Desde que o homem é homem, ele olha para o céu à procura de respostas. Pode ser uma resposta divina, partindo do princípio da polaridade céu-inferno, ou uma resposta astronômica. A astronomia, e aqui me refiro à praticada muito antigamente, nos respondeu várias dúvidas, como a duração de cheias e marés, onde estamos no universo e, um pouco mais para frente, como surgimos, para onde vamos e como morreremos. No entanto, uma das maiores dúvidas que não foram respondidas é, de certa forma, instigante e amedrontadora: estamos sozinhos no universo?

Uma pergunta tão essencial e antiga quanto essa obviamente gera especulações filosóficas e artísticas a dar com pau. Uma das principais explicações filosóficas, e que possui um viés moralístico e “mamãe, desculpa”, é aquela em que devemos cuidar da Terra porque ela é nossa única casa, a naturezzzz… Dá uma olhada no seu quarto. Se ele estiver arrumado você volta para comentar. E a sua pia? Tá limpa? O banheiro não está sujo? Pois é.

As explicações artísticas concentram-se, principalmente, no poderio belicista dos alienígenas. De Guerra dos Mundos a Alien, de The Blob a Predador, aprendemos que essa ideia de alienígenas chegando na Terra não será uma coisa muito agradável.

Caramba, como eu gostava disso!

Mas nunca vislumbramos nada relacionado a extraterrestres na Terra. E não me venham com essas imagens de disco voador, por favor. Auxiliados pelo Paradoxo de Fermi e pela Equação de Drake, uns cientistas aí descobriram que devem existir centenas de milhares de planetas similares à Terra rodando nesse nosso universo. Mas então, cadê essa galera toda? Poupando você de ler os links acima, existem algumas opções:

  1. Não há civilizações superiores porque elas morrem em algum passo da evolução. Nós, terráqueos, podemos ser os primeiros a ultrapassar esse passo da evolução (chamado de Grande Salto), outras espécies podem estar ultrapassando junto com a gente ou o Grande Salto ainda não chegou e aí ó, esquece. Continua fazendo filminho que é o único jeito de pensarmos sobre extraterrestres;
  2. Será que ainda somos cegos, mudos e surdos para sentir os extraterrestres?
  3. Será que moramos tão na periferia que seja perigoso e caro vir aqui? Será que ETs vieram aqui antes de existirmos?
  4. Será que eles sabem da nossa existência, mas ainda não conseguiram vir aqui por causa da tecnologia e estão se escondendo (diferente da gente que fica mandando sinal de rádio pra tudo quanto é lado)?
  5. Será que somos um zoológico de ETs?
  6. Será que somos alienígenas deixados aqui para preparar o terreno para os que vão vir?

Mas, e se encontrarmos seres extraterrestres ainda nos primeiros passos de sua evolução?

Apresento aqui as minhas opções:

  • Deixa os caras lá que a gente já tá cheio de problemas aqui

Apareceria muita gente dessas que é contra pesquisa com animais, que destrói laboratórios e centros de pesquisa, que trata bicho como gente e que faz meinha coletiva no pátio de alguma faculdade de humanas dizendo que deveríamos primeiro cuidar do nosso planeta, do nosso aquecimento, da nossa camada de ozônio, da nossa futura era glacial e das nossas discussões sobre o machismo em entregar flores no Dia Internacional da Mulher. Cientistas e curiosos (como eu) exigiriam que fôssemos lá investigar qualé dessa galera que está aparecendo. Informação nunca é demais.

  • Vamos cercá-los, colocar plaquinhas e deixar nossos filhos brincarem com eles

A ideia de um zoológico agradaria muita gente. As empresas de táxi espacial ganhariam uma grana fazendo tours pelas “selvas de titânio” ou “cinzas de xenônio”.

  • FLY AND DIE!

Basicamente, isso aqui:

Mata enquanto ainda há tempo.

  • Vamos estudá-los

Quem sabe não podemos ver que, sei lá, os extraterrestres geram energia nuclear em suas fezes? Ou então suas células possuem a capacidade de se autorregenerar sem surgir um câncer? Obviamente que essa é a melhor opção e, partindo dela, temos outras questões a serem levantadas.

Seria correto escravizarmos outros seres para o nosso prazer? Seria criada uma nova minoria que faria textões no Facebook?

De forma séria agora: seria ético nos aproveitarmos desses novos seres? Uma coisa são seres microscópicos ou tão pequenos quanto as leveduras que usamos no pão e na cerveja. Outra seriam animais maiores. E outra, que geraria mais discussões, são espécies conscientes e capazes de se comunicar. Será que destruiríamos assim como fizemos com os neandertais?

Essas perguntas serão respondidas no próximo livro que estou escrevendo (OLHA O JABÁ!).

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