Querendo ou não, gostamos de categorizar as pessoas. Essa divisão pessoal é o que permite que lembremos das características dos indivíduos sem fazer muito esforço. Por exemplo, uma pessoa chata é colocada no mesmo balaio dos outros chatos. Tudo para facilitar nossa mente. Aí eu e a Gi Cabral passamos a classificar as pessoas como fodas, pseudo-fodas e (essa agora é só minha) merdas. Essa tricotomia (existe isso?) leva em conta, principalmente, a previsibilidade de ideias e atitudes. Se um cara é inovador ou apresenta algo que vai ser discutido por um tempo, ele é foda. Já se ele fica só no nível superficial, kibando e rekibando ideias, esse cara é um merda.

OLVIAMENTE, tudo isso tem a ver com a cultura de internet na qual estamos inseridos. Taí uma boa pergunta: existe uma cultura de internet unificada. O que será que aquela pessoa que só usa o Feice e o MSN pensa disso? Se é que eles pensam nisso, né? Aliás, saiu uma notícia hoje que a Microsoft vai dar um fim em uma de suas velharias, no caso, o Live Messenger. Assim como o Hotmail, esse produto dá muito cara de internet de 2003, aquela época marota onde o assunto cultura de internet ainda não era tão discutido assim por fodas, pseudo-fodas e merdas.

 

Da esq. pra dir.: foda, pseudo-foda e merda

 

[DEIXA EU VOLTAR AO ASSUNTO] Já os pseudo-fodas fazem parte de uma categoria bem separada das demais. Não são aqueles que ditam moda, apesar de poderem inventar as modinhas. Não são aqueles que ditarão como a sociedade anda, mas são aqueles que a fazem andar (se é que vocês me entendem, como diria BRKsEDU). São aqueles que faltam alguma coisa (ou um estilo próprio) para produzirem algo que será lembrado por muito tempo.

Muitas vezes os pseudo-fodas conseguem conversar com os fodas. No entanto, essa conversa nunca é duradoura o suficiente para a criação do laço de amizade. São apenas replies ou mentions que não passam de uma escala fórmica. Por exemplo, devido ao Nerdcast sobre a cultura do hip hop, Marco Gomes (que provavelmente estava observando o tema “Nerdcast” no search do Twitter) me retuitou. Putz, eu acho o cara muito foda e ele me retuitou. Logo fiz uma brincadeira em cima do que ele falou. Depois, continuei falando sobre o assunto, sozinho. Falei sobre funk universitário, aí ele veio falar que já existe, me apresentou um grupo desse gênero e tals. Quão maravilhado não fiquei com isso. É esse tipo de coisa ridícula pelo qual me presto que me faz enquadrar na catgoria dos pseudo-fodas.

 

Mãe, Marco Gomes me retuitou

 

Caramba, agora que eu tô vendo que meu texto tá parecendo reportagem do Globo Repórter: “conheça quem são, como vivem e se relacionam os integrantes deste estranho grupo social”. Então, os pseudo-fodas são aqueles que lembram coisas óbvias como essa e não possuem a mínima vergonha de colocar isso num texto que estavam pensando em dar um ar de seriedade. Já os fodas são aqueles que soltam grandes pensamentos e ideias naturalmente, sem precisar forçar.

A única maneira de conseguir fazer isso é estudando muito. E é isso que venho fazendo, apesar de minha progenitora só me ver de olhos fixos no monitor e digitando LIKE A  estenodatilógrafo.

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