Vou começar mais uma série de posts aqui no blog. Depois da sucessagem extrema da série 5 coisas irritantes e das profundas análises dos posts nos reviews, eu lanço aqui o Retromana. O objetivo dessa série é falar de qualquer coisa que seja das antigas, coisas que nos trazem nostalgia, que nos trazem vontade de voltar no tempo pra curtir ainda mais. Vocês já devem ter percebido que eu falo pra caramba de antigamente. Não sou um cara velho, longe disso. E muitas vezes tenho saudade daquilo que nunca vivi. Por isso que o Retromana vem aí, para ser o retrô, o túnel do tempo deste blog. Mas olha só que merda: toda vez que eu falo “túnel do tempo” me vem à cabeça aquela vinheta do Vídeo Show. Estou com ódio de mim mesmo por causa disso.

Bom, vamos ao Super Nintendo.

Confesse: você nunca viu um NES. O videogame de três cores da Nintendo, pelo menos aqui no Brasil, pouco era conhecido. O que rolava eram os clones do Nintendinho ou então o Master System. Sendo assim, poucos jogaram as pérolas que são o primeiro Mario, o primeiro Metroid, o primeiro Zelda. Até hoje nunca consegui ver um Nintendinho. Todas as minhas experiências neste console foram graças a emulador.

Mas com o SNES foi bem diferente. Numa época em que eu tinha meus 5 anos, ganhei este videogame. Já era início da era 32 bits, com o Nintendo 64 surgindo no mercado. No entanto, como todos sabem, o Super Nintendo fez sucesso durante muito tempo. Quando eu ganhei o meu, numa noite de Natal, lembro que só fui ligar o console no outro dia de manhã. Lembro também que não dormi naquela noite. Pra falar a verdade, tenho poucas lembranças da minha infância e uma delas é a noite em que ganhei meu primeiro videogame. Depois do brick game (saudoso brick game com seus 9999 jogos), aquele foi meu aparelho eletrônico. Hoje em dia valorizar gadgets é normal, mas naquela época ainda não era. 

 

Ele tá aqui na prateleira, muito bem cuidado, muito bem conservado e não, eu não vendo
Ele tá aqui na prateleira, muito bem cuidado, muito bem conservado e não, eu não vendo

 

Como muitos jovens e adultos ao redor do mundo, acredito que o primeiro som videogamístico que eles ouviram foram o da abertura de Super Mario World. Quem não se lembra do Pequeno Mario pegando um casco, chutando-o, subindo no Yoshi (o som da montaria veio na cabeça agora), perdendo-o, recuperando-o, escolhendo o save e indo para o caminho da direita quando o correto seria ir para o da esquerda. Quando se é criança, muitas decisões erradas são tomadas quando a gente não entende nada de um assunto. Uma delas é escolher o caminho da direita no Mario. Agora, se você é adulto e toma o caminho da direita, tenho uma péssima notícia: você é mau-caráter.

 

Você assovia, você perde

 

Como ainda era criança, tinha medo de avançar por muitas fases. Demorei meses pra fechar Mario. Mas eu demorei meses pra fechar Choplifter III, Desert Strike, Sonic 4 (sim, aquele jogo bizarro do Ligeirinho que só mudaram os sprites), The Lion King e Alladin. Mas o meu principal desafio nas manhãs de sábado (dia em que eu mais jogava videogame) era tentar vencer uma partida de Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98. Sofria para conseguir correr com o boneco. Meu maior problema era o tamanho da minha mão: muito pequena (naquela época eu tinha 80 cm de altura e era o primeiro da fila na escola). Sempre perdia de 8×0, 7×0… até que teve um dia, inesquecível, em que perdi de 5×1. Foi o meu primeiro gol. Dias depois, depois de aprender muito sobre como se defender, consegui uma proesa: venci meu primeiro jogo por 1×0. Assisti o replay do jogo várias e várias vezes. Eu simplesmente não acreditava. Depois daquilo aprendi definitivamente a como ganhar as partidas e, depois de um tempo, eu nem perdia mais para a CPU. Eu havia vencido a barreira sozinho, sem ajuda de ninguém. Se fosse uma criança de hoje em dia com seu PlayStation 3, ela já teria pesquisado na internet para saber como superar os desafios.

Depois de um tempo conheci os JRPGs do SNES. Como já disse dezenas de vezes aqui, foram estes jogos que construíram meu caráter. Final Fantasy VI, Chrono Trigger, Mario RPG, Earthbound, Ogre Battle, Secret of Mana, Secret of Evermore, Lufia II, Tales of Phantasia e tantos outros. Me tornei um verdadeiro viciado em RPG japonês. Conversei com centenas e centenas de NPCs que me davam dicas, me confundiam, me faziam rir (como muitos Toads de Super Mario RPG) ou realmente me emocionavam (como os personagens incrivelmente bem construídos de Final Fantasy VI). Muito do meu parco inglês veio desses jogos.

 

O melhor manual de todos os tempos
O melhor manual de todos os tempos

 

Hoje meu SNES está encostado aqui, ficando amarelo como a maioria dos aparelhos eletrônicos do século passado. Muitos outros jogos dele foram descobertos por mim através do ZSNES. Era mais fácil fazer tudo através do computador do que ligar meu videogame numa TV de 14 polegadas. Considero o SNES o melhor videogame de todos os tempos. São centenas de jogos de extrema qualidade, numa época em que a Nintendo selecionava os clássicos que poderiam se tornar cartuchos para serem inseridos no seu glorioso console. O Super Nintendo invadiu a época do Nintendo 64, trazendo jogos que são bonitos até hoje, como a série Donkey Kong Country (o 2 é o melhor jogo de plataforma já criado). Apenas o GBA e o DS chegaram perto do que foi o SNES. Ainda assim, ele está no topo como o melhor videogame de todos os tempos.

Você pode se empolgar com o gamepad do Wii U, com o as capacidades do PS3, com o IllumiRoom do próximo Xbox ou então com as possibilidades do Steam Box. Mas eles vão ter que comer muito arroz , feijão, farinha e pimenta para trazerem a quantidade de bons jogos e as experiências extraordinárias do SNES.

One thought on “[RETROMANA] Super Nintendo Entertainment System

  1. Muito bom! Melhor época! Ainda tenho esse manual do Super Mario World ^^
    E concordo, O melhor manual de todos os tempos! hahah

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