Eu sempre fui um defensor do meio ambiente. Não, nunca fui daqueles que fica controlando essa bagaça de carbono liberado, nem de “plante uma árvora”. Meu objetivo sempre foi evitar desperdício e “evitar que dê merda no futuro”. Por exemplo, sempre fechei a torneira pra escovar os dentes, desliguei aparelhos que não estou usando (computador inclusive, coisa que poucos fazem), e cultivei pelos no corpo para comprar menos roupa e… eh, deixa quieto. Sobre o “dar merda”, significa que não gosto de jogar lixo na rua pra evitar futuras enchentes por exemplo. Apesar de morar em cidade pequena, sei que são os (vejam só) pequenos atos que, juntos, geram grandes consequências. É como um avião: pra cair, várias coisas precisam dar errado.

Na “vida digital” não é diferente. Caramba, falar “vida digital” é muito revista Veja com aqueles especiais de tecnologia que eu tanto gostava. Eu lembro que, lá pela virada do século, a Veja tinha uma revista especializada em tecnologia justamente com esse nome? Por que será que acabaram com essa revista? Será que é por causa da internet e seus blogs de tecnologia que analisam tudo em um dia, de forma completa e não restando nada para um periódico? Whatever.

Não sei vocês, mas já consegui abandonar todo tipo de mídia física. Não compro músicas em CDs (nunca comprei um na vida), filmes em DVDs ou qualquer outra coisa. Música pra mim é somente digital e, indo além, somente online. Pra ouvir músicas, eu tenho que estar conectado. Não baixo mais músicas pro computador. Coisa parecida acontece com filmes. Ou pego ele com alguém ou apelo para sites como o Crackle. No entanto, no ramo da indústria cultural, a única coisa que ainda não consegui superar é a necessidade de possuir um livro de papel para ler.

Peguei só alguns dos meus preferidos. O difícil foi colocar tudo no mesmo
quadro… e não deixar cair

Engraçado é que, com livros, eu tenho um sentimento de posse diferente do que acontece com outros produtos. Livros são mais palpáveis do que músicas e, semelhante ao que muitos gostam de fazer com gatinhos ou com cocaína, eu gosto de cheirar livros. Não é uma coisa muito boa, uma vez que livros são capazes de acumular ácaros prejudiciais à saúde. Já devo ter perdido uns 15 meses de vida com essa prática.

Uma coisa foda é que não gosto de ler em arquivos de PDF no notebook. Eu suporto e necessito, mas não gosto. Li uns 5 livros dessa forma e o ruim é que minha vista fica cansada após poucas horas. Lembro que li Admirável Mundo Novo no antigo PC e que parava constantemente. A leitura ficava “quebrada”. Uma das causas que me fez parar de ler a série A Torre Negra é que a leitura pesada do livro não combina com a leitura no PC. Além disso, ler conectado à internet nos faz fugir do objetivo principal. A quantidade de atualizações e coisas interessantes a curto prazo fodem qualquer leitura.

Uma coisa que me faria ter uma “leitura digital” seria possuir um Kindle. Sua tela é própria para a leitura e sua bateria dura bastante. Com ele poderia carregar milhares de livros. Aí você perguntaria: um iPad não serviria para ler? Mas aí entraria justamente o acesso à internet que ele me daria. O aparelho não pode ter internet e, se tiver, sua utilização tem que ser ruim e limitada. Não quero um aparelho para usar a internet, mas para ler livros.

Só eu acho o Kindle bonito?

Um dos grandes problemas dos livros é o peso. Eu gosto muito de ler deitado, segurando todo o peso do livro com as mãos. Só que, com chaproscas como os livros de As Crônicas de Gelo e Fogo fica difícil. Hoje vou começar a ler A Tormenta de Espadas, o terceiro livro da série. Quem disse que vou conseguir segurar mil páginas com os braços por mais de vinte minutos. A saída é ler sentado, com o livro em cima de uma mesa e curvado LIKE A MONGE MEDIEVAL. Eu já não tenho uma coluna muito boa e isso só piora a situação.

Quem sabe mais pra frente eu não compro um aparelho apenas para ler livros? Eu passo de 3 a 4 horas lendo todos os dias. Ajudaria bastante um troço desses. E eu ainda poderia fazer comentários ao lado dos livros sem problemas quanto à sua conservação. Sempre gostei de comentar ao lado das páginas, sempre com o intuito de voltar na marcação ou então facilitar leituras futuras. Bom, ninguém quer me dar um e-reader de presente?

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