Falar sobre coisas infundadas, sem parâmetros, somente na base da babaquice e seguindo a moda caralha é uma das coisas mais divertidas e idiotas que existem. É difícil falar quem vai ganhar as eleições americanas, imagina então falar da principal série de joguinhos (tô parecendo a mãe de muita gente falando) da história? Sim, estou falando de The Legend of Zelda. Discutir sobre um jogo da Nintendo é complicado. A Nintendo é muito fechada, nada vaza de lá. É diferente de você discutir sobre os novos perks de Black Ops 2, por exemplo.

Pra começar, falar de Zelda é um prazer, apesar de eu nunca ter gostado tanto da mitologia do game. Sempre fui ligado mais na jogabilidade e no desafio. É por isso que alguns jogos me atraem mais do que outros. Por exemplo, a visão de cima (tem o nome técnico disso, mas não vou procurar no TVTropes) é mais atartiva para mim. Por isso considero A Link to the Past superior a Ocarina of Time. Bom, mas chega de blá, blá, blá e vamos às informações. Ah, peguei elas lá do Nintendo Blast, mais especificamente deste post aqui, ó.

Pra começar, eu ficaria bastante frustrado se o primeiro Zelda em HD fosse um remake de Majora’s Mask. Independente de rumores ou não, o Wii U merece um jogo próprio, um arrasa-quarteirões, não um jogo pequeno como Majora’s Mask. Tá, ele até tem uma premissa legal, mas ficaria bem melhor no 3DS… não, nem no 3DS ele cairia bem. Majora’s Mask é um dos jogos mais underground da série. Quem quer jogar que baixe um emulador de Nintendo 64 e seja feliz.

 

Majora’s Mask me parece um jogo bem “mais ou menos”

 

Quanto as datas, fiz uma rápida pesquisa na Wikipedia e garanto: Zelda não sai no ano que vem. É bem capaz que saia uma versão HD de Skyward Sword, estilo Master Edition, somente para que gastemos nosso dinheiro. A Link to the Past foi lançado em 1991, exatamente um ano depois do SNES. Já Ocarina of Time veio um ano e meio depois do N64. Wind Waker saiu pouco mais de um ano depois do GC. E aí a Nintendo mudou a ordem de lançamentos, colocando Twilight Princess no final do GC e começo do Wii. Skyward Sword foi lançado no final de 2011, então a Nintendo dificilmente lançará um jogo Zelda já no ano que vem. Eles vão criar um hype absurdo até lá. Aposto num lançamento depois das férias americanas e europeias do meio de 2014. Mas o lançamento deve ser no Natal de 2014, por motivos óbvios. Além do mais, até lá você precisa ter jogado e rejogado Skyward Sword, aproveitando aquela história lenta.

Também não entendo o pessoal que reclama da “demora” no lançamento de um novo Zelda. Eu não lembro desse período, mas imagina como foi acompanhar a entressafra de A Link to the Past (1991) até Ocarina of Time (1998)? Imagina se isso acontecesse com esse povinho que só jogou Twilight Princess e Skyward Sword e se acham fãs da série? Vários desses cairiam no chão, babando e pedindo consolo da mãe.

 

Uma cena nada bonita

 

Falemos sobre o rumor de verdade, o da utilização da engine física Havok e da de renderização Umbra. A Havok já foi utilizada em Super Smash Bros. Brawl e nos lançamentos recentes da Blizzard, como StarCraft II e Diablo III e em outros jogos como Skyrim, Assassin’s Creed Revelations, Uncharted 3 e L.A. Noire. Saca só os outros jogos que já receberam essa tecnologia. Já a Umbra é uma tecnologia um tanto quanto desconhecida  e foi usada em Minecraft pra renderizar aquela porra toda sem fim, então dá ra imagina que ele é boa. Olha os clientes dos caras. A Havok tem que cumprir bem o recado, uma vez que Zelda é muito baseado em contato: da espada com o corpo dos inimigos ou dos apetrechos de Link com objetos do cenário. É preciso sentir que batemos no inimigo. Não entendo muito disso. Segue um vídeo do que a Havok pode fazer.

 

 

Ainda de acordo com a notícia, a quantidade de dungeons é a mesma de Skyward Sword (são 7 grandes, se eu não me engano). A diferença estaria no tamanho delas. Segundo a hiperbólica fonte, a primeira dungeon do jogo seria do tamanho de Hyrule Field de Ocarina of Time. Se essa é a PRIMEIRA Dungeon, imagina o tamanho das demais? Será que precisamos realmente de dungeons tão grandes assim? Acho que não. Para uma exploração bem feita, as salas, salões, cômodos e passagens escondidas não podem ser muito grandes. É legal passar horas explorando tudo de um lugar, mas é preciso vários desafios e recompensas interessantes por invadir um lugar perigoso.

Se isso for verdade, as sidequests ganharão uma importância muito maior na história. Afinal, é preciso preencher os espaços. E preencher espaços tão grandes são tarefas desafiadoras para os designers de fases. Mais um ponto que anula o lançamento para o ano que vem. O desenvolvimento de um jogo grandioso como esse leva muito tempo e gera muitas ideias e correções durante as semanas de planejamento e execução. A fonte garante que é a maior equipe já formada pela Nintendo na história. Eu acredito.

Por fim, segundo a fonte, Zelda não terá multiplayer online (ainda bem). Mas haverá trocas de informações no Miiverse. Seria legal se pudéssemos deixar recados nas paredes ou em pergaminhos no melhor estilo Dark Souls, avisando dos perigos ou dos materiais necessários para a continuação da exploração. Isso seria muito foda. Seria como se estivéssemos jogando com um amigo do lado.

E como eu acredito em um lançamento no final de 2014, vamos ter que esperar mais de dois anos para jogá-lo. O que será que dá pra fazer nesse tempo todo? Juntar dinheiro pra comprar um WiiU.

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