Ô, final do mundo chegou! Em casa é que eu vou ficar! Tem zumbis na rua que vão me devorar! 

Putz, eu tinha que começar o review de PBHz falando e cantando merda. Aliás, nos últimos dias eu venho fazendo várias paródias mentais. Tá foda. É um péssimo costume que eu não consigo perder. De fato, galhofagem por galhofagem, a série Protocolo Bluehand é bem maior do que qualquer coisa que já escrevi neste humilde blog.

Ao falar de zumbis, Alexandre Ottoni, Deive Pazos e o enigmático Abu Fobiya, o pai do medo, conseguem ser ainda mais brincalhões e “filme B style” do que em Protocolo Bluehand: Alienígenas. Obviamente que o estilão trash só é presente na linguagem (que mistura coisas sérias e até mesmo úteis com muita besteira), pois o cuidado técnico de ilustração, edição e diagramação é imprecável. Neste sentido, PBHz consegue ser ainda melhor que PBHa.

Tem que carregar junto com o Protocolo Bluehand: Alienígenas. Ou seja, mais peso na mochila
Tem que carregar junto com o Protocolo Bluehand: Alienígenas. Ou seja, mais peso na mochila

Os relatos fantasiosos e cheios de easter eggs de John Doe, do egípcio Tuk Ahn e do renomado psicólogo Frederick K. tornam PBHz um festival de referências para quem é fã do Jovem Nerd. Tudo de forma a avisar sobre os tempos vindouros onde, em meio a chuva de pica, deveremos pegar a menor e sentar. Confesso que, enquanto esperava a chegada do livro, eu só pensava nestes momentos de risada. Esses momentos que, se você contar pra alguém que não ouve o Nerdcast, eles ficarão boiando.

Ainda assim, muitas informações são passadas no livro. Em nenhum momento eu consegui comparar os protocolos com “O Guia de Sobrevivência aos Zumbis” de Max Brooks. Houve um cuidado especial do livro em não se concentrar em como matar um zumbi ou qual a arma necessária. Ficou muito bem explicado que matar um zumbi não é uma coisa fácil. Não podemos ser o exército de um homem só. Tomou-se muito cuidado em explicar, principalmente, o abalo que a sociedade sofrerá quando o apocalipse zumbi chegar.

Destaque para os infográficos, algo que senti falta em PBHa. Muito bem explicados e ilustrados, eles explicam bem como sobreviver, onde se refugiar (estou procurando uma fazenda agora mesmo) e, principalmente, onde não ir. Outras informações, como, por exemplo, a montagem de uma pequena rede elétrica, como tomar banho e lavar roupas sem água e até mesmo como se tornar um ermitão, são úteis para qualquer situação extrema que podemos passar. Não é só contra o T. zombi que devemos nos preparar.

Goste ou não, The Walking Dead revolucionou os quadrinhos, a TV e os games
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Os últimos capítulos do livro mostram até onde a cabeça de um nerd pode chegar ao dissecar um tema. “Zumbis Juridicus” (um capítulo provavelmente pensado por Azaghâl) e seu estilo politicamente incorreto nos mostra como a sociedade é idiota. As expressões que não devemos usar são simplesmente sensacionais. “Vida Prática” me ensinou muitas coisas e arrancou risadas sobre zumbifilia. Por fim, o epílogo só pode ter sido a quatro mãos. Ninguém consegue escrever aquilo sozinho… e sóbrio.

PBHz atinge o objetivo que PBHa chegou bem perto: tornar-se, essencialmente, um livro de humor. A leitura é extremamente rápida (levei umas 12 horas parando para as necessidades fisiológicas onde me higienizei após “passar o fax”) e prazerosa. Em nenhum momento passa pela cabeça: “Vou parar aqui. Amanhã eu continuo”. Tudo o que senti falta em PBHa está aqui: mais fantasia e menos coisas sérias (se é que isso é possível, sei lá). É um livro absoluto maravilhoso.

Fica meu desejo para que, no final do ano que vem, saia um Protocolo Bluehand: Máquinas (ou Robôs, whatever), onde pudéssemos aprender sobre os perigos que as máquinas vindas do futuro podem trazer, como combatê-las, como identificar se a sua máquina está se virando contra você e outras coisas que somente a cabeça de três nerds podem imaginar. Se a capa de PBHa trazia o sangue verde alienígena e PBHz a mordida de um zumbi, PBHm poderia ter uma faixa queimada por raio laser. Ia ser foda.

Segue meu código de reconhecimento na Rede Bluehand:

PBHaz+5518?1632838997

4 thoughts on “Review: Protocolo Bluehand: Zumbis

      1. Aham. Foda mesmo com o MRG Hahaha Cara, vc tem memória fotográfica? Não sabia. Então você é capaz de ver um mapa de uma cidade apenas uma vez e memorizá-lo? Uma vez vi um vídeo de um cara que tinha e estavam sobrevoando com ele de helicóptero, aí o cara ficava olhando as cidades e quando chegava em casa ele desenhava tudo que viu. Achei foda Hahahaha! Acho que minha memória fotográfica se resume a guardar fisionomias e a locais hahaha.

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