Como vocês devem ter percebido, esses último três meses foram de grande carência aqui no Faltou Mana. Realmente faltou mana para mim neste período. O TCC, esse maldito, nos toma tempo. Precisei utilizar a meu favor todo o XP adquirido durante 7 termos de curso. Invoquei magias pesadas que fariam Crono arregar diante de Lavos. Potes de life e mana foram consumidos. Nesse meio tempo ainda conheci a princesa que tento conquistar todos os dias, mesmo com os empecilhos de um Bowser com o codinome “distância”.

Todo esse tempo de TCC foi um grande desperdício. Calma. Não estou falando de orientações, fichamentos, composições de capítulos, correções, sugestões, mudanças mil na peça prática. O desperdício ocorreu, principalmente, nas viagens Epitácio-Prudente em ônibus com passageiros que, olha, merecem um post único. Só que não. Só que tô de saco cheio disso. Estou escrevendo este post antes de dormir aqui na casa do Rodolfo, um dos integrantes do grupo de TCC, na quarta-feira (meu São Paulo acabou de ser campeão de uma forma ridícula), e, só de pensar que vou ter de pegar o ônibus para Epicity, meu cérebro joga uma dopamina fodida que mistura alegria e tristeza. A alegria vocês sabem o motivo. Já a tristeza é de saber que não vou ter as belas canções do Bad Religion me acompanhando no celular.

 

Os bróders que assistiram nossa banca.
Os bróders que assistiram nossa banca.

 

Para vocês que pensam algum dia em produzir um TCC em jornalismo, já vou dizer o seguinte: não é difícil. Toma tempo, é trabalhoso, gera desconforto mental (talvez até físico, dependendo do tanto de peso em papel e/ou material que se carrega) e brigas com amigos e familiares. Minha mãe, por exemplo, apesar de eu ter explicado milhares de vezes (sim, milhares. Sou exagerado, mas agora não) que meu TCC não é nada parecido com a monografia que minha irmã fez, ela não entende. Não entra na cabeça dela que eu passei a “monografia” inteira na frente do computador, praticamente sem tocar em um livro, que existe uma banca de correção, que existe orientação no período da tarde, que tudo tem um planejamento, que temos de ensaiar várias vezes antes de nos apresentarmos, que a banca de defesa sugere mudanças no trabalho até mesmo depois da aprovação, que temos 48h para entregar várias coisas após a banca de defesa e que a nota só sai quando entregamos tudo isso. Não. Para ela só existe uma coisa certa: “você não é mais criança pra ficar ensaiando um monte de vezes. Não é burro o suficiente para não reparar nos erros que estão na sua cara. E corrigir depois de pronto? Você tá me enrolando, né?”. Mas, se você pensar bem, verá que ela está correta. Como sempre acontece, inclusive.

A respeito da temida apresentação na banca de defesa pública, aprenda todas aquelas técnicas de memorização que a Globo passa no Fantástico. Elas serão úteis, acredite. Ou então ligue o foda-se e fale o que você saiba de cabeça. Vai dar na mesma. Sua nota já está pronta antes da apresentação. Aliás, das bancas que assisti, a minha foi a única que teve questionamentos por parte da banca. O que só comprova o que o mestre diz: “TODO DIA TEM UMA MERDA”.

 

Hoje não deu merda. Tá tudo aí!
Hoje não deu merda. Tá tudo aí!

 

Pensando bem, a banca de defesa pública é como uma missa. Acreditem, já frequentei igrejas e já fui até puxador de terço. Então, voltando à missa, na banca também temos a primeira leitura, o salmo responsorial, o padre que fala pra caramba (mas todo mundo gosta daquele bem-humorado que fala pouco), o momento da comunhão (onde a maioria se enche de lágrimas) e a “paz-de-cristo” com suas fotos com professores, familiares e amigos. Tem até o mesmo propósito: até o pecador mais desgraçado (aquele cagou a andou para os trabalhos e provas) recebe suas congratulações. E no final o povo bebe o sangue de Jes… digo, o guaraná Jes… não, cerveja mesmo.

 

Parem de compartilhar saporra
Parem de compartilhar saporra

 

Sabe uma coisa que eu senti falta nas bancas? Aquele momento em que o professor te encosta na parede e coloca sua pesquisa em cheque por uns 30 segundos. Queria mais desses momentos de tensão só para poder gritar “VIIIIIIISH” lá do fundo do auditório. Quem me conhece sabe que eu gosto de uma violência verbal bem utilizada (mentira, as más utilizadas eu também gosto). Queria mais isso, mais passadas de mão na testa, mais gritos, mais discussões, mais “tapas na cara da sociedade”. Não, não tem isso.

Sobre o meu TCC, vou ser bem sucinto. O título é “Análise do texto jornalístico das versões impressa e online de uma revista de circulação nacional para a criação de uma revista online na Facopp”. PQP, eu falei que seria sucinto e jogo um título gigante desses. Ah! Pra quem não sabe, Facopp é Faculdade de Comunicação de Presidente Prudente. Foi aí que eu passei quatro bons anos. Voltando ao TCC (reparou como eu tô um pouco enrolado? Maldita linguagem acadêmica), basicamente meu grupo (Giovana, Rodolfo e eu) pegamos uma mesma versão da revista Veja nos formatos impresso e digital e comparamos pra ver se esse digital possui características de online. O objetivo era meter o pau em Veja e mostrar como o produto deles está atrasado e com tudo errado se observarmos o que já é produzido na internet. Aí fizemos uma revista digital, a Praxis, para mostrar tudo aquilo que poderia ser melhorado. Coisas simples, mas que ajudariam muito.

 

Fala da internet mas estuda com papel. ESTAMOS DE OLHO™
Fala da internet mas estuda com papel. ESTAMOS DE OLHO™

 

Aqui tá nosso TCC e aqui está a revista Praxis.

Só tenho a agradecer a todos os amigos que ajudaram a produzir essa revista. Vou usar a velha desculpa de que “vou acabar esquecendo alguém”. E eu ia acabar esquecendo mesmo, então deixa quieto.

Finalizando este post, lembrei agora do que o professor Rogério disse na banca de ontem: “Todos os grupos pesquisaram assuntos que amam”. Aí teve uma outra pessoa (não lembro quem) que citou paixão. Pensando no online (área do TCC), olhando agora para o WordPress aberto e escrevendo este monte de bosta, digo que eu não tenho paixão pela internet. Paixão não. Paixão passa. Eu tenho é fé na internet. Fé não se explica. Fé não precisa de objetivos específicos ou justificativas. Fé não precisa de referências. Fé é fé. APENASMENTE digo isso.

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