Caramba, este post era para ter saído na terça-feira. Mas no fim da manhã de segunda eu vi um post no Rock, Paper and Shotgun (ou RPS para os mais íntimos) que falava que a PopCap estava dando de graça o Peggle, um jogo de puzzles coloridos. Pra quem não conhece, a PopCap é a mesma desenvolvedora do melhor jogo casual/passatempo já criado: Plants vs Zombies (chupa essa Angry Birds). Então, no Peggle você solta uma bolinha num cenário cheio de outras bolinhas da cor azul (que dão pontos mínimos), laranja (pontos máximos), roxos (multiplicadores, boosters e outros efeitos) e verdes (poderes). O objetivo da campanha é destruir todos as bolinhas laranjas de cada mapa. Mas o jogo se revela no challenge, principalmente quando você enfrenta o computador. A “máquina” consegue mandar a bolinha nos principais locais, acumulando muitos pontos. A meta é vencer com um score maior.

O foda do jogo é que, assim como Tetris, Bejeweled e Meteos, você fica com as bolinhas coloridas piscando na sua cabeça quando fecha os olhos. E é extremamente viciante, uma vez que é necessário um pouco de estratégia e cálculo de trajetória. A estratégia consiste em escolher os streaks corretos para cada mapa. Tem de tudo: multiball, ghostball, shoulders, girassol (sim, você leu certo), uma bola com chapéu (capaz de atingir bolinhas sem entrar em contato) e tantos outros. O meu preferido é uma roleta que, aí meu filho, vai na base da sorte. Bom, joguem Peggle. É legalzinho.

 

E o jogo ainda te dá uma lição de vida.
E o jogo ainda te dá uma lição de vida

 

***

 

Quantas vezes você já não se reparou com protestos via Facebook, exigindo a diminuição do salário dos deputados, a saída de parlamentares eleitos democraticamente das comissões especiais (e que foram colocados lá pelo governo) ou então as feminazis que acreditam que as cores de um ovo de Páscoa definem a submissão das mulheres perante os homens. Então, isso tudo é uma merda. Você vai no Avaaz e, apesar de ter bastante propostas interessantes, tem muita loucura lá sendo financiada. Você pode dizer que também tem muito jogo merda no Kickstarter, mas pelo ali não estamos comprando nenhuma ideologia.

O ativismo de hoje em dia é igual como antigamente. As pessoas se juntam e protestam onde elas estão juntas. Antes nas praças, agora nas redes sociais. Claro que, para que haja imagens televisionadas (aka para que sua mãe ou avó entendam) e pressão sobre quem está fazendo merda, ainda (ainda) é necessário cartazes, gritaria, porradaria, quebra-quebra, gás lacrimogênio e spray de pimenta. Mas aí tem o povo que só gosta de agitar nas redes sociais e a esse tipinho de atitude foi dado o nome de sofativismo. Nada mais justo.

Aí nesse último fim de semana, aquela paradeira no Twitter e a única coisa que chamava atenção era o Anon News. Pra quem não conhece, o perfil do Anon News é um grande propagador do ideia do Anonymous e de notícias que não chegam à grande imprensa do jeito que a gente quer. Você já deve ter ouvido em algum telejornal que “as informações não podem ser checadas pois a imprensa não é livre no país x”. O que os jornais “sérios” chamam de rumor, o Anon News traz na cara, com fotos, vídeos, tweets e, o mais importante, com a sua participação. Então, no último fim de semana (tô com grandes dificuldades para escrever… tá foda) esse perfil tava falando de algo que tava rolando láááááá em Mianmar. O que eu não vi em nenhum lugar com tanta quantidade de informação ficou conhecido como migração religiosa. Na verdade, aquilo foi um genocídio.

 

Eu pensei em encher isso aqui de fotos, mas a parada é realmente feia. Se você quiser ver algo dá uma olhada nas fotos que foram colocadas no Twitter.

 

Usando a hashtag #OpRohingya e até mesmo tweets pré-agendados via Pastebin, você podia se inteirar pelo assunto. Os muçulmanos de Rohingya, minoria num país budista começaram a ser transferidos de região desde o ano passado. Desde outubro vem rolando massacres na região. Mas sacomené, é difícil alguém relatar merdas que acontecem contra os muçulmanos. Alguém tem que ser vilão no mundo. E alguém tem que tirar o petróleo e o gás de onde eles estão para serem ejetados nos tanques dos carros ocidentais. Você pode estar pensando que esse papo é disquerda, mas perceba que, por exemplo, o governo dos EUA não se pronunciou. Há relatos de pessoas que se dirigiram à porta da CNN, avisaram via Twitter e tals… e nada. Os caras não se interessaram no assunto.

Dá uma olhada no Pastebin de como o povo poderia ajudar com tweets: http://pastebin.com/zZTRj8Du

Outra coisa que me chamou bastante atenção foi como o Reddit se movimentou a respeito da CISPA. Pra resumir essa história, basicamente o Cyber and Proteger Act era um projeto do Senado americano que, se aprovada, permitiria ao governo monitorar atividades dos americanos para evitar crimes cibernéticos, tráfico de propriedade intelectual (como liberar artigos de universidades na internet) e produtos falsificados. Ah… “Crimes cibernéticos” como os ataques de DDoS que se tornaram formas de protestos como no caso do #OpRohingya. Vê como tudo está interligado? É foda perceber isso.

 

O bom e velho Cats, digo, Sam
O bom e velho Cats, digo, Sam

 

No ano passado já havia tido uma petição via Avaaz no Reddit para impedir SOPA e CISPA. Em 24 horas a thread atingiu mais de 57 mil upvotes, fazendo com que milhões de pessoas passassem a tomar consciência da parada. Até hoje aparece no Reddit um selo do lado direito mostrando que “o Reddit venceu o CISPA”. Dá muito orgulho saber disso e estar presente com pessoas que ajudaram a manter sólidas as bases da democracia e da liberdade.

O que os governos devem tomar mais cuidados antes de fazerem merda é que não são apenas os hackers que podem derrubar sites, mas o povo também está sabendo mais coisas através das redes sociais. Quando petições e assinaturas valerem de verdade pela internet, com identificação de assinatura e tals, ficará ainda mais fácil exigirmos nossos direitos. Já no que diz respeito à acontecimentos mundiais, observei que nunca devemos ficar presos às mesmas fontes nacionais, pois elas nem sempre cumprem o papel de mostrar o que está acontecendo no mundo. Os progressistas daqui se dizem tão anti-americanos, mas também não ajudam em nada para revelar casos como o #OpRohingya. Quem se lembraria da minoria muçulmana do interior do Sudeste Asiático se não fossem as redes sociais? Quantos “minigenocídios” como esse foram cometidos no interior de países periféricos e a gente nunca ficou sabendo? Dá raiva só de pensar.

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