Quem não pensava sacanagem quando a musiquinha “vou te mostrar do que ela é capaz…” começava a tocar? Nessa época, inclusive, toda criança saudável pensava em sacanagem. Uma criança/adolescente pensar em sacanagem é absolutamente normal. Assim como só pensar em sacanagem é muito errado, diriam alguns religiosos. Quem está certo? Todo mundo está certo. E o que isso tem a ver com o post de hoje? Nada, pois vamos falar de um brinquedo e de um desenho animado extremamente machista e que nada tinha a ver com sacanagem naquela época. Um monte de moleque junto? Bom, melhor parar por aqui.

Vou te dizer que eu não era muito ficcionado no desenho animado. Lembro que ele era legalzinho e que assisti até o primeiro campeonato que tinha lá. Tinha o Dragoon que saía da beyblade igual o Dragão Branco de Olhos Azuis e tals mas zzzz… O desenho não chegava a empolgar. Como todos esses desenhos dos últimos tempos, eles são uma bosta. Aliás, qualquer coisa que é criada para a molecada depois que a gente se torna “adulto” é uma bosta. E isso aqui é um Retromana, então posso hatear coisas novas à vontade. Tava vendo aqui e o desenho teve três fases: a primeira (e única que povo assistiu), a segunda chamada de Beyblade: V-Force e a terceira chamada de Beyblade: G-Revolution (opa!). E, meldels, existe até um spin-off chamado BayWheelz que teve (hahaha) 13 episódios e tinha como história zzzzzz…

 

Lembra desse carinha que sempre tinha todas as informações? Era meu personagem preferido
Lembra desse carinha que sempre tinha todas as informações? Era meu personagem preferido

 

Mas o que importa nessa porra toda eram os brinquedos. Tive duas beyblades: uma de plástico e uma de ferro (ou qualquer outro material metálico que eu não conheço o nome). Lembro que a de ferro girava por até dois minutos e que, ao bater nas paredes, gerava faíscas. Foi o máximo que já cheguei em uma simulação de desenho animado. E olha que cheguei a ter uma enciclopédia Pokémon produzida por mim mesmo. Imagina para uma criança conseguir entrar em um mundo de um desenho animado? Ok, exagero. Mas era quase isso. Inclusive eu tinha aquela paradinha pra segurar e dar mais estabilidade ao lançamento. E, semelhante ao Tyson, tinha uma cremaleira maior para garantir mais tempo de giro e força. Como vocês podem ver na foto, de algum modo perdi minha beyblade de metal. Ela era azul e pqp, era muito foda. Queria muito mostrar pra vocês.

 

Girando e rodando
Girando e rodando

 

Lá no início do século os mais velhos diziam que aquilo era o pião moderno. Acho uma comparação bastante injusta com toda uma cultura de constelações e seres imaginários em volta do beyblade. Quais seriam os seres imaginários dos piões? Saci-pererê, boitatá, curupira? Só o dragoon já é superior a esse povo todo. Beyblade é Sonic. Pião é Mario. E olha que falo isso sendo fã do Mario. E beyblade tem campeonato. Dá só uma olhada na emoção dessas crianças (e principalmente a do vencedor).

 

 

Saporra deve ser transmitida na TV japonesa, igual Starcraft é mostrado na Coreia do Sul. Uns seis meses atrás minha mãe fazendo uma limpeza aqui em casa decidiu jogar fora todas essas coisas. Durante uns 15 minutos fiquei brincando um pouco com a beyblade. Foi um dos meus maiores momentos de nostalgia até hoje. E para dar um ar de seriedade à bagaça, toda vez que eu soltava a beyblade (ou seria “o” beyblade?) gritava “Let It Rip”. Relembrei com força os bons tempos.

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