Todos tem consciência que jornalistas não prestam. É um bando de FDP. E olha que digo isso com propriedade. Mas eles não precisam ser necessariamente irritantes. Não precisam, mas muitos fazem questão de ser. No entanto, uma raça pior do que jornalista é o jornalista recém-formado, ou, como se diz no linguajar interno, o foca. Aliás, acho essa expressão meio besta. Bom… whatever. O jornalista recém-formado foi contratado basicamente para fazer merda. É um estagiário de luxo. Estou usando essas expressões simples para conter a irritação. Este post, como a maioria da série de coisas irritantes, foi elaborado em parceria com minha amiga Giovana Cabral (uma jornalista recém-formada… e irritante). A bola foi levantada pelo amigo Lipets e a Gi conseguiu enumerar tantas coisas no inbox que vai ser difícil colocar tudo aqui. Aliás, desde já prevejo que muitos ex-colegas de sala vão me excluir e xingar (por dentro, afinal eles nunca fariam isso em uma rede social). Como sempre, me defendo que estou aqui pelo LULZ.

 

5) “Você tá trampando na área?” 

Primeiro, não é trampando. É trabalhando. Você é jornalista, aprenda a falar agora. Segundo, essa pergunta é extremamente irritante. Muitas vezes você tá fazendo um trabalho bem legal/lucrativo do que sendo repórter em um veículo de comunicação. É difícil você sair de um emprego para ganhar 1/3 do salário só para “trabalhar na área”. Aliás, comunicação e jornalismo são tão abertos que não dá pra dizer muito bem quando uma pessoa tá trabalhando na área ou não. Terceiro, parem com essa porra. Que pergunta chata, cara. Fala sério: você diz isso só para esculachar com aquele seu desafeto da época da faculdade né? Nesses cargos para jornalistas recém-formados, você ganha um dinheiro que não é suficiente para fazer um trabalho que não é legal e para gastar com coisas que você não precisa. Pense bem.

Comentário da Gi: “Porra, quando muito você vai mudar você mesmo e certeza que vai ser pra pior, porque você vai ser um cara metido quando tiver um empreguinho ou amargurado (se não tiver um)”

 

4) “Falo mal mesmo”

Quando você sai da faculdade, vem sempre aquele pessoalzinho que quer começar o curso ou então que vai entrar para a habilitação e fica perguntando como é blábláblá. Então, eu sempre digo que o curso é uma merda. Não que a minha faculdade em si seja ruim, mas o jornalismo é uma merda. Cêis me entendem? “Jornalismo? Faz isso não amigo. Faz engenharia”. Eu sempre falo isso. Já digo logo de cara: “Ó, tu não vai ganhar dinheiro com isso”. Tem que jogar limpo. Mas aí sempre tem aquele recém-formado que diz “Nossa, é uma faculdade linda. Você sai outra pessoa”. É jornalismo ou é Big Brother, porra? Na moral, eu saí pior do que entrei. Fiquei sabendo de um monte de coisas que, se fosse hoje, eu preferiria continuar na ignorância. E sabe o motivo? Não dá pra mudar nada. Se você entra pensando mais no “Social” do que no “Comunicação”, fodeu cara. Vai na minha.

Comentário da Gi: “E estudantes de jornalismo que ficam putinhos quando você fala mal da faculdade? Eu não posso ver um estudante fudido que já vou logo tocando o pau na opinião dele pra ver se ele dá conta de responder”

 

Vocês sabem: ESTAMOS DE OLHO™
Vocês sabem: ESTAMOS DE OLHO™

 

3) Experiência em aula? Pfff…

Todo mundo avisa isso. Até os professores falam. Mas tem sempre (LIKE A CAUÊ MOURA) um arrombado escroto FDP que acredita que pode levar alguma coisa da sala de aula para a “vida real”. Olha, na moral, eu não quero nem perder tempo com isso.

Comentário da Gi: “Toma no cu né… faculdade não dá ritmo”

 

2) Likeando o trabalho adoidado

As duas primeiras posições referem-se às redes sociais, meu habitat natural. A primeira irritação neste ambiente propício a este sentimento é o cara que compartilha todo o trabalho de assessoria de imprensa que ele faz. Por exemplo, o cara trabalha cuidando do perfil social de um motel e aí coloca lá “Promoção! Almoço executivo: traga sua secretária e ganhe 20% de desconto”. Nada contra quem trabalha fazendo isso. Todo trabalho é digno (ok, nem todo). O problema é que o desgraçado vai lá e compartilha a postagem da página no perfil pessoal… ARGH! Qual o problema de vocês? Mais uma vez eu tô aqui cagando regra de uso de rede social, mas eu só faço isso porque vocês pegam pesado. Trabalho é trabalho, perfil pessoa é pessoal. Olha, caso um barão no chão de que vai aparecer um dizendo que eu compartilho as coisas do meu blog no meu perfil pessoal. Olha, pense… PENSE, MAS NÃO FALE™.

Comentário da Gi: “Aí depois que sai do emprego, nunca mais toca no nome do jornal ou publica (ou compartilha) algo dele”

Aliás, só complementando: SÓ TEM OTÁRIO NA INTERNET

 

 

1) Vem cá, você conhece alguém?

Chegamos! Vamos lá, eu vou ter que fazer isso. Eu poderia encher este tópico de prints dos mais variados, mas eu temo pela minha vida. AMO A MINHA CIDADE™, minha vida, meu dinheiro e odeio ter que botar o terninho e ir lá no juiz. Olha, tem um povo que, se achando na crista da onda web 3.0, tem o péssimo costume de pedir fontes via Facebook. Sabe todas aquelas aulas de técnicas de reportagem? Então, foi tudo pro saco. O negócio é você adicionar 5000 pessoas aos seus amigos e perguntar se alguém conhece um indivíduo que, sei lá, teve sarampo e rubéola aos 7 anos de idade. Seus FDP, vocês não pensam em ligar nas autoridades responsáveis para levantar essas fontes? Muitas vezes são paradas extremamente constrangedoras, mas, como só tem otário na internet, sempre tem um que responde. Aliás, já pensaram que colocando suas pautas no Facebook vocês estão ajudando a destruir os veículos de comunicação que vocês trabalham? Porque diabos eu assistiria ou leria um jornal se eu já sei o que vai ter lá dentro? Deve ter gente que só vê o jornal esperando o like do Facebook.  “Quando é que vai passar aquela matéria do pessoal com sífilis? Quero ver a cara do Fulaninho lá. Vamos ver se ele tem coragem”. Sério, um conselho: PAREM COM ESSA PORRA.

Comentário da Gi: “Tem coisa pior do que o cara que passa 4 anos na faculdade e ainda não sabe como fazer pra ganhar o pão de cada dia?”

5 thoughts on “5 coisas irritantes em jornalistas recém-formados

  1. Opinião é opinião e ainda bem que cada um tem a sua, pois assim conseguimos gerar várias discussões (no bom sentido). Esse post é ótimo, lógico que eu devo discordar dos itens 3, 4 e 5. Principalmente o 4 e o 5. Agora os itens 1 e 2 são perfeitos , eu mesmo já tinha falado sobre esses post nas redes socias, pois eles são contra os princípios que aprendemos durante os quatro anos de faculdade. Vai me dizer que ninguém se lembra sobre “Não postar suas pautas nas redes sociais, pois isso pode fazer com que outro ‘colega’ de profissão veja a matéria que você está elaborando e faça elas antes de você”. Uma vez ou outra você procurar personagens em rede social até tudo bem, mas todos os dias ai não né, já pensou onde vamos parar com isso, imagine essa cena. “Tivemos um assalto ontem no parque do povo, alguém aqui conhece o bandido, ou foi o bandido que fez o assalto e quer dar entrevista sobre o crime? É para uma matéria da Tv.” Complicado em !!!

  2. Excelente post! O único texto seu que li e concordo em tudo, hahahaha. As duas primeiras características listadas são as que mais me identifico! rs. Odeio gente que pergunta se tá trabalhando na área, pressãozinha chata! hahahaha E também sempre falo a verdade sobre o curso, não desejo o mal alheio! hahahaha . Ótimo texto mesmo, parabéns.

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