Terça-feira, único dia de aulas da semana e, logo na primeira delas, um resumão sobre filosofia e sociologia que parte de Sócrates para chegar até Marx. Se não aprendemos tudo sobre filosofia em uma faculdade de filosofia, imagina então em uma aula de desinteressados sobre o tema em uma turma que contém 4 salas e apenas 90 minutos para isso? Claro que isso só podia dar em merda.

O mais legal dessa primeira aula é ter a oportunidade de falar besteira com os bróders de publicidade que não tenho contato (demorei pra pensar nesta palavra) educacional há mais de um ano e meio. Muitas piadas e trocadilhos são jogados enquanto uma aula legal, porém nada inovadora, nos é apresentada.

Durante a dita cuja, surge o papo inevitável das mudanças que a urbanização / industrialização / êxodo rural / exploração-do-ser-humano-por-outro-ser-humano (mó papinho comunista esse, hein?) provocou nos nossos antepassados durante a Revolução Industrial (que, como todos sabem ou deveriam saber, de revolução não teve nada). Um período sujo só pode gerar sujeira na conversas de fundo de sala.



Mais de 30 milhões de cópias vendidas


Aí estávamos eu e o Bruno Rosal refletindo sobre a gênese das duplas sertanejas. Segue a nossa teoria maluca. A rápida urbanização levou ao êxodo rural, o que significa que muitos dos caipiras saíram do campo para tentar a vida na cidade (LIKE A 2 FILHOS DE FRANCISCO). Chegando na cidade, o homem percebeu que só sua a mulher e seu filho conseguiam trabalho nas fábricas, uma vez que os patrões pensavam em adquirir apenas mão de obra barata. Sem trabalho, o que o homem faz? Se entrega ao alcoolismo.

É bom lembrar que, segundo o slide do professor, naquela época de industrialização “nasciam novos hábitos de consumo e movimentos artísticos (música sertaneja) que expressavam todo esse tecido social formado por relações de solidariedade (ou a falta dela) e de muitas tensões”. Veja: todo o processo do sertanejo é explicado de forma sociológica.

Logo depois ele fica sabendo que a mulher dele libera a chavasca (bom nome para a bola da Copa) para o patrão e ele não pode fazer nada, não pode “ter honra” como na novela Gabriela. Na história da industrialização, o cara comete suicídio. Na nossa teoria maluca ele constroi (seria esse o verbo correto?) o próprio violão, faz músicas a respeito da traição e da paixão pelo álcool e se dá bem financeiramente.



Acredite: ela não será bonita


Essa pode parecer uma história bonita, mas não, não é. Apenas mostra como a escrotidão forma o caráter do ser humano. Agora, se você achou esta teoria bonita, volte para Barretos, por favor.

One thought on “A teoria (fake) das duplas sertanejas

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