Putz, já reparou como em época de Copa do Mundo (FIFA World Cup, sempre desejei do fundo do coração escrever isso), Eleições, Olimpíadas, ENADE e BBB julgamos o caráter e o desempenho das pessoas em seus cargos? Para o resto das coisas estamos pouco nos fudendo. É também nessa época em que mais falamos de cidadania e essas outras paradas pós-modernas (?). Então, mas falemos sobre uma frase que ouvi ontem.

“Quem vota em corrupto não é vítima, é cúmplice”.

Polêmica ela é, com toda a certeza. Mas vou tentar defendê-la (pois estou um tanto quanto cansado). Estamos na época da pós-informação (acabei de inventar isso agora). Com a facilidade de se aprender técnicas, adquirir conhecimento e conhecer o mundo, ninguém mais pode dar uma de cotoco e dizer que “ain eu naum sabia”. Temos que saber, somos obrigados a saber. Se você passa um dia sem ler as principais notícias significa que está ficando para trás na supervia da informação (nossa, que coisa linda que eu falei).

A mesma coisa serve para as Eleições: como assim você não sabe o histórico do seu candidato? Como assim nao sabe se ele é ficha limpa? Como assim não sabe se ele possui contas limpas? Aí você vai dizer: “ain naum consigu flar co meu candidato!”. Ora, se ele não permite aproximação, por qual motivo você votaria nesse cara? Se normalmente os candidatos somem depois da campanha e também fazem isso durante ela, com certeza ele não merece seu voto.

Se o seu candidato te trata assim…

Entra aqui aquela velha história do brasileiro de achar que “candidato é tudo igual”. Sempre o estereótipo do candidato bandido aliada à visão generalizante. Na ignorância e falta de “espírito de equipe” com a sociedade, ele acaba colocando no mesmo escopo pessoas sérias, candidatos corruptos e candidatos flamers (aqueles que tão lá só para botar fogo nas campanhas). O FDP não pensa 5 segundos antes de falar e decidir seu candidato no alguém-mandou ou então no santinho jogado na beira da zona eleitoral. Sou segundo-mesário (tem hífen nisso aqui?) e, nas Eleições 2010 (a primeira que participei), percebi o quanto as pessoas chegam desorientadas para votar. Dá muita vergonha (é acho que é vergonha).

E, se você sabe que algum funcionário público ou empresário está cometendo corrupção, o que faz? Claro que ninguém quer bancar o heroi e tomar um balaço numa esquina mal iluninada. Nem eu faria isso. Mas, se você sabe que seu prefeito, ou, sei lá, o secretário de obras tá fazendo uma coisa errada, faça o favor de não votar nesses caras nem fodendo. E abra os olhos das pessoas próximas a você. Deixar alguém cometer uma irregularidade e ainda apoiar o que ele faz de quatro em quatro anos se chama cumplicidade. Se você não respeita o contrato social, get out of my way, bitch.

Rousseau acreditava que o ser humano nasce bom; eu digo que o ser humano nasce FDP e cresce com o desejo de escrotizar os outros. Quem impede isso é a sociedade

Bom, agora mudando de assunto, vou parar para analisar uma imagem que vi essa manhã lá no Facebook (saca o meu nível de idiotice):

O texto tinha que ser em Courier New pra dar aquele “ar de seriedade”

Vem cá, quantos jornalistas e publicitários vocês conhecem que sabem DE VERDADE conversar 5 minutos sobre qualquer um dos assuntos do primeiro parágrafo? As aulas de sociologia, filosofia e psicologia sempre são vazias durante o tronco comum. Semiótica poucos entendem. Ou melhor: poucos se esforçam para entender. Antropologia deve ser praticamente uma palavra desconhecida. Gestão de empresas… pfff.

E, se observarmos bem, muitos dos que apenas sabem sorrir ou escrever uma redação meia-boca (como esse texto aqui) conseguem facilmente bons empregos na área. Quantos caras que você julgava um merda, que ficavam conversando a aula inteira (ou então dormindo) e hoje estão em bons cargos? E você aí ficou lendo sobre filosofia e tá só fumando maconha (estereótipo mode on)? Ok, exagerei (e bastante). Fui hiperbólico. E reparou que eu coloquei argumentos diferentes e contraditórios num post só? Hiperbólico? Contraditório? Eh melhor naum usá essas palavra bonita, pq pra consegui um bom trampo você tem que ser idiota.

One thought on “Cúmplice de corrupção e qualificação jornalística

  1. Gostei do post e da análise da figura, analisando semióticamente, o preto pode ser o Luto HAHA a esse tipo de jornalista e publicitário citado. E acho que segundo mesário é sem hífen, e aí Pasquale? Hahaha =]

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