TRY IT YOURSELF: O beisebol do Pooh

Quem não acha o Pooh um bichinho bonitinho? Ele é tipo um mongol gigante que, em vez de comer carne (como todo bom urso… FUCK YOU, panda!), prefere comer mel. Olha só que doce. Jogando beisebol então? Meu deus, que lindo! SÓ QUE NÃO! Sempre tem um japonês desgraçado para pegar um ícone ocidental de pureza e simplicidade e colocá-la em um jogo que é tão difícil que faz os sapos de Battletoads chorarem.

Tenta você mesmo terminar este jogo aqui ó.

Estudos apontam que os japoneses desenvolveram essa tendência de produzirem jogos difíceis depois da Segunda Guerra Mundial. Humilhados pelos americanos, a única forma de vingança que eles encontraram foi produzir joguinhos eletrônicos que fazem com que os ianques se descabelem, levando-os à frustação, desespero, depressão e, consequentemente, a morte.

 

Um kamikaze não sabe falar inglês. Mas, acredite, ele está pensando "I'm here to fuck"
Um kamikaze não sabe falar inglês. Mas, acredite, ele está pensando “I’m here to fuck”

 

Não tem motivo para um jogo tão infantil ser tão difícil. Olha, eu preferia passar horas jogando Ninja Gaiden do Nintendinho ou Contra. Cara, se vocês conseguirem terminar este jogo, por favor, façam uma livestream mostrando suas raras habilidades para que a humanidade te inveje.

Os níveis de dificuldade desse jogo são incomensuráveis. No começo, eu não conseguia rebater a bola mandada por um burro. Depois, vi que o estágio 1 nada mais era que uma piada diante dos estágios seguintes. Mandar bolas rápidas ah.., tranquilo. Mas e quando o desgraçado manda a chamada “Bola Pica Pau”? Sim, os estranhos seres deste mundo são capazes de mandar bolas curvas e que aumentam de velocidade no meio da trajetória. E a música? Uma música feita para te dar sono, com apenas 15 segundos. Deve ser um MIDI maldito que o cara teve o trabalho de deixar tocando em looping. Ela vai te estressar pra caramba.

No estágio 6, uma coruja… argh! Uma coruja, animal que eu adorava e gostaria de ter um estimação algum dia, consegue mandar uma bola em zigue-zague! EM ZI-GUE-ZA-GUE! É tecnicamente impossível rebater para o local certo. De 35 chances, é preciso acertar 19. O máximo que eu consegui foi 16, chorando e com os olhos esbugalhados no final.

 

Padrão Pica Pau de Qualidade
Padrão Pica Pau de Qualidade

 

Claro que não vou desistir. Vou provar que sou melhor que muitos ocidentais e vou conseguir vencer isso. Mas, se você não for paciente, nem tente. Se você tem o costume de quebrar as coisas quando não consegue, nem clica no link que eu mandei. Você irá quebrar seu (como diziam antigamente e eu gosto de falar) microcomputador. No entanto, se ainda assim você tentar, boa sorte. Você vai precisar.

5 coisas irritantes no rock

A ideia desse post era fazer meus colegas passarem vergonha diante do gosto musical que eles possuem. Era pra ser tipo o Globo anunciando um um filme “inédito” e falando: Leandro Freire e grande elenco. Claro que não sou o erudito da parada. Longe disso. Ouço muita coisa ruim. Mas, quando o assunto é rock, procuro só ouvir bandas boas. Não adianta ter uma música ou um álbum bom. Não. A banda tem que ser foda em grande parte de sua carreira.

Aí eu chamei alguns fãs para falarem sobre suas bandas (exceto na quinta posição). Primeiro vem o depoimento deles e, só depois, meu julgamento. Percebam que este é um post extremamente irritante em que minha introdução de irritação não os irritou até agora. Mas só até agora. Coloque sua camisa preta de heavy metal, lembre-se que isso aqui é um post de humor e vamsimbora. TU TU TU TU PÁ !!! (irritei todos os roqueiros com essa referência de axé)

 

5) Qualquer bandinha anos 2000 LIKE A STROKES

Quando os Strokes apareceram para o mundo em 2001 com The Modern Age, um monte de gente falou “Oh, finalmente uma banda pra ressuscitar o rock”. Eu ainda não ouvia rock nessa época, mas hoje temos o poder da internet. Beleza. A história do rock iria pular do Nirvana diretamente para os Strokes. Veio o o primeiro e o segundo disco e tudo se confirmou. O rock renascia das cinzas (ou da carreira de cocaína, depende do ponto de vista) novamente. O terceiro álbum foi uma merda. Mas, mesmo assim, vieram outras bandinhas no melhor estilo “garage band” cheirando a talco, como Franz Ferdinand e Arctic Monkeys. É aquele negócio: o primeiro álbum tem várias músicas fodas, mas o segundo álbum já vira uma merda. Uma ou outra música é boa. Nem vou citar bandas menores como The Cribs (credo!) e The Kooks (OMG! Onde chegamos?). Só uma coisa: não ouçam. Ou ouçam uma música e saque o estilo logo de cara. Essas bandas são tão insignificantes que nem mereciam estar aqui. Elas não merecem nem eu estragar mais uma amizade por causa delas. Mas, se levarmos em conta que suas influências vem da banda seguinte, eu poderia ter previsto a partir do mal cheiro histórico.

 

“We are defenders of any poseur”. Tá explicado

 

4) Beatles (Ingrid Lohmann)

Por que Beatles é importante? Se você perguntar isso para um beatlemaníaco (no meu caso), a resposta seria simples e até meio óbvia: ‘Porque eles são a melhor banda da história!’. Mas se perguntar para uma pessoa que não é fã da banda, você poderá ouvir como resposta: ‘Eu também me pergunto a mesma coisa’. Então vamos às explicações. Os Beatles surgiram em 1960, na cidade de Liverpool, porém só em 1962 é que a banda obteve a formação John, Paul, George e Ringo. De 1960 até 1970, a banda passou por várias fases, que vão das músicas melódicas que falam de amor, até as músicas mais espirituais e cheias de simbolismo. Os Beatles foram os primeiros a gravar um vídeo clipe, a colocarem as letras das canções nos encartes dos álbuns e a não colocarem o nome da banda na capa do album (Rubber Soul). Com Yellow Submarine eles se tornaram a primeira banda a fazer músicas com temas infantis. Foram os primeiros a misturar rock e misticismo (por conta da viagem à Índia), foram também os primeiros a usar distorção de violão (em I Feel Fine), a fazer uma música longa (um exemplo disso é Hey Jude com mais de 7 minutos), e a primeira banda de rock a fazer sucesso mundial. Você pode até não gostar de Beatles, mas não pode negar que eles influenciaram uma geração e, possivelmente, se não fossem eles, muitas bandas, essas aí que você curte, não existiriam.”

Pra começo de conversa, vamos logo definir: Beatles não é rock. Se você disser que Elvis também é rock, por favor, aperte agora Ctrl+W. Você pode considerar Beach Boys como rock. Ou melhor, considere Led Zeppelin como o começo do rock. Pronto, aí temos um marco inicial. Sobre os Beatles, tenho a dizer que suas letras são tão simples que até meu sobrinho de menos de um ano faria uma letra melhor. Olha só: são duas estrofes, um refrão repetitivo e mais duas estrofes. EM QUASE TODAS AS MÚSICAS. A viagem de LSD é tão forte que os caras buscam influência na cultura indiana (LIKE A NIETZSCHE) só para darem essa aura de superioridade. Aliás, Pet Sounds, do Beach Boys, é bem melhor que Yellow Submarine. Hey Jude é chato. Aliás, a maioria das músicas dos Beatles são chatas. Fazer sucesso no mundo não significa nada. Justin Bieber também é sucesso no mundo inteiro. E, só para comprovar mais uma vez que estou certo, as bandas que curto tiveram influências de (mais uma vez) Beach Boys, Led Zeppelin e Black Sabbath. Se suas bandas preferidas tiveram influências dos Beatles, significa que você tem sérios problemas mentais. Um beijo Did, muito obrigado.

 

Tá aí a melhor música dessa banda meia-boca

 

3) Renato Russo (Ricardo Veiga)

Renato Russo. Um aborto elétrico da natureza. O trovador solitário que compunha sem se importar com o mundo lá fora. Nessa época o rock brasileiro ainda estava mais do que nunca na cabeça da juventude transviada, ou não. Juventude, filhos da revolução, burgueses sem religião, o futuro da nação, a geração Coca-Cola. Mas há poesia no rock. Sim, poesia! Ele conseguia falar de amor através da irreverência do punk, no qual se debruçava para mostrar também sua indignação. Afinal, que país é esse? Renato queria ser um vegetal, pois dizia que tem gente que machuca os outros, que não sabe amar, que engana a gente. Falava muito de sua solidão, de suas desilusões, mas contava também grandes e memoráveis histórias que ficarão em nossas cabeças para sempre. Para o Renato, compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem. Mas ele também queria confusão: ferros e freios na contramão. Renato podia e queria ser o terror. Na escola, até o professor com ele aprendeu. E quem um dia irá dizer que ele não estava com a razão. Quem dera, ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender. Que o que aconteceu ainda está por vir, e o futuro não é mais como era antigamente. E todo mundo sabe que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, e que se você parar pra pensar, na verdade não há. Isso Renato Russo cantou e continua encantando até hoje.”

Meu amigo Ricardo fez uma verdadeira ode a Renato Russo. Mas nem isso salva. Renato Russo, assim como todas as outros dessa lista, é deveras chato. Toda vez que eu penso no rock do Renato Russo, vejo o quanto as músicas do Cazuza (comparando aí somente quem morreu) eram boas. Gente, Renato Russo não sabia nem cantar. Mal se entende o que ele fala. Não que seja necessário saber cantar para fazer sucesso no rock, mas um mínimo é necessário. Uma vez entrei numa discussão no Youtube sobre isso e quase fui banido de tanto dislike que levei. Chamar o rock de Renato Russo de punk é pegar pesado também, hein Ricardo?! Não fode. Punk no Brasil é Ratos de Porão, Gangrena Gasosa (ok, exagerei), Supla e por aí vai. Mas o que mais me incomoda em Renato Russo são os desgraçados que pegam suas músicas para ficar cantando em lual ou rodinha. Sempre tem um FDP com violão proferindo os versos “Tem gente que está do mesmo lado que você…” forçando a voz e… argh! Eu tenho ódio de cantor de lual. Logo, tenho ódio de Renato Russo. 

 

“Ela se jogou da janela do quinto andar” COM RAZÃO!

 

2) Iron Maiden (Igor Takahashi)

“Tudo bem, pra certas pessoas o Iron Maiden não é a melhor banda do mundo. Repetitivos? Siiiim. Quase as mesmas melodias? Talvez. Mas claro que não se pode avaliar uma banda apenas por isso. ‘Ahhh porque o Maiden, eles são velhos e por isso eu não ouço’, puff, posers. Tudo bem, vou idolatrar Avenged Seven F*** porque são tatuados e são da moda. Na boa, esse Avenged ainda não me convenceu, e vai abrir show do Maiden. Temos o Eddie, sim o glorioso Eddie que confesso que se não fosse ele o Maiden não seria o mesmo. Mas não só a publicidade fez a banda. Já ouviram a filosofia que tem na canção Dance of Death? E na letra que contém histórias da Segunda Guerra como Aces High? Fúria, desejos, céus e infernos, isso é filosofia, história, não estamos aqui fazendo drama por um mero amor perdido e nem idolatrando ao demo como sempre questionam. Como disse Bruce Dickinson (vocalista) uma vez, ‘Bandas como o Maiden fazem você sair um pouco da péssima realidade em que vivemos’. Huuuum, críticos vão dizer ‘Mas a música tem que representar uma realidade e não ficar fantasiando uma’. Aposto que milhares de playboys ouvem Rage Against The Machine e não sabem sequer o que representam as letras e o movimento. A mesma coisa acontece no heavy metal. Religiosos (sim, sua mãe, tia, avó e aquele amigo que curte Munhoz e Mariano) vão dizer ‘Coisa do demônio, tinhosoooo’ e nem notam o teor e o valor da filosofia que estão lidando. E se disserem que o Maiden é quadrado, teatral e quase sempre tem as mesmas levadas de músicas (abertura, refrão, parte lenta, solos e final) eu digo que sim, pois em cada show nunca tiveram um público abaixo de 25 mil pessoas, a não ser no início, claro. E vendem, hein, como vendem. É, cada um faz sua parte…”

É aquele negócio: não vou nem comentar o que se vende. Roberto Carlos também vende muito. Diante do Trono coloca 2 milhões de pessoas num show. Como o próprio amigo Taka disse, Iron Maiden é uma banda quadrada, teatral, tem a mesma levada nas músicas. A essas péssimas características eu ainda acrescento falsa e chata. Olha, eu estou me repetindo nesse negócio de chata. Mas basta comparar com as outras quatro bandas que formam o “The Big Four”: Metallica, Anthrax, Slayer e Megadeth. Todas essas quatro são ótimas bandas, carismáticas (algumas nem tanto). No entanto, Iron Maiden é a mais down na comparação. E a culpa é justamente de quem fica no vocal. Bruce Dickinson é… como posso pegar leve aqui? O cara é um esculhambador, que só quer saber de ganhar dinheiro em cima da banda. É tipo um Bono Vox com mais drogas e menos África no coração. Paul Di’Anno é infinitamente superior. Tem um monte de gente que tem camiseta do Iron Maiden e nem sabe que porra é essa. Aliás, elas fazem bem em conhecer. E eu dou um conselho: ouçam apenas Two Minutes to Midnight que já tá bom. Aí vocês terão uma boa impressão e vão pensar que estou sendo injusto com meu amigo Taka. Só não passem dessa música, por favor.

 

O japa já explicou bem o que você vai encontrar na música

 

1) Coldplay (Mateus Tarifa)

Na ausência de veracidade do século XXI, buscar por músicos ou bandas que tenham o mínimo de inspiração na verdade é o principal motivo por ser um apreciador da boa música que o Coldplay proporciona. Eles são originais, transformados no espelho do rock moderno, mesmo que alguns não aceitem. As obras, digo, canções, possuem sentido no contexto que são empregadas e esse fato é um divisor de águas nos dias atuais, onde bebidas e carros são nomes de… música? Christmas Lights, Charlie Brown, Yellow, Fix You e tantas outras. Quem não se desliga para ouvir, deveria ao menos dar uma chance, porque nesse caso, o arrependimento não existe, já que na verdade, se arrepender é nunca tentar.”

Chegamos. Um tempo atrás falei das diferenças entre “não gostar” e “odiar”. Pois é. Coldplay eu odeio. E muito. São músicas profundamente tristes, voltados para aqueles que estão em depressão. Felizmente minha vida está muito bem e não preciso ouvir essa porcaria. O único jeito que o nobre amigo Tarifa conseguiu para ressaltar a qualidade de Coldplay foi comparando com o cenário pop brasileiro. Logo se vê que ele perdeu todos os argumentos. Vou dizer que uma vez tentei ouvir Coldplay. Pensei: “vou dar uma chance. Não é possível que seja tão ruim”. Mas aí vi que suas músicas são tão melancólicas quanto as do Radiohead. Só que a melancolia do Radiohead é infinitamente superior. E o Chris Martin? Esse cara me irrita profundamente. Ele é tipo o Bruce Dickinson do século XXI. Ele me irrita no mesmo nível do Bono Vox. Ambos são fuleiros. Coldplay e suas músicas pop deveriam ser extintas da humanidade. Algo tão sujo, popularesco e tosco que dá vergonha. E pra finalizar com muito bom humor, deixo como argumento o ótimo trecho do filme “O Virgem de 40 anos”: