E eu estou simplesmente apaixonado por As Crônicas de Gelo e Fogo

Vocês devem ter reparado pelos meus últimos post a quantidade de vezes que eu cito As Crônicas de Gelo e Fogo. Ou eu faço referência a algum personagem ou então falo que preciso arranjar tempo pra ler O Festim dos Corvos. Posso dizer que As Crônicas de Gelo e Fogo é a principal série de livros (o nome disso é saga né?) que jamais li durante a minha vida. E vou explicar o motivo.

As crônicas deste curto período da história de Westeros tem muito do que eu buscava em um livro. Particularmente, eu gosto pra caramba de putaria. E quando essa putaria vem carregada de panos de fundos, intencionalidades e conspirações, tudo fica melhor ainda. Afinal, quem não gostava das histórias de Emmanuelle? Ninguém chora no Twitter à toa. Mas as Crônicas não são apenas putarias. O que mais me atrai são os diálogos muito bem construídos. Uma vez que Martin não é um escritor muito bom para descrever cenas de ação, batalhas e brigas de bar, ele resolveu se concentrar nos pequenos detalhes de conversas aparentemente despretensiosas e nas personalidades fortes (ou fracas) dos personagens.

De cara, querendo ou não, alguns personagens chamam tanto a atenção que é difícil não gostar deles desde o começo. Tyrion deve ser unanimidade entre os fãs da série, em especial por causa de sua insolência e de sua falta de freio quando o objetivo é sacanaear alguém. No entanto, apesar dele fazer parte da “família má” da saga, suas decisões são, muitas vezes heroicas. Isso cria uma coisa estranha no momento da leitura. Por causa dessas diferenças e pela facilidade de se morrer (e, como vi no livro 3, de se voltar à vida) em Westeros, nunca sei se meu personagem favorito morrerá sem dó nem piedade. Tywin e Cão de Caça morreram e não simplesmente não consegui acreditar.

 

Se Arya morrer minha cabeça irá explodir

 

De uns tempos pra cá, entendi muito bem o motivo da obra de Martin ter me conquistado. Ela é a primeira obra adulta de fantasia que estou lendo após ter me tornado adulto. Li O Senhor dos Anéis muito moleque. Lembro de ter me entendiado em muitas partes. Talvez eu dê uma chance para Tolkien novamente no futuro, só para saber como será minha nova leitura. Diferente de O Hobbit, a história de Frodo é bem mais pesada. Apesar de não chegar perto dos estupros e mortes hediondas das Crônicas, seu ambiente é um tanto quanto diferente para um moleque de 13 anos.

Tem outros motivos também. O fato dos capítulos serem curtos e focados no ponto de vista de uma pessoa ajuda para duas coisas. O primeiro reside na velocidade de leitura. Dinâmica é algo essencial para um livro. Ao ler livros de fantasia com 832 personagens espalhados por quilômetros de florestas e cidades, é normal que você deseje saber o que está acontecendo naquele exato momento na outra ponta do mapa. Assim, capítulos curtos (bem como o segundo o motivo do começo deste parágrafo) te ajudam a manter a vontade de continuar acompanhando aquela história. Quando leio, sempre penso assim: “De quem será que é o próximo capítulo?”. Esse exercício de adivinhação facilita a manutenção da minha atenção.

Ah, e antes que alguns comecem a dizer que não dá pra comparar as Crônicas com a trilogia do Anel, já digo: concordo. Não tem nada a ver um com o outro. Para quem sabe o básico do conceito da jornada do herói, logo vê que não há heróis na série. As que chegam mais perto disso são Daenerys e Arya. Aliás, quando leio sobre Daenerys, só consigo relacionar sua jornada com a de Jesus na Bíblia. Só que com peitinhos e muito sangue.

 

A atriz que faz Daenerys… eu pegava… fácil

 

As Crônicas de Gelo e Fogo se tornou um objeto de paixão. O dia que passo sem ler ao menos um capítulo é um dia vazio. Como me avisaram várias vezes na internet, O Festim dos Corvos é o pior livro da série. Seu começo é um martírio. Mas vejo isso como algo normal. A maioria dos livros e filmes que contam o meio de uma história são entediantes. Quem aqui idolatra As Duas Torres? Ninguém. Por isso, uma série que me conquistou por umas 2000 páginas até agora tem crédito para dar vacilada.

Minha singela homenagem a –=|Obst. Course|=–

Nos sites do GameBlast, no qual reviso textos, temos uma seção fixa chamada Stage Select. Nele, os redatores discorrem sobre as características de um cenário específico de um jogo. Pode ser uma dungeon, uma cidade, um “mundo” de jogo plataforma, etc. Bom, vocês entenderam né? Então, não vou fazer algo parecido. HAHAHA. Meu objetivo aqui é outro: mostrar como o cenário –=|Obst. Course|=–, do jogo Happy Wheels (que, como diria o Mau, é o “jogo da família brasileira”), é uma maravilha.

–=|Obst. Course|=– foi um dos primeiros mapas (mapas?) criados para Happy Wheels, quando o jogo de simulação-de-qualquer-coisa ainda não era mainstream. Ele faz parte da playlist inicial do jogo. É abaixar um pouco a lista para encontrá-lo. O que o diferencia dos outros níveis são as dificuldades apresentadas. Da primeira vez que o joguei, morri várias vezes até conseguir vencer. Aliás, é quase impossível passar por ele sem ter uma gota de sangue perdida.

A grande sacada do mapa é possuir quase tudo que o jogo oferece em coisas que podem te matar. Tem espinhos/lanças-de-ferro no chão (e até no teto), fossos, minas, armadilhas pulantes, machado giratório, bola de ferro, besta (lançador de flechas, não a pessoa que joga), chão de vidro, arpão, grandes quedas, engrenagens e depressão final. É quase uma ode à violência infantil e gratuita. Um desenho animado.

Tem um velhinho do começo, onde você decide se ele morre ou não (sim, é possível salvá-lo). É possível inclusive cair no fosso do Epic Jump, explodir uma mina e voltar para cima para terminar a fase. Não é fácil, mas é extremamente divertido. Da mesma forma que se pode sobreviver da explosão da mina, morrer com uma flechada na cabeça (não no joelho) é normal. Claro, na vida real isso é normal. Mas o fato é que uma coisa idiota pode te matar a qualquer momento, deixando a média de 35 segundos de fase uma roleta russa.

Veja as imagens de momentos cruciais deste lindo mapa.

 

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