– Serão os seus Sete Reinos assim tão diferentes? Não há paz em Westeros, não há justiça, não há fé… e muito em breve não haverá comida. Quando os homens passam fome e estão doentes de medo, procuram um salvador.”

Como A Dança dos Dragões se passa na mesma época de O Festim dos Corvos, toda aquela atmosfera de desespero, medo, sujeira e abandono continua presente aqui. Só para constar: Dança é melhor do que Festim. Primeiro porque Dança traz meus personagens preferidos, o que já ajuda logo de cara. Segundo porque seus diálogos são mais bem construídos (justamente por causa desses meus personagens preferidos). Para lembrar você que já leu o livro há algum tempo ou que por algum motivo idiota está lendo a análise do quinto livro de uma saga tão extensa, Dança traz todo mundo que não aparece em Festim. Aqui são relatadas as histórias do Norte, do mundo Para-Lá-Da-Muralha, de Volantis e da Baía dos Escravos. Nada desse povo do Sul com seu calor e suas frescuras. Esse é um livro de machos. Eu diria que esse é mais que um livro de machos. É um livro nojento, repleto de passagens que trazem o pior do ser humano. É um livro que já começa terrível, contando como ficou a situação do povo livre depois da batalha na Muralha. Varamyr Troca-Peles foi o escolhido para abrir o livro morrendo (como todos os personagens que abrem todos os livros).

Tinha os lábios vermelhos, os lábios fendidos, a garganta seca e ressecada, mas os sabores do sangue e da gordura enchiam-lhe a boca, mesmo apesar da barriga distendida gritando por alimento. A carne de uma criança, pensou, lembrando-se de Bossa. Carne humana. Teria caído suficientemente baixo para sentir fome de carne humana? Quase conseguia ouvir Haggon rosnando-lhe.

– Os homens podem comer a carne de animais e os animais a carne de homens, mas o homem que come a carne do homem é uma abominação.

Abominação. Sempre foi essa a palavra preferida de Haggon. Abominação, abominação, abominação.”

O povo livre se divide em três: os que morrem de fome, os que procuram se reorganizar para lá da Muralha e aqueles que se sujeitam a Stannis. Destes, alguns se tornam homens de Lorde Snow, que lhes oferece abrigo, trabalho e comida na Muralha, mesmo sob a vista torta de muita gente. De cara vemos como Jon evoluiu nesses livros. Apesar de não ser um comandante carrancudo, ele traz muito da justiça que o pai lhe deu. Uma de suas passagens mais interessantes e que marca essa transição é a morte de Janos Slynt. Ele começa a pensar em punições cada vez mais severas ao malandrão até que decide-se pelo enforcamento.

E a Muralha sofre de mesmo mal que o resto de Westeros sofre: a falta de bons líderes. Já falei sobre isso no review de O Festim dos Corvos, mas vale a repetição. Todo mundo que era foda, respeitado e o caralho à 4, já morreu. Na Muralha o próprio Jon me ajudou a fazer a listinha. O Velho Urso, Quorin Meia-Mão, Donal Noye, Jarmen Buckwell, o tio de Jon… e a lista não para aí, pois no final do livro mais bons homens morrem. Só sobram os fracos.

Na velocidade em que está, Stannis demorará 100 anos para chegar em Porto Real
Na velocidade em que está, Stannis demorará 100 anos para chegar em Porto Real

Porém, mesmo com alguns momentos interessantes, como sua luta com o Camisa de Chocalho (que revela-se depois como Mance Rayder) e umas duas conversas com Stannis, as partes de Snow são exageradamente lentas. Em especial no começo. São uns três capítulos contando eventos que já tínhamos visto em O Festim dos Corvos sob os olhos de Sam. Não era necessário tudo aquilo. A parte dos diálogos repetidos é legal, mas a enrolação para a partida de Sam é muito grande. Mas não é nada que quem chegou até aqui não consiga superar. O final de Jon é aquele que nos deixa em dúvida: seria ele, na verdade, o Azor Ahai renascido e não Stannis? Melisandre pareceu bastante confusa quanto a isso no último capítulo.

Continuando no Norte temos o personagem mais bem construído desse livro: Fedor. Incrível acompanhar como Theon Greyjoy, metido e fanfarrão, se tornou um cachorrinho de Ramsay Snow (Snow não! Bolton!). Depois de ficar meses numa masmorra sem comer direito e sendo esfolado, torturado e amputado inúmeras vezes, Theon se tornou Fedor. Com isso ele obteve uma mente perturbada, amedrontada e receosa de qualquer opinião que Ramsay emita sobre ele. Saca só a forma como ele é apresentado:

A ratazana guinchou quando a mordeu, esperneando violentamente em suas mãos, num frenesi para fugir. A barriga era a parte mais mole. Rasgou a carne doce, com o sangue quente escorrendo pelos lábios. Era tão bom que lhe trouxe lágrimas aos olhos. A sua barriga trovejou e ele engoliu. À terceira dentada a ratazana parou de lutar e ele estava sentindo-se quase satisfeito.”

Vejam a cara de desaprovação de Lorde Bolton diante das atrocidades do filho
Vejam a cara de desaprovação de Lorde Bolton diante das atrocidades do filho

Ramsay é a pessoa mais grotesca de Westeros. Nem as maldades feitas pelos Bravos Companheiros chegam aos pés do que esse bastardo faz. Ele representa toda a maldade do Norte, aquela que é demonstrada. Diferente do Sul, onde a maldade é velada. É claro que Ramsay terá uma morte horrível em breve. Aliás, ele nem merece uma morte em batalha. Espero ansioso por esse momento. Assim como espero pela revelação de que Arya não é Arya. Os Bolton se revoltarão contra os Lannister (falei bosta aqui. O amigo Nanotícias lembrou que Roose e Fedor tiveram uma conversa e falaram sobre isso) . Por falar em Norte, percebe-se que essa região é mais “espiritualizada” que o Sul. A presença dos deuses antigos ali é muito mais forte que os Sete abaixo de Fosso Cailin. Além disso, o povo do Norte é bem diferente no que diz respeito a resolver as situações. Essa passagem do senhor de Porto Branco (mesmo sua origem não ser bem o Norte) representa bem.

Eu bebo com Jared, gracejo com Symond, prometo a Rhaegar a mão de minha querida neta… mas nunca julgue que isso quer dizer que me esqueci. O Norte lembra-se, Lorde Davos. O Norte lembra-se e a farsa está quase no fim.”

Ainda a respeito do Norte, espero que Bran e Arya não se esqueçam o que aconteceu com eles e com a família deles. E como “o inverno está chegando”, a hora de se lembrar de tudo também está para chegar.

A respeito de Davos, eu simplesmente não havia acreditado em O Festim que ele havia morrido. Além do que sua morte tinha sido contada de forma tão rápida e sem importância que não achei justa. Um cara como ele merecia um final melhor. Depois de sofrer muito, perder quatro filhos e a bolsinha em que carregava seus dedos, ele merecia algo melhor (nem que seja uma morte melhor). Morrer em Porto Branco seria uma sacanagem. E o cara é corajoso, hein? Chamar um Frey de mentiroso na frente de uma corte inteira foi a prova de que Davos é foda. Nos capítulos dele também achei que ele se encontraria com Rickon e, de alguma forma, ficasse quieto e não contasse esse fato a Stannis. Mas ficou nisso mesmo.

Um capítulo discreto, chamado “A Noiva Desobediente”, foi um dos melhores. Nele é contado o que aconteceu no refúgio de Asha Greyjoy e, consequentemente, sua morte. E que morte. Ela leva um monte de gente na espada até morrer. Só que não morre no mar, o que me faz pensar que ela ainda voltará no livro da mesma forma que os mortos estão voltando. Mas o melhor do capítulo com certeza é sua cena de sexo com Qarl. Sério, dá vontade de comer Asha, de tão bem escrita que foi essa cena. Disparada a melhor transa dos cinco livros.

Estava ensopada quando ele a penetrou.

– Raios lhe partam – disse – Raios lhe partam raios lhe partam raios lhe partam. – Ele chupou-lhe os mamilos até que ela gritou, meio de dor, meio de prazer. A sua rata tranformou-se no mundo. Esqueceu-se de Fosso Cailin, de Ramsay Bolton e de seu bocadinho de pele, esqueceu a assembleia de homens livres, esqueceu seu fracasso, esqueceu seu exílio, os inimigos e o marido. Só as mãos dele importavam, só a sua boca, só os seus braços à sua volta, a sua pica dentro dela. Ele fodeu-a até a pôr a gritar, e depois fodeu-a de novo até a pôr a chorar, antes de finalmente despejar sua semente no ventre dela.”

E bora terminar o Norte falando a respeito de Bran. Finalmente ele consegue coordenar sua troca de peles e agora faz isso de boa. E ele se encontra com os “filhos da floresta” que, após uma pausa de umas 300 páginas no livro, revelam a ele que ele é um vidente verde (oh, ninguém sabia). Nunca gostei dos capítulos de Bran. Pelo menos nesse livro o autor deixou pouco espaço para ele. Resta saber no sexto livro como ele irá utilizar todo o poder que ganhou. Minha opinião: ele não fará nada porque é um bosta.

Agora chega de frio. Vamos para o calor da Baía dos Escravos. Daenerys. Caras, eu fico tenso toda vez que um capítulo dela se inicia. Parece que a qualquer momento os dragões morrerão (um já foi embora) ou que ela será assassinada. Esses dragões dela lembram o Charizard do Ash. Charizard era desobediente e só foi ajudar Ash quando ele tava fodido no final da Liga Laranja. É isso mesmo? Nem lembro mais.

Percebe-se que ela não deseja mais tanto assim voltar para Westeros. Ela quer ficar em Meereen e ajudar todos aqueles escravos libertos. E, diabos, porque ela é tão burra? A filha da mãe está sendo cercada por exércitos e mais exércitos e fica lá parada esperando o ataque. Gosto bastante dos capítulos dela, mas eles me deixam angustiado. Eu quero vê-la atacando Porto Real com dragões e passando o archote em tudo, mas como digo sempre, ela está bufando no farináceo. E aquela líder que ela era está se perdendo no desejo louco que ela tem de ser fodida (vamos usar o palavreado do livro) por Daario.

Uma coisa interessante de se observar também é a corrida pra ver quem chegará primeiro em Daenerys. Quentyn Martell, Aegon Targaryen, Tyrion Lannister ou Victarion Greyjoy? Por depender de si próprio, chuto em Victarion, principalmente por nada da sua frota ser comentada em A Dança. Falando a real aqui: Quentyn é um merdinha. Como um cara como aquele deseja ser rei? Ele vai chegar pra Daenerys com mais duas pessoas e a Mãe de Dragões falará: “Você só trouxe isso? Eu preciso de uma tropa para me defender”. Tenho certeza que Quentyn irá se enganar legal no próximo livro. Vai vendo. Já o outro Targaryen tem mais força e, após receber uma lição de Tyrion, aprende o que deve fazer. Esse moleque tem futuro, apesar de eu achar que ele é o típico personagem que irá morrer.

Por fim Tyrion. Como eu estava com saudades desse personagem. Mas vou dizer logo de cara: seu final foi péssimo. Como assim o final de um personagem tão foda termina nele contemplando os fogos da Valíria? Assim como o final de Bran, fiquei procurando se tinha mais coisa depois daquilo. Os créditos passaram, acenderam-se as luzes, começaram a limpar a sala e eu fiquei perguntando “Tá. E daí?”. Todos os seus capítulos tinham sido muito bons, destacando-se o discurso que ele faz para desmascarar Aegon Targaryen e sua trupe e o jogo de cyvasse com Aegon para mostrar o quanto o moleque ainda é… moleque.

Illyrio dá tantas voltas nas conspirações que nem ele mesmo sabe o que quer fazer (mentira)
Illyrio dá tantas voltas nas conspirações que nem ele mesmo sabe o que quer fazer (mentira)

Também é muito interessante a volta de Illyrio Mopatis que, como se percebe, conspirou junto com Varys por anos para colocar de volta os Targaryen no trono. A origem de Varys mostra o quanto uma pessoa pode ir longe apenas tramando e provocando reações nas pessoas. Tyrion continua falastrão mas, como sempre está dependendo de alguém para alcançar seu objetivo, muitas vezes ele se segura para não falar besteiras.

Griff fitou-o, franzindo o semblante.

– Te avisei Lannister. Ou controla sua língua ou a perde. Há aqui reinos em risco. As nossas vidas, os nossos nomes, a nossa honra. Isto não é nenhum jogo que estamos jogando para seu divertimento.

Claro que é, pensou Tyrion. O jogo dos tronos.”

Tyrion entra em uma amargura profunda depois de matar o pai. Vira-e-mexe ele sai perguntando por aí por onde andam as rameiras, frase dita pelo pai pouco antes da morte. E já que tocamos no assunto, o amigo Nanotícias cantou a pedra que Tyrion poderia ser filho de Aerys (Tywin corno), o que faria com que ele seja o maior pretendente ao trono de ferro. Se isso for verdade, a história sofrerá um plot twist tão foda que explodiria a cabeça de muita gente, seja aqui na Terra ou em Westeros. Enquanto essa provável mudança não ocorre, o Anão continuará muito amargurado e pensativo. Nessa passagem em que ele vai foder uma prostituta (e depois é pego por Jorah Mormont), isso fica bem claro.

Rolou para fora dela sentindo-se mais envergonhado do que saciado. Isto foi um erro. Que criatura desgraçada essa que me tornei.

– Conhece uma mulher que se chama Tysha? – perguntou, enquanto observava a sua semente escorrer de dentro dela para a cama. A rameira não respondeu. – Sabe para onde vão as rameiras? – Também não respondeu a essa pergunta. Tinha nas costas um rendilhado de estrias de tecido cicatricial. Essa mulher para todos os efeitos está morta. Acabei de foder um cadáver. Até os seus olhos pareciam mortos. Nem sequer tem força para me abominar.

"Vai, me chama de assassino de parentes que eu gosto"
“Vai, me chama de assassino de parentes que eu gosto”

Acho que agora entendi o significado de A Dança dos Dragões. Sim, sou meio burro, mas foi escrevendo isso que percebi que são três Targaryen vivos: Daenerys, Aegon e Tyrion. E um dragão para cada um deles. Mas pera… porque diabos Tyrion não tem os cabelos prateados? “Ah, puxou pra mãe”. Foda-se, até os outros bastardos do Targaryen tem os cabelos prateados. Argh! Chega de especulação. O Nano disse que Os Ventos do Inverno será lançado ainda neste ano. Em outro lugar li que o lançamento será em 2015. E que Um Sonho de Primavera sairá só em 2019. Serão mais 6 anos esperando? Melhor não pensar.

O fato é que o próximo livro ainda demorará um bocado. Minha análise da série até aqui é que ela é absolutamente perfeita. Não posso ir mais além para não adentrar na perigosa síndrome de Lost. O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foram para mim como um período entre-guerras. Não dá para combater a todo momento. E em Os Ventos do Inverno finalmente teremos aquilo que foi prometido desde a capa do primeiro livro: o inverno. Todo mundo vai se foder legal pois as guerras impediram o acúmulo de alimentos. Será gente comendo gente, literalmente falando. Enquanto o livro não sai, vou ler e reler esse trecho de capítulo de Arianne Martell.

Só peço que uma coisa não falte: os grande parceiros de conversa. Ainda sinto muita falta da dobradinha Tyrion+Bronn. Enquanto eles não se reencontram, fico contente com diálogos como os de Jorah e Tyrion. Pra mim, todas as centenas de páginas são válidas paor causa de diálogos como esse:

– Pode ser que só queira ver-te pagar pelos seus crimes. O assassino de parentes é maldito pelos olhos dos deuses e dos homens.

– Os deuses são cegos. E os homens só veem o que querem ver.

– Eu vejo-te com bastante clareza, Duende. – Algo negro esgueirou-se para o tom do cavaleiro. – Fiz coisas de que não me orgulho, coisas que trouxeram vergonha a minha casa e ao nome do meu pai… mas matar o próprio pai? Como é possível que algum homem faça tal coisa?

– Dê-me uma besta e baixe as calças que eu te mostro. – De bom grado.

– Julga que isto é uma brincadeira?

– Julgo que a vida é uma brincadeira. A sua, a minha e de toda a gente.”

***

Bom, já que o próximo livro da série vai demorar, minha única saída é partir para outro. Vou aproveitar e eliminar uma das vergonhas que é nunca ter lido nada de Bernard Cornwell. Pesquisei e vi que sua melhor série são As Crônicas de Artur. Então o próximo review será de O Rei de Inverno (caramba, é inverno pra tudo quanto é lado).

7 thoughts on “[REVIEW] As Crônicas de Gelo e Fogo: A Dança dos Dragões

  1. Atualizando: O livro ficou para 2015. Pesquisei depois e vi que a minha informação estava muito defasada. VI uma pequena especulação de que ele talvez lance em 2014, Mas não aposto.
    Sobre o Aegon, ainda estou convencido de que ele é falso (o “dragão do pantomimeiro” nas visões da Daenerys na Fúria dos Reis). Com isso teríamos um Targaryen a menos, que pode acabar sendo…. JON SNOW, conforme teoria de que ele seria filho de Rhaegar Targaryen + Lyanna Stark. Vale lembrar que o Meistre Aemon disse que ele e Rhaegar calcularam a vinda de Azor Ahai e julgaram que seria Rhaegar ou o filho dele.
    Outra coisa que estou cá pensando é: Você escreveu este post evitando spoilers, ou você leu alguma edição com capítulos faltantes? Pergunto isso por dois motivos: O Reencontro dos irmãos Greyjoy não foi comentado (e é bem legal imaginar a cara de nojo da Asha pelo irmão) e que os Bolton sabem que a Jeyne Poole é falsa (conforme diálogo entre Roose e Theon). Quem não sabe são os outros nortenhos que estão em Winterfell. A propósito, o que achou da situação dos nortenhos em Winterfell?

    1. Putz, essa teoria do falso Targaryen é boa. Mas porque Eddard Stark assumiria essa briga com a mulher só para esconder um “filhote de dragão”, mesmo sendo seu sobrinho? Ele caçou briga com Cersei, porque não caçaria com um Targaryen nas mãos? Uma desculpa seria pela amizade sua com Robert.
      Quanto ao capítulo em que Asha se encontra com Theon, não achei nada demais, normal. E sobre a “falsa Arya”, eu acho que devo ter perdido isso no diálogo de Roose e Fedor, pois o lorde ficou oferecendo tantas coisas para ele. Bom vou ter que arrumar isso no post (valeu pelo toque). E que situação dos nortenhos você diz? Da conspiração dos Manderly e Umber para derrubar os Bolton? Se for isso, com certeza dará certo.

      1. O Eddard escondeu o Jon de Robert para que Robert não matasse o bastardo da Lyanna com o homem que ele odiava. Ainda no GoT, o Eddard se lembra de sua ultima conversa com Lyanna, com ela prestes a morrer, e ele se lembra de ter cumprido o ultimo desejo dela.

  2. ***Pode conter spoiler***. Eu que sou muito macho, sem ironia, perdi as estribeiras nesse livro. Primeiro de tudo achei a Melisandre uma ótima personagem nesse volume, embora ela não tenha feito muuiita coisa. O que eu realmente gostei é que, assim como no Festim, as coisas começaram realmente a mudar, da pra perceber que todo mundo começou a se mobilizar, entraram numa movimentação e numa situação polêmica, a coisa tá ficando “braba”, a cara da saga tá mudando, e eu não tô falando só de guerra. Os personagens estão muito mais desenvolvidos; entra nisso uma questão psicólogica, uma vivência de mundo e a mudança da posição de cada um no jogo. É como se a história tivesse tudo pra seguir uma reta e de repente tudo começasse a f****, mudar totalmente de direção. Eu gostei de ver como as personagens progrediram: o Bran tendo chegado até onde chegou e a Arya finalmente conseguindo ser “ninguém”. Foi uma provação e tanto. Mas o melhor de tudo foi a Daenerys. O penúltimo capítulo dela, além do último, arrumou né, vamos falar o que é verdade. Foi uma quebra brusca de mentalidade e de situação, foi uma coisa tão inesperada e emocionante que quando eu terminei de ler a parte dela com o Drogon eu larguei o livro na cama e fiquei em transe 1 mês, depois saí chorando tudo.

  3. Você não comentou as partes da Cersei e do Jaime, além do epílogo na visão do Kevan que foi toop. Até mais.

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