Fala a verdade: você gosta desta briga entre novas e velhas mídias não é? Você fica torcendo para sempre aparecerem novas notícias que mostrem como o futuro chegou. Aliás, o futuro não chegou. Já estamos vivendo o futuro. Você pode fazer qualquer coisa a qualquer hora. Pode dar sua opinião sobre o assunto que bem entender, mesmo sem fazer a mais puta ideia de como aquilo funciona. Você pode transcender fronteiras sem nunca ter saído de casa (meu caso). Você pode conversar com completos anônimos num Chatroulette ou trocar ideias com famosos no Twitter. Tudo é questão de escolha. E elas são variadas.

“E o que isso tem a ver com o título?”, você se pergunta. Não, este primeiro parágrafo não foi mais uma daquelas introduções de texto malucas e non-sense que eu faço. Fica pra outro dia.

Hoje eu vou falar da atitude das grandes livrarias brasileiras diante da chegada da Amazon no mercado brasileiro de livros. Para facilitar o entendimento, leia esta notícia que saiu no Tecnoblog e depois leia a carta aberta da ANL sobre o livro digital no Brasil.

Comecem pensando sob o ponto de vista do consumidor típico. Assim como eu, ele imaginou que agora poderia comprar um Kindle em real, sem precisar importar ou fazer qualquer coisa, inclusive, dessa forma, ajudando com o governo, dando impostos. O consumidor imaginou também que, com o tempo, o custo-benefício do Kindle é muito maior, uma vez que os livros digitais são mais baratos. Pensou que poderia carregar seus livros favoritos para cima e para baixo, sem excesso de peso, de forma que, agora, ele finalmente vai poder ler quando der na telha, sem complicação.

 

Aí Amazon, se liga! Tô contigo e não abro!
Aí Amazon, se liga! Tô contigo e não abro!

 

Mas aí, do outro lado, temos as tradicionais livrarias brasileiras, sempre com suas promoções e livros baratíssimos, ao alcance da população brasileira. Só que não (é claro que eu usaria esta expressão carioca que vai bombar no verão). Sabendo da chegada da Amazon faz um tempão, elas continuaram paradas no tempo, esperando um meteoro de Pégaso cair na cabeça delas. Em vez de se prepararem e pensarem em maneiras de combater a Amazon, essas empresinhas fuleiras passaram a pressionar o governo para que ele “regulamente” o mercado e as proteja das multinacionais. Sério cara, isso me deixa com um ódio no coração que eu poderia encarnar o Alborghetti e começar a cantar “MEU BRASIL, BRASILEIRO”.

O que elas desejam é que os livros digitais cheguem 120 dias depois do livro físico, dizendo que um filme aparece primeiro no cinema e depois em Blu-ray. Véi. Olha a mentalidade desses caras. Olha a desculpinha esfarrapada e digna de um mensaleiro corrupto ou integrante de UNE. Primeiro, não se compara uma indústria com a outra. Segundo que, mesmo comparando, só te digo uma coisa: você tem um telão de 20 metros em 3D com pipoqueiro na sua casa? Sim, essa foi uma pergunta retórica que já serve como resposta.

Eles querem ainda que a diferença entre o livro físico e digital não passe de 30%. Ou seja, foda-se a ausência de custos de impressão e distribuição. Você não pode ter livros baratos. A ANL, diferente do que diz no último parágrafo de sua carta aberta, está pouco de fodendo pra “difusão da cultura e do livro” ou então para o “fortalecimento da estrutura do mercado que refletirá diretamente no avanço da cultura e da educação no país”.

ANL, VOCÊ ESTÁ PEIDANDO NA FAROFA!

APELONA! PARA DE APELAR, APELONA! PARA COM ISSO!

 

Agora abaixe as calças e...
Agora abaixe as calças e…

 

Olha, eu só quero ver um, UM mísero argumento dizendo que a chegada da Amazon vai prejudicar o mercado brasileiro. Aí vão dizer “AIN A AMAZON PODE MONOPOLIZAR O MERCADO”. Ora, para isso temos o Estado para controlar isso. Aliás, o Estado brasileiro é outro que tá pouco se fodendo para monopólio, pois basta ver, por exemplo, o domínio de uma única empresa no mercado de carnes e alimentos, ou então na telefonia, ou no petróleo, ou na mineração e em outras áreas muito mais essenciais do que o ramo da venda de livros.

Quer saber? Não vou comprar um Kindle e dar mais dinheiro para a Amazon, esta empresa monopolista, aliada da mídia golpista e dos PIGs e detentora de toda a maldade no que diz respeito a dominar a população com a prática de preços que destroi nossas amadas empresas tupiniquins, que sempre praticam o preço justo com o brasileiro e pensam sempre na felicidade do consumidor como algo a ser atingido.

SÓ QUE NÃO! SÓ QUE NÃO! SÓ QUE NÃO! SÓ QUE NÃO! AAAAAAAAHHHHHH, BRASIL!

2 thoughts on “A Amazon chegou no Brasil e as livrarias peidaram na farofa

  1. Vc ficou tão irado quanto eu :D Excelente texto, agora mande sua indignação, com educação, p/ a ANL, o e-mail está no site deles, na parte de localização.

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