O mundo dos streamings depois do Rojadirecta

Sim, vivemos na geração que está matando a TV. Ok, ela não morreu e nunca morrerá da forma como se imaginava. Ela morreu do mesmo jeito que deus morreu nas cabeças. Mas o que eu estou fazendo? Estou espantando você que veio aqui ler sobre um site bacana. Digamos que não sou o cara mais recomendado para agradar as pessoas com palavras bonitas e afagos na alma e no coração.

Pois bem, o Rojadirecta é um grande site de streaming que descobri nas minhas andanças por aí. Ele é feio, tosco, seu layout é horrível, mas ele é tão aconchegante que você fica até constrangido de xingá-lo. Sabe aquele bar vagabundo em que a cerveja está sempre trincando? Pois é. O Rojadirecta traz um compêndio de blogs e sites que fazem streaming dos principais eventos esportivos do mundo. Os principais campeonatos europeus de futebol? Tem. E da América do Sul? Tem também. Esportes americanos? Mas é claro. F1, rugby, críquete, golfe e até a bizarra A-League? Porra, eu vou ter que repetir que tá lá também? Já chega né? Pra quem não sabe, a A-League é o campeonato de futebol ~profissional~ mais estranho que existe.

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Um monstro internético: o spoiler (ULTIMATE™ considerações sobre este problema)

Tava aqui pensando sobre os maiores filhos da puta (ou seria filhos-das-putas? Existe plural num xingamento? Se sim, a regra continua valendo para os xingamentos aplicados com justiça?) que existem por aí nas interwebs. Com certeza são os que espalham spoiler por aí. Eles são ao mesmo tempo os que saciam a fome dos hypers (aqueles que fantasiam sobre uma coisa e não consegue pensar em outra coisa) e que fodem com a vida do resto da população intergalática. Pense: nossos pais nunca passaram por essas duas coisas que são comuns hoje em dia, o hype e o spoiler. O canal de TV que eles acompanhavam não iria liberar teasers trailers dos próximos acontecimentos da novela. Ou melhor, não vazavam fotos dos sets de filmagem do próximo clipe do Michael Jackson. O clipe vinha, era anunciado no Fantástico e o máximo de hype que você tinha era esperar o fim do programa. Hoje, com essa maldita internet, temos entrevistas com os colaboradores do Daft Punk ou então trailers de dois minutos dos filmes que podem ser pausados em busca de referências e easter eggs. Só que temos também, por exemplo, os malditos que vazam o roteiro de The Last of Us.

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5 coisas irritantes em fotografias na internet

Confesse: você estava com saudades da série de coisas irritantes, não é? Pois eu não. Escrever isso aqui me deixa com tanto ódio de mim, de você e da humanidade que é difícil enfrentar a realidade depois de escrever tanta raiva em letras arábicas. E o assunto de hoje fala sobre a criatividade humana. Ou a falta dela. Incrível como os animais ganharam o poder de registrar visualmente o que se passa na frente dos seus olhos e fazem isso da pior maneira possível. Você ganha uma câmera com megapixels e megapixels de qualidade, flash, filtros de imagem e mais Lightroom, Photoshop e zilhões de programas de edição. E o que você faz? Caga tudo. Pra falar a verdade, por volta 7 bilhões de animais bípedes desse nosso mundo são capazes de cagar o que centenas de cientistas demoraram anos para fazer. Todo mundo caga. Uns mais outros menos. Deixa eu ir logo para os tópicos antes que eu me estresse antes da hora. Se bem que fiz um pacto comigo mesmo que não vou mais me estressar nestes posts. O objetivo é a diversão.

 

5) Fotos “zueronas”

Como vocês sabem, a zuêra não tem limites. Até o Vegeta sabe que a zuêra não tem limites. Porém, assim como o universo, a zuêra possui lugares ainda não alcançados por nós. Vira e mexe, os animais alcançam estes lugares ainda pouco explorados. Observem a foto abaixo.

 

"Você está defecando pela... pela..."
“Você está defecando pela… pela…”

 

O que leva alguém, com todos os seus neurônios em pleno funcionamento tirar uma foto dessas? A explicação de “apenas pela zuêra LOL” não serve. Essas pessoas não pensam que fotos como essas continuarão para sempre na internet. O que seus filhos vão achar disso no futuro? Será que a sua mãe sabe que você tira fotos assim? Se ela souber com certeza irá reprovar. A escatologia é um negócio que, assim como a zoofilia, o hentai e o furry são coisas que, mesmo em uma escala diminuta, agridem de uma forma muito forte. Espero que a “zuêra” ricocheteie e volte para você com a força de um meteoro de Pégaso.

 

4) Garotas sensuais

Este tópico não me deixa assim tão irritado. Porém é aquela típica situação “chove e não molha”. A garota está sensualizando na foto. Está com o decote generoso. Está mostrando aquela pinta no seio direito. Primeiramente, esta foto chamativa… te chama a atenção. Aí, como um bom stalker, você vai ver as outras fotos. Estão bloqueadas. Só amigos podem ver. Ok, você vai lá, aceita a amizade, vê as fotos mas a garota não fala com ninguém. Vocês podem até me chamar de Gerald Thomas (seria injusto, mas vocês tem essa liberdade), mas argh!, porque existem as malditas fotos que não representam a personalidade das pessoas? A pessoa só é sensual em fotos. Ou então só em alegre em fotos, mas na verdade sofre de depressão. Tô com ódio disso.

 

3) Avatares photoshopados

Mais um tópico que não posso mostrar fotos dos amigos para não responder a processo. Me digam uma coisa: estamos no bate-papo UOL ou no Facebook? Nessa altura do campeonato internético vocês ainda insistem em mostrar outras pessoas nos avatares. Só que a facilidade de alcance a ferramentas como o Photoshop, escovinha e outras maravilhas da vida moderna nos pregam peças. Ontem estavámos eu e a Gi destilando maldades no inbox quando me deparo com uma foto muito bonita no feed do FB. Pensei “Oh meu DEUS, que gata!”. Olho para o lado e me surpreendo com o nome da pessoa. Não acredito e vou ver a foto em tamanho maior. Vi a foto e um estalo veio à minha cabeça “Tenho que relatar isso num post”. Porque vocês fazem isso? (PQ FAS ISO ROMARINO?) Se até a máscara de Link cai em Majora’s Mask, porque a sua não iria cair? Parem com saporra.

 

2) Poses manjadas

Lá vem! Quantas vezes por dia vocês se deparam com fotos de times de futebol? Sim, aquelas em que as pessoas estão lado a lado com os braços nas costas dos outros? Uma dúzia? Mais? Já tirei fotos assim. Muitas. Mas frequentar a faculdade se resume a tirar fotos dessa forma. Ainda assim essa pose não é mais manjada que as amigas fazendo biquinho na foto. Ou então tirando fotos de lado, encoxando a amiga seguinte. Reparo que falta criatividade em vocês. São sempre as mesmas fotos. Só as vestimentas mudam. E aquela pessoa que todo dia tira foto do xícara de café? Ou então do pôr-do-sol via janela do trabalho? Não quero nem entrar no assunto Instagram, gatos, cupcake, Kit Kat e cia. LTDA (lembra que essa expressão era usada antigamente?). Pessoal, pensem um pouco antes de tirar as fotos. Existem tantas opções, mas o arroz e feijão é o mais comido. Eu fico realmente desgraçado da minha cabeça com isso.

 

Peguei isso lá no Flogão, mas poderia ser no seu Facebook
Peguei isso lá no Flogão, mas poderia ser no seu Facebook. Reflita

 

1) 16:9 widescreen from hell

Vou revelar uma coisa importante. Eu me segurei até aqui. Mas agora é impossível. Como é irritante a pessoa que, ao fazer imagens com o celular ou com a câmera, a utilizam na vertical. O pior é quando se faz vídeo dessa forma. Perceba só uma coisa: seus olhos estão um ao lado do outro, não em cima um do outro. Logo, ao ver um vídeo, é muito mais confortável assistí-lo “esticado para os lados”. Entenderam? Fotos e vídeos são na horizontal, não na vertical, seus animais! Aprendam a usar saporra que vocês compraram. Mas é foda. A idiota vai lá e tira uma foto pro perfil na vertical. Até o Facebook tem dificulldades para analisar tamanha façanha. Se chega no Youtube e a principal imagem que temos da explosão em West foi feita na vertical. Vocês reclamam de tarjas pretas nos filmes mas fazem isso, né? Cêis gostam disso, pode falar. E aquele pessoal que coloca filtro do Instagram em screenshot? E aquele pessoal que registra todas as suas fotos em sépia LIKE A OLIVER STONE? Olha, eu tô com um ódio disso, dessa burrice humana no uso de uma câmera que eu vou terminar o post aqui antes de…   

5 coisas que irritam no curso de Comunicação Social

Ah, a Comunicação Social! Curso de quem não sabe o que fazer da vida. Diz aí se alguma situação dessas não aconteceu com você na infância ou adolescência. “Nossa filho, como você desenha bem e tem boas ideias… já pensou em ser publicitário?”. Ou então “Meu sobrinho fala muito, só tira dez em português/ganhou-algum-prêmio-whatever-de-redação… acho que vai ser jornalista”. Ok, nenhum pai deseja que seu filho faça um curso de Comunicação Social, mas já que fez, tem que dar apoio né? Pais são pais.



A foto não é minha. Me processa!



Aí chegando na faculdade, eu, um cara irritado e irritante facilmente irritável por natureza, me deparo com situações que fazem minha cabeça doer ao extremo. Pois bem, depois do sucesso (ou não) do post sobre 5 coisas que irritam em religião, volto com força neste Top Five de merda. E, dessa vez, fui auxiliado pela Giovana Cabral, que deu ideias e inspirações para a produção deste emaranhado de irritações.

5- Leia mais jornais

A palavra jornal pode ser usada para várias coisas. Neste caso, para os jornais impressos mesmo. Já ouvi muito durante o curso: “Você tem que ler jornal, pois só ele traz a profundidade nas notícias diárias”. Uma certa época atrás eu até lia jornais, mas eles se tornam um saco a partir do momento que sua usabilidade é péssima, a leitura fica lenta e seu entendimento de mundo mais lento ainda. Meu amigo, se eu quero me informar profundamente sobre um assunto, eu tenho a internet, que é muito mais rápida que qualquer porra que dependa de garotos em uma bicicleta enferrujada. Para de ficar me empurrando esse papel sujo e anti-ecológico pro meu lado. Rio+20 aí e ainda querendo nos convencer de que jornal é bom? Ah, fica no twitter um pouco tá?!

4- A internet é uma coisa muito nova

Qualquer um se irritam quando infiéis criticam sua religião. Então, só para deixar claro, minha religião é a tecnologia e minha seita é a internet. Aí chega um puto pra falar que qualquer iniciativa na internet não é duradoura ou passível de validade e métrica. Seus malditos, abandonem seus Windows 98. Abandonem o .doc, esse enviado do inferno. Parem de criticar uma tecnologia consolidada, crescente e que está presente há não sei quantos anos aí (procurem na Wikipedia este dado… ah? Você não confia na Wikipedia, então use a Barsa). Não tenham medo de dizer que é na internet que se busca uma informação verdadeira, direto com a fonte, e não com seus jornais impressos e telejornais superficiais.

3- “Faz uma pauta aí. Entrega em 10 minutos.”

Confesso que não sei como funciona o trabalho de um pauteiro/produtor em um veículo de comunicação dos grandes, nível nacional. Mas acredito que eles não fazem uma pauta completa em 10 minutos. Então, por que caralhos nós temos que, no começo da aula, produzir uma pauta com encaminhamento, roteiro e sugestões em um tempo tão reduzido. E, o que é pior, a partir da um texto já pronto? Sério, isso me irrita tanto que deixei de ganhar pontos no final do bimestre por não fazer trabalhos deste tipo.

2 – “Você, como jornalista,…”

Ao menos no meu curso de Jornalismo, o que mais acontece é o José Serra comedor de todos. Mas essa frase também deve ser dita em outros cursos. O que não impede dela estar aqui. Parece que sua vida e seu jeito de tratar as pessoas tem de ser falso, manipulador e precavido contra qualquer coisa que  pode te atingir. “Você, como jornalista, não pode descer o pau em fulano por causa disso, disso e disso”. Ainda bem que não vou ser jornalista, daqueles de fazer reportagem. Martelo de Thor, credo! Não quero ter minha vida transformada em um monte de coisas que não posso fazer ou falar. Afinal, eu, como jornalista, devo prezar pelos costumes, moral e aquelas outras idiotices da vida pós-moderna/mariquinha.


José Serra aprova a comilança



1- “Vamos fazer uma análise semiótica disso…”

Chegamos ao estandarte da irritação em um curso de Comunicação Social. Nada me irrita mais do que isso. Muitas vezes essa frase é dita numa situação de humor, deboche ou ao presenciar algo incompreensível. No entanto, ela mostra como o aluno de Comunicação, esse ser que sou e que me traz ódio e amor ao mesmo tempo (na verdade não traz porra nenhuma, esse é só um enfeite de texto), é desligado de uma disciplina tão importante. Apesar de nunca ter me aprofundado, gosto muito de semiótica e de como é possível passar uma mensagem através de um modo nunca antes imaginado. Aí chegam os putos e, ao verem a pessoa caindo depois de escorregar na banana propagam a frase deste tópico. Tudo bem que você faz Comunicação, mas não exagera na galhofagem e no desrespeito velado. Não fode, pô.

A ética anarquista na Web

Estava arrumando minha mochila calmo e sereno (como em baile de moreno, completaria Funky Black Cat) quando encontrei, em meio às centenas de coisas que ocupam aquele objeto depositário, um papel  ocupando frente e verso com informações sobre a ética anarquista. O texto é do Coletivo de Estudos Anarquistas Domingos Passos, de Niterói, escrito em janeiro de 2004. Resolvi ler e depois perder mais tempo ainda escrevendo este post.



Sempre curti esse símbolo
Para começar, já vou dizendo que não tenho ideologia e acredito que elas não são mais necessárias em nossos dias. Afinal, existe o jeito capitalista, comunista, anarquista, de direita, de esquerda, social-democrata ou republicana de, por exemplo, resolver o problema da Cracolândia? Não. Existe apenas o jeito certo e o errado. O certo é oferecer assistência médica e psicológica aos viciados em droga. O errado é chegar metendo a porrada.

Vou aqui pular as partes idiotas do texto, como a que diz que os empresários são a escória da sociedade. Também vou evitar falar de conceitos antiquados como “sociedade capitalista” e “burguesia”.

Uma coisa que achei interessante e que merece ser citada aqui é quando o texto diz que o anarquismo é um instrumento de transformação. E a ética anarquista entra em atitudes como apoio mútuo, autogestão, internacionalismo e liberdade. Na hora me deu um estalo e a minha querida internet veio à mente.

Se você perceber bem, todos estes conceitos foram aplicados na Web. O apoio mútuo pode ser visto em ambientes de crowdsourcing (em que uma galera, espalhada por toda a internet, se junta para resolver problemas). A autogestão é observada nos fóruns e chans, espaços de onde surgiu o grupo Anonymous (que, semelhante ao que prega o anarquismo, não tem um comando central). O internacionalismo e a liberdade são pregados em movimentos como o do Occupy, onde a organização é feita em redes sociais.

De cara, pensei se os piratas do Vale do Silício imaginaram isso em frente aos PCs ou se todas essas características apareceram aleatoriamente.
Percebemos que as bases de cooperação na internet são totalmente voltadas para o anarquismo. Um meme não tão antigo de chan dizia para não sermos “escravos do sistema”, assim como é propagado pelo anarquismo.

E, pelo jeito, o modelo neo-anarquista (criei agora esse nome) de desenvolvimento da internet prejudica as antigas lideranças comunicacionais e econômicos dos grandes grupos de poder, chamados de “os 1%” pelo pessoal do Occupy. São eles que, não admitindo a mudança de educação e forma de pensamento vigente, criaram projetos como SOPA, PIPA, ACTA e Lei Azeredo. E nós, detentores deste pequeno espírito anarquista, ir contra esta onda (na verdade, tsunami).


Pensei agora que eu devo ser um pouco anarquista também. Será?

FM Indicações #4: Sites nerds


Antes que você se assuste com o termo, não existem sites nerds. Você não vai encontrar um site com um selo dourado no canto superior direito onde se lê “recomendado para nerds”. No entanto, eles possuem características que atraem os nerds. Ou são uma grande fonte de pesquisa e conhecimento ou então um lugar de encontro com outros nerds. Bom, vamos aos sites.

TVTropes: Sabe aquele jogo de NES, esquecido no fundo da locadora, que ninguém conhece? Então, ele possui certas características de roteiro, clichês, etc. Então, saiba mais sobre vários conceitos de roteiro, lógica e filosofia de uma maneira rápida, fácil e divertida. Tão divertida quanto aquele jogo de NES…

Reddit: Maior site de notícias/inutilidades que conheço. Conhecimentos verdadeiros e falsos se misturam em blogs e mais blogs.

ThinkGeek: Produtos que deixam qualquer nerd maluco para comprar. Entre e babe. São várias categorias, indo de camisetas a livros e chegando a produtos cafeinados (?).

NeoGAF: Este é o melhor fórum sobre games do mundo. O anonimato atrai desenvolvedores de jogos que vazam fotos, vídeos e rumores (muitos rumores) sobre os games do momento. É tipo um GossipNerd.

GameFAQs: Se você travou em alguma parte daquele RPG maldito que possui labirintos com bifurcações, este é o seu lugar. Chega de sofrer.

IMDb: Fonte de notícias e informações sobre Hollywood. Possui um catálogo com tudo o que determinado ator, diretor, produtor já trabalhou. Dá para ficar horas aqui.

Metacritic: Ele agrega notas dos principais sites de análises. E faz isso com filmes, games, seriados e músicas. E permite que o usuário dê notas (o que gera muita discussão).


Sério, se visitar todos os links das homes destes sites, você vai ficar o resto da vida na internet.

O drama no fim do mundo compartilhado

Depois do fechamento do Megaupload e da auto-preservação deoutros sites de compartilhamento como FileSonic e Uploaded.to e 4Shared, a pergunta que fica é a seguinte: este é o fim do paraíso internético onde um puto no interior da Brasil pode passar conteúdo (diga-se, filmes, músicas e jogos) para outro puto no interior dos EUA?


É triste dizer isso, mas acho que sim. Não vou comentar aqui se o que o Megaupload ou outros sites fazem é pirataria ou não, nem vou dizer se isto é certo ou errado. Vou comentar sobre o fim de uma cultura.

Para quem é nerd, a internet, com toda a certeza, foi o maior invento já criado. “Putz, agora eu posso passar toda essa minha coleção de filmes antigos para meus amigos”, pensa um. Outro pensa: “Sensacional! Vou tirar scans desse meu mangá favorito e passar para outros reclusos em seus quartos”. Isso com certeza terá seu fim.

Minha pasta pública no Dropbox: centenas de reais
dos meus colegas de sala economizados

A partir do momento que os governos olharam para a internet, ofereceram a maçã proibida dizendo “Internet: Serious Business”. Claro que os governos só tomaram estas decisões pressionadas pelas empresas que antes ganhavam rios de fortuna produzindo e distribuindo conteúdo.

Quando Britney Spears passou a não vender mais CDs algo estava errado. Como assim, uma estrela do mainstream não vende mais? A culpa era da internet e, há alguns anos, de sites como Napster e KaZaA.

Mas a indústria cultural está atacando pelo lado errado. Em vez de derrubar sites, eles deveriam disponibilizar seus produtos na rede de forma mais barata e mais fácil. No modo mais barato, empresas como a Netflix e a Steam mostraram que é possível ganhar dinheiro (e muito dinheiro) em mercados tomados pela pirataria. A Steam é considerada hoje uma plataforma de lançamento de jogos, à semelhança do Wii, Playstation ou Xbox.

A disponibilização de forma mais barata não impede a pirataria. Jogos de US$ 0,99 do Android são pirateados. Nesse caso, o fdp que faz isso faz só para se aparecer. É como se o cara pegasse duas balas escondidas no mercadinho do bairro que ainda vende mercadorias a granel.

A forma mais fácil não me trouxe nenhum exemplo à mente, mas é fácil de imaginar. Como você conseguirá assistir aquele filme de bang-bang dos anos 40 sem recorrer ao torrent? Mesmo com ele fica difícil. Encontrá-lo do modo mais preguiçoso, ou seja, em sites como o Megaupload, é mais difícil ainda.

Citei no último post os RPGs que nunca joguei e fui procurar SaGa Frontier 2 na internet. Se eu pudesse, compraria o CD. Óbvio que não encontrei.


O que se vê são filões de negócios que podem ser explorados. Mas aí distribuição online e paga de conteúdo pouco tem a ver com a atualidade. E é o fim da antiga cultura da internet. 

FM Indicações #3: Tuiteiros


A rede social que mais gosto é, de forma disparada, o Twitter. Levando-se em conta que a limitação gera criatividade, o “Tuinter” é uma grande fonte instantânea e direta de piadas e informações. Twitter é meu feed. Twitter é o meu palco de stand-up. Então aqui vou indicar caras que são viciados nessa bagaça e ficam o dia inteiro naquela droga.

@izzynobre: ele mora no Canadá e vive sendo alvo de preconceito por isso. Além de polêmico, sabe usar a lógica nas discussões (seja lá o que isso significa).

@bqeg : fala sobre tênis, sobre tecnologia, sobre tudo na verdade.

@gravz : é um chato.

@CancerJack : o Tucano do Nerdcast consegue sacanear tudo o que vê.

@frrrnanda : a única que eu conheço nesta lista. Minha fonte de informações sobre comunicação.


Depois de seguir essas cabeças acima, com certeza você vai perder muito tempo clicando nos links que elas postam. Aproveita e me segue também!

A sopa da Luiza

Duas coisas estão enchendo o saco na internet hoje. Uma delas enche o saco porque é estúpida. A outra porque é preocupante.


A primeira é uma expressão que surgiu em um comercial na Paraíba. 




Sim, o cara parece que é cheio da grana e tem um filha gostosa que está no Canadá. Tá, qual a graça nisso? Isso só mostra o nível de humor que o pessoal descolado da internet possui. É legal forçar memes, mas memes legais. E ela está voltando para ganhar dinheiro em cima disso.

Sim, eu pegava

A leva de piadinhas começou no Twitter, onde toda a sorte de trocadilhos surge. A segunda leva está nos grandes sites de notícias. Todos eles estão noticiando a volta da Luiza para o Brasil. A terceira leva (e caso um barão no chão), virá no Facebook, no ritmo das malditas imagens compartilhadas.

A segunda coisa importante é o SOPA. E a PIPA também. Ambos são projetos do Congresso estadunidense para restringir o uso da internet. Isso de forma velada, claro. O objetivo primordial seria o combate a pirataria. Para saber mais basta pesquisar um pouquinho, não vou postar links. E se você não sabe tem que apanhar de cinta!

Faça um adesivo e cole por aí
O que acontece é que muitas das gravadoras e produtoras de conteúdo do mundo inteiro não sabem ganhar dinheiro com a internet. Steve Jobs montou o iTunes, mas os caras insistem em vender CDs e até aqueles bolachões que agradeço todos os dias por nunca ter precisado usar.

Então, esses caras estão de um lado. Do outro está todo o público da internet e as grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Wikipedia. Não preciso dizer de qual lado estou. Se tenho um blog já não preciso dizer. O mundo regado à SOPA e movido à PIPA significaria o fim do conteúdo gerado pelo usuário. As leis de copyright comeriam seus orifícios anais antes de vocês pensarem em divulgar qualquer coisa nas redes sociais.

Óbvio que uma lei destas chegaria ao Brasil rapidamente. Se games eram jogos de azar até pouco tempo, compartilhamento de conteúdo é o equivalente a fazer aliança com o Tinhoso.