Ontem eu estava praticando mais uma vez a arte da zuêra no Twitter contra os amigos Calil e Giovana. Era mais um daqueles RTs falsos que, algum dia, provocarão guerras. Um importante pensador do século XX disse certa vez que não sabia como seria a Terceira Guerra Mundial, mas sabia como seria a quarta: com paus e pedras. E eu complemento seu pensamento ao colocar que sei como começará a Quarta Guerra Mundial: com um RT falso. Então, tava lá eu dando aquela zoada do dia a respeito de um assunto interno (daqueles que quem olha de fora faz cara de WTF) quando o Calil aparentemente estranhou a brincadeira. A Gi, de pronto, mandou um reply falando que, se ele não aguentasse a brincadeira que voltasse para o FÊYCI. Prosseguindo a zuêra, lancei a campanha.

Depois disso passei a pensar o quanto somos diferentes nas diferentes (!) redes sociais e em como somos ~preconceituosos~ com os membros da outra rede. Essas rixas entre as redes não são necessariamente novas e nem sadias. Por exemplo, o pessoal do Reddit não gosta dos usuários do BuzzFeed. Nos fóruns, isso é ainda maior (e onde o pessoal costuma pegar pesado nas raids). No meu tempo obscuro eu costumava frequentar os /b por aí. E rolava muita zuêra pra cima dos fóruns rivais. Tinha, por exemplo, a rixa entre o VT UOL e o 55chan. Obviamente a vitória foi do… deixa quieto. É melhor não cansar encrenca com os RÁQUERS, os piratas da internet (vai que tem um que lê esse blog).

Essas divisões sociais vem desde a escola. Neste recinto semelhante à uma prisão tínhamos as rodinhas dos populares, dos nerds, dos normais, dos que não formavam roda e ficavam pelos cantos e por aí vai. A gente sempre achava que a nossa “rede social” era melhor do que a outra. Que os papos que a gente tinha com os nossos iguais era mais engraçado que os papos dos outros. Na sala a divisão se perpetuava e, quando tínhamos que formar grupos, sempre tinha um que ficava de fora e tinha que se juntar ao outro “contingente”. Sempre ficava aquele clima estranho, as conversas que não eram iguais, as piadas internas não compreendidas e por aí vai. E quando o sujeito regressava às suas origens, relatava tudo o que de pior havia no outro mundo. Claro que sempre tinha aqueles que ficavam nas fronteiras fazendo juízo de valor das pessoas (prática bastante saudável). Este era eu. Sempre guardei minhas opiniões a respeito dos outros colegas de sala dentro de mim. Aí depois que entre na faculdade liguei o foda-se e botão ficava travado no “on” quando decidi criar um blog. É só ver no que deu.

 

Sdds conversas idiotas em rodinha

 

Minha “tchurminha” no Twitter tem aquela aversão pelo FEYSSI. Isso não só se deve às atitudes das pessoas. Claro que compartilhar frases que o Chapolin nunca disse ou reinventar as apresentações em power point das nossas tias ajudam pra caramba nesse preconceito. Aliás, nossas tias estão lá, assim como os pais e as INVEJOSAS™ (quem inventou saporra de “invejosas”?). Mas as atitudes (erradas) das pessoas estão presentes em qualquer rede social. Então, qual o problema?

São os problemas. Dois em especial. Simetria e espaço. No que diz respeito à simetria, é algo bem fácil de se observar. No Facebook, para você ser meu amigo é necessário que eu seja seu amigo. Isso gera fortes problemas de relacionamento. Se seu vizinho te adiciona como “amigo”, como você irá ignorar o pedido? Ficará difícil olhar na cara da pessoa depois. Vocês que são mais carudos pouco foderiam-se. Eu teria vergonha. Se um companheiro de trabalho te adiciona e compartilha imagens ~engraçadas~, o que você pode fazer. Sim, existe a possibilidade do cancelamento de assinatura, do “Curtir (desfazer)” mas daí você já vê que o problema é estrutural. Você adiciona e, depois de uns dois dias de spam de imagens, é obrigado a ir lá nas configurações, no perfil, no caralho à quattro.

O segundo problema é o espaço. No Twitter, em algumas situações, você tem que fazer o Snorlax caber dentro da pokébola. A limitação gera a criatividade e a velocidade. No Facebook, a segunda parte do nome desta rede social (o “book”) é levado muito à sério. Quando não são textos enormes, a timeline é ocupada por imagens que poderiam facilmente serem simples frases. É aí que mora o spam, o cansaço visual. A quantidade de cor atrapalha. No HootSuite, meu client de Twitter, eu deixo tudo em preto com as letras em branco. Além de economizar energia (uma quantidade ridícula de energia, mas é uma quantidade) seu visual não me cansa às vistas. Falei sobre isso nesse outro post.

Acredito que esse preconceito será eterno. E quanto mais fechado for um grupo em um determinado ambiente, mais força ele tem para continuar vivo. E, com o tempo, sempre vai aparecendo mais um ou outro integrante. Apesar de usá-lo regularmente, em especial para as colaborações nos sites que participo, meu perfil no Facebook não tem mais muito tempo de vida. Meu objetivo é deixar apenas a fanpage do Faltou Mana presente por lá. Mas com certeza vocês continuarão me encontrando no Twitter. Inclusive, se você tiver uma conta ativa neste nobre recinto, por favor, dê um RT pela vitória (entendedores entenderão).

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