Eu ia colocar no título “mil porras”, mas aí tem sempre um pessoal que vai ver o título no Facebook e fazer cara feia porque as agredi logo de cara. Ok, eu vou me segurar. Pelo menos nos títulos, senão saporra de blog foge da sua ~missão editorial~. De qualquer forma, bora lá.

Tava ontem em Prudente e fui lá pegar meu certificado de conclusão de curso depois de, oh meu deus, uns cinco meses do final disso. Apareci lá pela manhã e sei lá, a faculdade tá meia estranha. Para mim, claro. Ainda mais andando naquilo no período da manhã, onde só os agroboys e agrogirls frequentam os corredores. E depois no ponto de ônibus tive a presença da Resistência Francesa. Confesso que ela é mais gostosa em fotos. Confesso que vou ter problemas com isso, mas confesso também que meu objetivo é relatar tudo. E relatar verdades, que é o mais importante.

 

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Provavelmente a última vez que fiz esse caminho

 

Além disso, o mais interessante nessa “viagem” foi ficar ouvindo Get Lucky, do Daft Punk durante umas três horas seguidas. Ok, todo mundo sabe que Random Access Memories vai sair só em 21 de maio, mas, a partir dos vídeos que rolaram no site do álbum, o pessoal anda fazendo um milhão de remixes dessa faixa. Eu peguei uma das mais bem feitas no Youtube, baixei, passei para mp3 e estou ouvindo há 72 horas a mesma faixa em looping.

 

 

Inclusive, engraçado essa parada de remixes. Get Lucky é a música com mais versões na história sem nunca ter sido lançada. E pelo que vi nas entrevistas, é bem capaz da versão final ficar bem diferente da que o pessoal tá liberando por aí. Os robôs ficam dias só para ajeitar samples de 4 segundos. E a presença de Nile Rodgers é garantia de qualidade sonora também. Random Acces Memories tem tudo para ser o melhor álbum de música de todos os tempos. E eu tô falando sério. O Daft Punk deu uma esquecida na batida essencialmente eletrônica e agora tá com uma pegada mais dance, mais West Coast, mais… legal. Legal é a palavra.

Outra coisa que caiu na TL é essa do projeto de pós-graduação feito sobre o feminismo das melhores-fruta no funk. Primeiro, fico me perguntando como a universidade deixa passar uma pesquisa dessas. Tenho problemas até hoje com a comissão de pesquisa da minha faculdade e, um negócio desses passa. Falta muito critério. Segundo que, uma pergunta importante, qual a finalidade de uma pesquisa dessas? Daqui quantos anos Valesca Popozuda será esquecida?

Terceiro: escolheram ela como patronesse da faculdade, sendo que no ano anterior tinha sido a vez do José Saramago. Igualaram um Nobel com uma descida até o chão. Cêis são fodas mesmo. A desculpa foi mostrar que a hieraquização da cultura é prejudicial. Essa galerinha que é a favor da “heterogeneização da cultura” perde a mão de vez em quando. Num ambiente acadêmico compararam Saramago à Popozuda. Eu não quero mais falar sobre isso.

Inclusive tá explicado porque o pessoal de humanas é zoado. Nossas pesquisas (sim, sou da área de humanas) são praticamente inúteis. Não trazemos nada de novo para a sociedade. Enquanto isso terei que esperar mais de 30 dias para pegar o diploma. O que isso tem aver com a Popozuda? Nada.

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