPS) e Police Truck do Dead Kennedys (THPS). Mas acho que, independente das músicas, quem vai jogar esse jogo com certeza serão os fãs da antiga série. Pelo menos eles não acrescentaram bandas como Green Day, o que já me deixa bastante feliz.

A origem do meu (in)útil conhecimento sobre música

Eu não sou do cara que se deixa influenciar fácil. Esta não é uma autodeclaração de fodelância, mas me considero, além de chato, um ser insuportável quando o assunto é lógica, propaganda, discurso, etc. Exceto na infância, onde caía em qualquer brincadeira de mau gosto (hoje chamado de bullying), sempre fui um cara desconfiado. Um dia vou descobrir o porquê. Resumindo, nunca tentem me aplicar um golpe antigo.

Tá, e o que essa introdução maluca tem a ver com um post sobre música? Ah, sim, uma das minhas principais fontes de cópia e aprendizado foi meu SNES. Ele, com certeza, era meu maior influenciador. Tudo que ele cuspia na TV eu acreditava. No entanto, mesmo tendo jogado Rock N’ Roll Racingdurante algumas horas na infância, nunca me interessei pelo estilo musical que dá nome ao jogo. Eu curtia as músicas dele sem saber que estava diante de grandes clássicos da música mundial.

Blizzard nos oferecendo ótimos jogos desde o SNES

Até uns 14 anos, eu não escutava música, no máximo ouvia. Era tipo aquele cara (branco) do “Homens brancos não sabem enterrar”. E o que rolava em casa? Minha irmã mais velha, que se acha até hoje a cópia da Alcione, curtia axé music (na década de 90, ou seja, É o Tchan), pagode, sertanejo e outros ritmos populares desse Brasil veranil. Minha irmã “do meio”, gostava de Sandy e Junior e algumas músicas internacionais. Eu, naquela época, só aprendia as letras, já que não sou surdo.

Tudo mudou com a música abaixo.



Essa bela canção que mistura ritmos e línguas de dois extremos do mundo (Japão e EUA) é o tema principal de Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tóquio. Esse filme meia-boca tinha músicas fodas. Na escola, meu amigo Diego disse que tinha baixado a música. Logo ele me emprestou um CD que tinha música. O compact disc (que nunca devolvi) ainda está aqui em casa. Acho que ouvi essa música umas 500 vezes em looping por umas duas semanas. Acho que só Guerrilla Radio, do Rage Against The Machine, bateu esse recorde.

A música do Teriyaki Boyz não vinha sozinha e perdida no CD. Nele também tinha músicas do Black Light Burns, a primeira banda de rock que curti. Sim, eu comecei por essa bosta. Gosto até hoje das músicas, mas reconheço que são um lixo. Aliás, eu já disse várias vezes que gosto de coisas toscas.

Do Black Light Burns pulei para o Limp Bizkit, o que foi bem fácil. Aí pronto, o rock já estava começando a correr nas veias. Aí veio Red Hot Chili Peppers, Velvet Revolver, Rage…

No entanto, nunca fui um aficionado por rock. As pessoas me consideram um eclético. Não sei se esse termo é o correto, mas o fato é que eu curto de tudo um pouco. Pode ser funk carioca, música paraguaia (comum entre os velhos paraguaios de Epitácio), death metal, música romântica ou dance.



O povo do ônibus que diga sobre meus conhecimentos na área. Sei cantar diversas músicas, lembro letras esquecidas (nem todas, afinal, como disse no primeiro parágrafo, não sou um fodão) e canto, do nada, uma música que faz as pessoas olharem para mim com cara de “CALA A BOCA, PORRA!”.