Como eu sei que vocês são burros (e como eu sei disso? Eu observo o feed de vocês no Facebook) decidi começar uma nova série aqui no blog. Nela vou explicar fenônemos sociais ou culturais ou físicos ou qualquer outra coisa que vocês não sabem. Sociais como este que vocês vão ler neste post. Ou culturais, como aqueles relacionados a games, cinema ou qualquer dessas artes que um ser humano desocupado inventou. Pensem nisso aqui como uma aula. Eu sou o professor de vocês agora. Então prestem atenção, ô moleque! Boralá.

Vocês que são defensores dos direitos humanos. Vem cá. Diz pra mim aí: não deve ser fácil ser muçulmano ou até mesmo árabe. Pensa na mentalidade histórica. Primeiro vieram os reis, nobres, cavaleiros errantes, matadores e crianças da Europa para encher o saco de vocês com essa historinha de Terra Santa. Vocês estavam de buenas quando surgiram essas ordens medievais em busca de tesouros e poder no Oriente Maédio. Avancemos alguns séculos e ingleses, franceses, alemães foram para aí de novo em busca de especiarias… tesouros e poder. Eram as Grandes Navegações. Um tempo depois vieram os americanos em busca de petróleo… tesouros e poder (vejam só!). Sabe qual a semelhança em todos esses conquistadores? Sim eles vieram do oeste.

 

Foi aqui que essa divisão começou. Ou não
Foi aqui que essa divisão começou. Ou não

 

Só com a informação dessa última frase, você, moleque esperto, já começou a entender qualé a desse post. Então, durante toda essa colonização ocidental, países como o Irã, por exemplo, desenvolveram uma grande aversão a tudo o que vem do oeste (aka Ocidente). Eles até desenvolveram um nome para essa perda de costumes locais em favor dos costumes ocidentais: Westoxification. Pessoal lá tende a fugir disso. E é comum reforçarem esse pensamento com a clássica bandeira dos Estados Unidos pegando fogo.

Esse termo foi criado lá na década de 40, mas só foi ganhar força em 62 com um livro de Jalal Al-e Ahmad intitulado “Occidentosis: A Peste do Oeste”. Inclusive o termo Westoxification pode ser chamado também de West-golpeou-ness, Westitis, Euromania e o já citado Occidentosis. Como se vê pelos nomes, todos se assemelham a nomes de doenças. Logo se vê como o Ocidente é mal visto por essas terras (e com razão).

Em persa, Westoxification se chama Gharbzadegi. É também o nome de uma música de Robert Wyatt que trata do tema. Dois versos da música destacaram-se para mim. Em especial este: “It’s lo easy to look down from above / Helicopter vision”.

 

 

Sim, também confesso que dormi ouvindo esta “bela” canção.

Mas será que aqui no Ocidente nós também não estamos começando a pegar esse tipo de “doença”? Se você ver alguém na rua com uma barba grande e um turbante na cabeça (que minha mãe chama de rodia) não ficará com receio? Ao menos no EUA esses “sintomas” já podem ser observados. Todos os cidadãos de origem árabe ou asiática são acompanhados pela polícia (mesmo que eles não saibam). É uma tremenda babaquice que dei o nome (olha como estou me tornando um cientista social) de Muslimtoxification. Será que o mundo voltará a ter essa divisão clara, estúpida e que não leva a lugar algum entre Ocidente e Oriente? Tomara que não.

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