5 coisas irritantes em jornalistas recém-formados

Todos tem consciência que jornalistas não prestam. É um bando de FDP. E olha que digo isso com propriedade. Mas eles não precisam ser necessariamente irritantes. Não precisam, mas muitos fazem questão de ser. No entanto, uma raça pior do que jornalista é o jornalista recém-formado, ou, como se diz no linguajar interno, o foca. Aliás, acho essa expressão meio besta. Bom… whatever. O jornalista recém-formado foi contratado basicamente para fazer merda. É um estagiário de luxo. Estou usando essas expressões simples para conter a irritação. Este post, como a maioria da série de coisas irritantes, foi elaborado em parceria com minha amiga Giovana Cabral (uma jornalista recém-formada… e irritante). A bola foi levantada pelo amigo Lipets e a Gi conseguiu enumerar tantas coisas no inbox que vai ser difícil colocar tudo aqui. Aliás, desde já prevejo que muitos ex-colegas de sala vão me excluir e xingar (por dentro, afinal eles nunca fariam isso em uma rede social). Como sempre, me defendo que estou aqui pelo LULZ.

 

5) “Você tá trampando na área?” 

Primeiro, não é trampando. É trabalhando. Você é jornalista, aprenda a falar agora. Segundo, essa pergunta é extremamente irritante. Muitas vezes você tá fazendo um trabalho bem legal/lucrativo do que sendo repórter em um veículo de comunicação. É difícil você sair de um emprego para ganhar 1/3 do salário só para “trabalhar na área”. Aliás, comunicação e jornalismo são tão abertos que não dá pra dizer muito bem quando uma pessoa tá trabalhando na área ou não. Terceiro, parem com essa porra. Que pergunta chata, cara. Fala sério: você diz isso só para esculachar com aquele seu desafeto da época da faculdade né? Nesses cargos para jornalistas recém-formados, você ganha um dinheiro que não é suficiente para fazer um trabalho que não é legal e para gastar com coisas que você não precisa. Pense bem.

Comentário da Gi: “Porra, quando muito você vai mudar você mesmo e certeza que vai ser pra pior, porque você vai ser um cara metido quando tiver um empreguinho ou amargurado (se não tiver um)”

 

4) “Falo mal mesmo”

Quando você sai da faculdade, vem sempre aquele pessoalzinho que quer começar o curso ou então que vai entrar para a habilitação e fica perguntando como é blábláblá. Então, eu sempre digo que o curso é uma merda. Não que a minha faculdade em si seja ruim, mas o jornalismo é uma merda. Cêis me entendem? “Jornalismo? Faz isso não amigo. Faz engenharia”. Eu sempre falo isso. Já digo logo de cara: “Ó, tu não vai ganhar dinheiro com isso”. Tem que jogar limpo. Mas aí sempre tem aquele recém-formado que diz “Nossa, é uma faculdade linda. Você sai outra pessoa”. É jornalismo ou é Big Brother, porra? Na moral, eu saí pior do que entrei. Fiquei sabendo de um monte de coisas que, se fosse hoje, eu preferiria continuar na ignorância. E sabe o motivo? Não dá pra mudar nada. Se você entra pensando mais no “Social” do que no “Comunicação”, fodeu cara. Vai na minha.

Comentário da Gi: “E estudantes de jornalismo que ficam putinhos quando você fala mal da faculdade? Eu não posso ver um estudante fudido que já vou logo tocando o pau na opinião dele pra ver se ele dá conta de responder”

 

Vocês sabem: ESTAMOS DE OLHO™
Vocês sabem: ESTAMOS DE OLHO™

 

3) Experiência em aula? Pfff…

Todo mundo avisa isso. Até os professores falam. Mas tem sempre (LIKE A CAUÊ MOURA) um arrombado escroto FDP que acredita que pode levar alguma coisa da sala de aula para a “vida real”. Olha, na moral, eu não quero nem perder tempo com isso.

Comentário da Gi: “Toma no cu né… faculdade não dá ritmo”

 

2) Likeando o trabalho adoidado

As duas primeiras posições referem-se às redes sociais, meu habitat natural. A primeira irritação neste ambiente propício a este sentimento é o cara que compartilha todo o trabalho de assessoria de imprensa que ele faz. Por exemplo, o cara trabalha cuidando do perfil social de um motel e aí coloca lá “Promoção! Almoço executivo: traga sua secretária e ganhe 20% de desconto”. Nada contra quem trabalha fazendo isso. Todo trabalho é digno (ok, nem todo). O problema é que o desgraçado vai lá e compartilha a postagem da página no perfil pessoal… ARGH! Qual o problema de vocês? Mais uma vez eu tô aqui cagando regra de uso de rede social, mas eu só faço isso porque vocês pegam pesado. Trabalho é trabalho, perfil pessoa é pessoal. Olha, caso um barão no chão de que vai aparecer um dizendo que eu compartilho as coisas do meu blog no meu perfil pessoal. Olha, pense… PENSE, MAS NÃO FALE™.

Comentário da Gi: “Aí depois que sai do emprego, nunca mais toca no nome do jornal ou publica (ou compartilha) algo dele”

Aliás, só complementando: SÓ TEM OTÁRIO NA INTERNET

 

 

1) Vem cá, você conhece alguém?

Chegamos! Vamos lá, eu vou ter que fazer isso. Eu poderia encher este tópico de prints dos mais variados, mas eu temo pela minha vida. AMO A MINHA CIDADE™, minha vida, meu dinheiro e odeio ter que botar o terninho e ir lá no juiz. Olha, tem um povo que, se achando na crista da onda web 3.0, tem o péssimo costume de pedir fontes via Facebook. Sabe todas aquelas aulas de técnicas de reportagem? Então, foi tudo pro saco. O negócio é você adicionar 5000 pessoas aos seus amigos e perguntar se alguém conhece um indivíduo que, sei lá, teve sarampo e rubéola aos 7 anos de idade. Seus FDP, vocês não pensam em ligar nas autoridades responsáveis para levantar essas fontes? Muitas vezes são paradas extremamente constrangedoras, mas, como só tem otário na internet, sempre tem um que responde. Aliás, já pensaram que colocando suas pautas no Facebook vocês estão ajudando a destruir os veículos de comunicação que vocês trabalham? Porque diabos eu assistiria ou leria um jornal se eu já sei o que vai ter lá dentro? Deve ter gente que só vê o jornal esperando o like do Facebook.  “Quando é que vai passar aquela matéria do pessoal com sífilis? Quero ver a cara do Fulaninho lá. Vamos ver se ele tem coragem”. Sério, um conselho: PAREM COM ESSA PORRA.

Comentário da Gi: “Tem coisa pior do que o cara que passa 4 anos na faculdade e ainda não sabe como fazer pra ganhar o pão de cada dia?”

5 coisas irritantes em filas

Olha só eu e a “JO”vana Cabral de novo para mais uma sessão de irritação neste mísero blog. Dessa vez vamos falar de algo que é irritante por natureza: a fila. Essa invenção irritante brasileira (ao lado da jabuticaba) é tão comum que faz com que as pessoas saiam de casa mais cedo já pensando na fila que vão pegar. Aí elas acabam enfrentando uma outra fila, chamada trânsito. E já que eu falei em jabuticaba, você sabia que essa fruita (quero que morra quem fala assim) demora 20 anos para frutificar? É quase o mesmo tempo acumulado que você passará em filas na sua vida. Já que não tem jeito, pegue um suquinho (de maracujá, não de jabuticaba) e se aventure por esse… Ah! É a minha vez.

 

5) Velhos 

Velhos normalmente são irritantes. Em ocasiões normais eles já enchem o saco de uma forma que você reza para morrer antes de alcançar os 70 anos. Eu tenho certeza que, quando ficar velho, vou ficar chato, ranzinza e implicando com tudo. Tenho consciência disso. Mas os que chegaram a essa idade nessa época não pensam dessa forma. Eles poderiam fazer o favor de ficar na fila especial destinada a eles. Mas não. São vinte pessoas na fila. Dez são velhos. E as filas preferenciais que estão vazias, mas a sua, a do atendimento ANIMAL, está cheia deles?

E quando eles esquecem a senha, perdem a vez e ficam reclamando? Porque diabos eles não entregam a senha direto para alguém responsável (um guardinha ou o próprio caixa) e facilitam as coisas? Olha, ainda bem que no futuro vou resolver tudo pela internet para não precisar passar por isso.

 

Imagina o Ozzy numa fila.  Até ele viraria um "velho desgraçado"
Imagina o Ozzy numa fila. Até ele viraria um “velho desgraçado”

 

4) Puxadores de papo

Se você está numa fila grande, invariavelmente terá alguém querendo puxar papo. Geralmente são mulheres. Se não for mulher, é alguma pessoa com depressão ou com alguma doença incurável. Ou então um velho que esquece a senha. Não adianta um livro na mão ou fones nos ouvidos. Sempre tem alguém com o papo do tempo, do reumatismo ou de qualquer assunto whatever que você não quer saber. Toda vez que estou numa fila entro em estado de ignorância para com a sociedade. Não quero saber dos seus problemas. Caiu um meteoro na sua casa? Acho justo. Me deixem na ignorância. Não quero saber quantos netos você tem, se sua filha vai casar ou se seu filho passou no exame da OAB. Me deixa. 

Quando era um infante, eu até prestava atenção no que a pessoa dizia. Hoje em dia, me recolho a um canto e não respondo. Pode puxar papo comigo, pode até chamar meu nome. Se for conhecido, o papo com o indivíduo é pior ainda. Consegue ficar mais chato que o normal. Por isso, quando vejo alguém que conheço, me viro para o outro lado. Sinto vergonha de estar numa fila com aquelas pessoas.

 

3) Desatenção e celulares

O ser humano em geral é desatento. Basta passar uma bunda ou um par de peitos bem construídos por genes que todos olham. Até as mulheres. Mas, em uma fila, isso é imperdoável. Aquele é o local em que você deve ficar atento a todo e qualquer movimento ou falha na pessoa seguinte e no caixa. É um olho no peixe e outro no gato. Espera-se que você reaja em questão de segundos. Lembre-se disso, soldado. Os desatentos me irritam de uma forma que dá vontade de chegar na voadora no meio das costas.

Uma das causas da desatenção são os celulares. Essa grandissíssima invenção da humanidade nos prende de uma forma que eu me pergunto pra quê ainda existem métodos de lavagem cerebral. Basta dar iPhone com meia dúzia de aplicativos e pimba, uma pessoa foi alienada (não no sentido marxista, esclareço). No entanto, um outro problema são as pessoas que conversam com as outras em voz alta numa fila. Todo mundo já está ali se esfregando, passando a pasta nas costas dos outros, sentindo o fungar no cangote e… tem um FDP falando alto com outra pessoa ao celular. Eu odeio ouvir a conversa dos outros, mas não tem jeito quando a pessoa tá usando um Nextel. Olha, Nextel me irrita. Profundamente.

 

E se for o Hélio de la Peña fazendo aquelas piadas chatas no celular?
E se for o Hélio de la Peña fazendo aquelas piadas chatas no celular?

 

2) Lerdos

Além dos desatentos, uma outra categoria de desgraçados me irrita profundamente: os lerdos. Me diz: como um ser humano dotado de capacidade FELOMENAL de inteligência consegue demorar mais de 5 minutos num caixa eletrônico. Não tem explicação pra isso. Richard Dawkins não explica. Freud não explica. Darwin não explica. DEUS™ não explica. Como seres como esses conseguiram sobreviver até hoje? Aparece lá na tela: saque, extrato, depósito, dar o cu… e o cara ainda fica pensando? Tá tudo lá nos botões, tem setinha, luz piscando e tela de toque. Mas não, 15 minutos do seu almoço são gastos por causa de um infeliz que não sabe usar um computador simples. Simplório, eu diria. E quando a pessoa começa a falar ao celular enquanto usa o caixa eletrônico, atrasando mais ainda a operação? Olha, dá vontade de… GRRR!!!

 

1) Leis sagradas das filas 

Enquanto escrevia este texto, eu tinha consciência que ficaria desgraçado da cabeça quando chegasse neste tópico. Mas não tem jeito, tenho que falar disso. O Brasil. Ah, o Brasil. Quem foi o engravatado que nunca frequentou uma fila que criou a “lei dos 20 minutos de espera”? Ele sabia que nenhum lugar iria respeitar isso. E ai de você reclamar que ficou mais de 20 minutos na fila. O caixa vai dizer que “hoje tá muito cheio, desculpe” e os próprios usuários do serviço dirão “meu filho, acabei de sair de uma fila de uma hora e meia e não tô reclamando”. PROBLEMA É SEU, FILHO DA PUTA. NÃO TENHO CULPA SE VOCÊ GOSTA DE PERDER YOUR FUCKING LIFE EM UMA FILA! Isso tudo só acontece porque os estabelecimentos comerciais desse nosso país (que é “bom pra viver”… O CARALHO! O CARALHO!) tem 30 guichês mas somente 3 caixas trabalhando. E um deles é o preferencial. E o preferencial tá vazio porque os velhos estão na sua fila. Peraí, deixa eu respirar um pouco.

E a bem lembrada pela Giovana “Lei Maria da Senha”? Aquelas senhas com letras e números que tão lá pra te foder. “C211”, “E945”, “P147”, “R2D2”, “C3PO”. Véi, parece nome de plataforma da Petrobras. Chegará o dia em que caracteres especiais serão usados. Será tipo aqueles passwords da época do SNES: “Isso aqui é um 5 ou um S”. Até chegar esse dia eu já terei cometido um suicídio, na moral.