Quem não gosta de lasers? Quem não gosta de enganar robôs de vigilância superinteligentes? Quem não gosta de ninjas? Quem não gosta de sangue?

Há um tempão atrás, quando eu ainda estava com meu outro microcomputador, encontrei pelas interwebs um joguinho indie e gratuito chamado Stealth Bastard. A temática parecia bem legal: era um daqueles games de fases curtas, mas com uma pegada de dificuldade um pouco maior e com stealth. E eu adoro stealth. Só de pensar em entrar em lugares sem que ninguém me veja… putz, isso é muito foda. Eu sou daqueles que chego em casa sem fazer barulho, dou a volta na residência, entro no quarto, troco de roupa e, quando minha mãe vai ver, eu já estou sentado no sofá. Acho isso o máximo. E babaca também, mas fazer o quê, né?

Stealth Bastard também traz todo aquele senso de urgência comum nos jogos de hoje. O objetivo não é fazer melhor. O objetivo é fazer o mais rápido possível. Eu, que gosto de estudar os padrões de movimento dos robôs e das plataformas, muitas vezes não dou muito bem. Seria mais interessante se o jogo tivesse, além do número de mortes (que indica sua eficiência), a quantidade de vezes em que um alarme foi disparado ou quantas vezes você foi visto pelos robôs. Isso daria mais “stealth” e menos “bastard” (seja lá qual for o sentido que se dá para isso) ao jogo. E o jogo ainda traz aqueles óculos verdes estilosos de espião que só o Sam Fisher tem. 

 

"You gonna die, Charlie"
“You gonna die, Charlie”

 

A campanha é fácil. O primeiro nível é praticamente apenas de tutorial. Aliás, tutorial é algo um tanto quanto besta neste jogo. Além das setas direcionais, só se usa a tecla Z para pular e ficar pendurado nas plataformas. E o botão CIMA também é usado para interagir com os computadores. Os outros quatro níveis vão ficando cada vez mais interessantes. Destaque para uma das fases em que se exige manipular as cores para abrir passagens específicas. Muito bem bolado. As últimas fases nem são tão difíceis assim. Mesmo curtíssimas, as fases possuem savepoints, o que facilita bastante para os impacientes ou que não gostam de tanto desafio.

Mas Stealth Bastard brilha nas fases criadas pelos usuários. Enquanto que a campanha pode ser finalizada em menos de uma hora, os mais de 1200 levels criados pelos fãs irão te entreter por muito tempo. Neles é possível encontrar desde fases curtas e fáceis até fases com níveis de dificuldade absurdos, com puzzles que te confundirão. É quase um Kaizo Mario da espionagem. Não, é menos. Mas é bem difícil. Já o mais legal nisso aí é realmente tentar fazer o menor tempo e alcançar o topo do ranking. Ás vezes eu não erro um passo e, ainda assim, não fico com o menor tempo. Maldito lag.

 

É muito difícil ficar em primeiro no ranking mundial
É muito difícil ficar em primeiro no ranking mundial

 

Ainda estou na espera de um jogo que misture o Stealth Bastard com o Ultimate Assassin, outro jogo indie (só que em Flash) que eu gosto bastante. O que eu mais procuro em jogos stealth é o sofrimento que, após minutos e minutos para passar por uma simples parte é recompesado com uma descarga de energia interna que só traz felicidade.

Agora chega de jogar Stealth Bastard que eu preciso voltar minhas atenções para a legislação do mercado de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Um abraço.

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