Até um tempo atrás, eu costumava pegar muitos dos meus vícios de linguagem do Youtube. No entanto, diminuí a quantidade de canais que acompanho regularmente. Eles não passam de uns 5 ou 6 agora. Depois daquela febre inicial de ver vídeos adoidado, cansei um pouco. Natural. Isso aconteceu o mesmo com podcasts. Passei a selecionar mais o que ouço. Se antes eu ouvia uns 15 programas por semana, hoje em dia são, no máximo, seis. Claro que ouço outros podcasts, mas depende muito do tema. A mesma coisa com vídeos: quando vejo algo legal na feed do Youtube eu assisto sem pensar duas vezes.

Então, se antes eu pegava muito do que eu falo daí, a minha modinha agora vem de alguns perfis. Peraí, antes de continuar, reparei só agora que uso em demasia o termo “então” para iniciar frases. Então, preciso parar com isso. Existem vícios bons e ruins. Este é, obviamente, ruim. Contornável, mas ruim.

De uns tempos pra cá passei a utilizar os termos “verdade” (ou apenas “vdd”), “OLOCO” e os tils (fiquei em dúvida como se escreve isso) irônicos. Além disso, existem comportamentos execráveis que provocarão guerras em futuro próximo, como pegar o tweet de uma pessoa e retuitar colocando “Sobre (coloque aqui qualquer assunto comprometedor)” de forma a deixar a pessoa dizendo uma coisa que ela não quis dizer. Outra prática é a do RT falso, essa maldição que você faz com os ~coleguinhas~ apenas para dar aquela ZOADA.

Apenasmente isso
Apenasmente isso

Você se pergunta donde vieram essas porcarias inúteis que passamos o dia inteiro usando no Twitter. Caramba, tô parecendo minha orientadora surpresa ao ver as inutilidades que fazemos. Os perfis que me fazem chorar de rir com essas putaria são @gravz, @morroida, @yashagallazzi, @viniciusduarte, @da_cia entre outros malucos que ficam o dia inteiro naquela porra e não cansam de falar sobre, por exemplo, mensalão. É daí que passei a utilizar a mágica expressão “O CHORO É LIVRE”. Por sinal, utilizo isso tão regularmente que qualquer mimimi é respondido com isso.

Mas é aí que chegamos na “teoria da verdade”. Ela não rende um post. Rende apenas alguns parágrafos verdadeiros.

Passei a dizer apenas a verdade no twitter. É uma forma de garantir sempre que o que eu digo é realmente verdadeiro. Vários replies e RTs vem com “Só li verdades”, por exemplo. O problema é que entrei numa paranoia (tem acento em paranoia?) de realmente só dizer verdades naquele microblog. Não digo mais mentiras, não conto mais inverdades. E vou te dizer que passei a ter uma vida melhor após adotar a “teoria da verdade”. Por isso, se você quer um exemplar deste livro, ligue para 0111406.

Tava lendo aqui sobre paranoia e descobri que ela é uma “psicose caracterizada por um orgulho exagerado, egoísmo, suscetibilidade, desconfiança e mania de perseguição”. Vamos por partes. Orgulho exagerado: check. Egoísmo: not check. Suscetibilidade: not check. Desconfiança: not check. Mania de perseguição: not check. Então acho que ainda estou tranquilo quanto a possibilidade de ter algum distúrbio mental a respeito de só dizer verdades.

Observem que, ser verdadeiro é diferente de ser sincero. Ser sincero é mais difícil, uma vez que envolve franqueza e caráter digno de um verdadeiro sir. Ou seja, nunca serie sincero. Já dizer a verdade é bem mais simples: basta apenas expressar a natureza com fidelidade. Como expressar uma realidade em outra linguagem é impossível (aprendemos isso na faculdade de jornalismo), logo, dizer a verdade também é impossível. E assim caminha a timeline.

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