Quando eu penso em globalização, levo o termo ao pé da letra: penso num mundo sem fronteiras (LIKE A PROPAGANDA DA TIM… e LIKE A IDIOT, TOO). A internet nos proporciona a invasão de fronteiras criadas. E tem gente que é contra a muitos comportamentos na internet. Eu acho errado, por exemplo, existir uma página do 4chan no Facebook. Mas quem quer usar, que use. Tá só disvirtuando o ideal original da coisa, mas já fizemos isso com coisas muito mais importantes: porque não com o 4chan? Então, voltando ao pensamento original (sempre tenho dificuldade em seguir apenas uma linha de pensamento), digo que a ideia de globalização deveria por fim nos conceitos de pátria, defesa das pessoas do seu país, revanchismo e outros conceitos que nos trouxeram guerras ao longo de centenas de homens.

Sei lá, acho esse negócio de pátria muito ultrapassado. Achava uma idiotice desde a infância, quando, na escola, precisávamos fazer dois riscos em verde e amarelo na diagonal das folhas do caderno. E, durante a “semana da independência”, tínhamos que cantar o hino nacional. Qual era o propósito disso? Pelo menos onde moro, o Estado nunca chegou e, quando chegou, veio com trabucos para tirar sem-terras de propriedades invadidas. Nunca fui a favor de sem-terras, mas também nunca fui a favor de governos mal-intencionados protegerem os “detentores do dinheiro”.

E pensar que, até o início da década de 90 tínhamos a matéria de “Educação Moral e Cívica”. Nunca tive aula disso. Pelo que li, os alunos aprendiam os direitos e deveres de um cidadão, lendo trechos da Constituição, aprendendo sinais de trânsito, etc. Até aí tudo bem, mas haviam também coisas como saber datas de feriados nacionais e tudo quanto é tipo de hino. Pra quê saber isso? Será que temos de adorar nosso país de origem como se adorássemos um deus? Patriotismo não pode ser encarado como religião. Imagina como deveria ser essa situação na antiga União Soviética…

 

Moramos num planeta desse tamanho e ainda o dividimos feito crianças mal-criadas

 

E então quando falam que o Brasil “só conseguiu sua independência econômica só agora”. Muita gente fala isso como se os países DO PLANETA TERRA INTEIRO (será que existem países em outros planetas?) não dependessem um do outro para continuarem seus ciclos de riqueza (ou pobreza). Aí vem nego falar que “ain soh agr q o mercado interno se extabilizo somus independentes”. Bah! Então, a Coréia do Sul ainda é totalmente dependente, uma vez que, se for pensar apenas em escala interna, a população não consegue consumir tudo o que produzem. A China também é dependente, pois, se ninguém comprar os produtos que ela fabrica, vai pro pau do mesmo jeito.

Claro que estou falando aqui de uma forma bem ilustrativa. Afinal, pouco entendo de economia internacional.

Pensa: o mundo seria bem melhor se não existissem exércitos trancando fronteiras, turistas recebendo mal tratamento devido ao país de origem, zonas de exclusão aérea, brasileiros amando argentinos… Pra quê nos separarmos atrás de fronteiras, barreiras e muros? Antes de brasileiro, você é ser humano, o que o iguala a todo mundo que tem massa cinzenta, se comunica e possui polegar opositor. Vendo o final deste texto vejo que sou um cara muito amargo com a organização da sociedade.

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