Ideia foda: O Fim de um Gigante

Nessa última noite, além do sonho sobre friendzone que tive (bah, melhor esquecer), sonhei com uma história muito foda que ficaria muito bem se fosse criado uma anime por Hayao Miyazaki ou então um livro mesmo. Putz, quando falo Hayao Miyazaki é porque tô bem maluco mesmo. Mas já pesnou se ele uso o Google Tradutor, lê meu blog e eu nem sei. Nas estatísticas de acesso não aparece: “post acessado às 2:43 por Hayao Miyazaki”. Aliás, já que a privacidade não vale nada, seria legal se as estatísticas mostrassem quem acessou o blog. Afinal, isso não tem problema algum, né? Na verdade tem.

Então, a minha ideia é inspirada em Shadow of the Colossus. Só que numa escala infinitamente maior. Imagine o seguinte cenário. Vilas foram construídas na pele de um gigante. A “terra” se mexe conforme o movimento do grandalhão. E o sol muda constantemente de lugar também conforme o movimento. A chuva passa a ser uma tremenda tempestade, onde todo mundo se esconde nas cavidades do gigante. Desmatar significa cortar os pêlos do gigante. Existe a “terra sempre iluminada”: a cabeça, onde sempre bate o sol. Existe o “povo das cavernas”, que domina as orelhas e o nariz”. O pessoal fedido que vocês já devem imaginar onde vivem. Então, todas essas atividades que numa pessoa seria comum aqui é levado às últimas consequências na vida das pessoas que moram no gigante.

 

Agora diminua o Wander umas três mil vezes e teremos o tamanho que imaginei

 

Mas e aí, como seria a história? Saca só como sou um gênio: numa batalha entre gigantes, o gigante em que os personagens principais da história sofre uma corte profundo. A ferida infecciona e bactérias, vermes e outros “bichos do mal” começam a se criar ali. Vamos supor que esse corte é na perna. Os habitantes da “Vila da Perna Direita” começam a ser atacados por esses bichos e pedem ajuda para os habitantes do resto do corpo. Só que os outros estão pouco se fodendo, mesmo com os habitantes das vilas atacadas argumentarem que, se o gigante morrer, todos ficarão sem moradia.

Aí poderia começar tipo uma guerra civil junto com os “ataques terroristas” dos vermes. Po fim, todos acabam tendo que se unir e ir até a infecção para curá-la. Nesse meio tempo, situações desesperadoras acontecem, como, por exemplo, os gritos de dor intermináveis do gigante ou até mesmo quando ele não sai mais ao sol, ficando deitado num canto escuro. As pessoas entram em desespero e mais brigas acontecem, afinal não tem como continuar com a agricultura sem sol.

 

Esses animais de Black & White 2 poderiam aparecer também. Ok, melhor não. Sem galhofagem.

 

O final que imaginei seria o gigante morrendo, os vermes tomando conta, as pessoas fugindo para o chão e, invariavelmente morrendo. Mas pensei numa possível continuação: as pessoas fogem e decidem invadir o outro gigante que causou o problema original. Lá também moram outras pessoas, o que gera outra guerra. Mas não sei se ficaria tão legal quanto o “primeiro livro”.

Voltemos aos eventos que poderiam acontecer: excesso de suor que cria rios salgados (uma situação dos infernos, mas que facilitaria a produção de alimentos, por exemplo), coceiras que arrebentam vilas inteiras e surgimento de pintas (montanhas) e espinhas (vulcões). Um fato importante é que o gigante (como todo bom gigante) não toma banho, o que acumula a terra no corpo, algo extremamente necessário para a agricultura. Bom, chega de pensar em mais coisa. Este post curto foi só para dizer a ideia que tive mesmo.

Review: A Tormenta de Espadas

Quando comecei a ler As Crônicas de Gelo e Fogo eu estava esperando um épico. Mas, chegando ao terceiro livro, percebo que a série está longe de ser um épico. E isso não é uma característica ruim. Muito pelo contrário. A Tormenta de Espadas é o livro mais tarantinesco que já li. Explico: você nunca sabe quais serão os próximos passos que cada personagem tomará. Exceto por uma ou outra atitude, como, por exemplo, as de Jon Snow e Daenerys Targaryen (as mais “épicas” das crônicas), você nada por um mar desconhecido de pretensões, conspirações, reviravoltas e muitos, mas muitos assassinatos. Bom, acho desnecessário colocar isso, mas vai lá: tem muitos spoilers aqui. Ponha sua conta em risco.

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E daí que você sabe português? Eu sabia a linguagem rúnica

Quando se é adolescente, você se empolga com qualquer merda que seja transgressiva/agressiva/pseudo-foda. É nessa época que muitos podem se interessar por drogas, outros por anfetaminas (que éééé… também são drogas), ou então paradas esotéricas (ou exotéricas). Lembro que, quando tava no primeiro ano da faculdade, li um livro que era um resumo de A Doutrina Secreta. Se você clicar no link que eu coloquei aqui, vai ver que este livro é, possivelmente, o mais noiado da história. Madame Blavatsky (que, apesar do nome, não era dono de puteiro), viajou para Shangri-La e nos mandou 10 mil páginas de loucuras que ousou chamar de filosofia, história e religião. Li isso com 17 anos mas acho que nem com 87 eu entenderia alguma coisa. Um dado curioso é que o resultado da primeira busca por Shangri-La no Google é um hotel do Rio do Janeiro. Mais um ponto a favor da loucura.

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