Ultimamente, a modinha entre a comunidade gamer do Youtube é a confecção de vlogs não só sobre videogames, mas também sobre a própria vida do youtuber. Vejam, o BRKsEDU passou a fazer um vlog no canal secundário, onde ele fala da vida no Canadá ou de assuntos variados do dia-a-dia; o Macaco criou um novo canal para falar sobre assuntos geralmente relacionados ao Youtube (e com palavrões); o Funky usa seu canal principal para falar de como anda a faculdade, do que ele gosta… e até criou um segundo canal exclusivamente para seus covers de guitarra.




Variação. É DISSO QUE EU TÔ FALANDO



Como eu gosto de datar textos e fazer com que ninguém os leia no futuro, digo que agora, na metade de 2012, a comunidade dos youtubers de games passou a dar mais “carinho” para o público. Não que antes eles não respondessem nos comentários ou no Twitter, mas o fato é que a incorporação de novas tecnologias vem trazendo novas oportunidades de interação.


Além de vlogs, uma parada que gera público (e, ao menos, me atrai), são as facecams. São aquelas câmeras focadas apenas no rosto (Capitão Óbvio aqui) com o intuito de mostrar a reação do player enquanto ele joga a parada. Para mim, isso é essencial, principalmente em jogos bem-humorados, de terror ou tiro (ou qualquer um que gere ragefaces). Isso traz um contato com o público muito grande, uma vez que, atualmente, é difícil jogarmos videogame com os amigos em casa. As facecams aproximam os youtubers do público justamente no momento do gameplay.


Essa parada de facecams eu vi primeiro, aqui no Brasil, com o Colono. Porém, acredito que um dos primeiros tenha sido o gringo Athene. O canal dele é focado em MMOs e jogos da Blizzard e ele dá um grande apoio aos gamers do Youtube. Sei lá se ele foi o primeiro, mas é o primeiro que me vem na cabeça. Continuando na gringa, o melhor cara que faz uso das facecams é o PewDiePie. Esse cara é uma máquina de vídeos. O conheci a partir do MxDeegan. Esse PewDie faz vídeos de HappyWheels e Amnesia e, poucos momentos antes de escrever este texto, ele começou uma série de Doom 3. Saca só, por exemplo, esse pequeno compêndio de ragefaces do que ele já fez. Tá faltando mais gente maluca como esse cara.


Parece idiota, mas neste momento o PewDie está gritando:
“AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!”



Fazer vlogs não é uma tarefa muito fácil. É legal ver a evolução do BRKsEDU ao conseguir falar olhando pra um câmera e tals. Já pessoas que tem uma certa facilidade em falar, como o Macaco, conseguem fazer vídeos de 12 minutos sem cortes. Numa briguinha rápida entre Izzy Nobre e Colono, este último disse que, se houvesse uma “briga” entre vloggers e gamers, estes últimos ganhariam. Bom, é melhor não entrar neste tipo de conversa besta, mas o fato é que estes “mundos” vem se misturando. Os gamers passaram a fazer cada vez mais vídeos no estilo vlogger e os vloggers passaram a fazer vídeos de gameplay. Acho que o grande ponto positivo nisso aí é a valorização que os games ganharam nos últimos tempos.


De fato, falar sobre a vida e ainda trazer um conteúdo gamístico relacionado é muito difícil. É muito difícil falar e jogar ao mesmo tempo. Não é fácil trazer algo novo quando um monte de gente está falando sobre o mesmo assunto. Mas, quando a pessoa tem um diferencial, ela sempre se destaca (acho que isso é um tipo de lição de vida). É o que tento, por exemplo, fazer aqui no blog. Eu acho que as partes em que mais me divirto (e espero que as pessoas se divirtam também) são as legendas e esses parênteses doidos que eu coloco no meio do texto com piadinhas ou reversão de pensamento ou não (coisa idiota que nem eu sei de onde peguei).


Claro que ainda vão existir youtubers de games que vão focar somente em dicas, gameplays fodas e tals, mas isso não vai ser mais a regra. Até porque, com o aumento vertiginoso de público que passamos desde o começo do ano, fica bem estranho o cara continuar só falando de das melhores armas e killstreaks num futuro Black Ops 2 ou de como se dar bem GTA 5. A aproximação com o público traz mais patrocínios e, como eles mesmos dizem, #YOUTUBEMONEY. É bom sempre ficar atento a um produto que geralmente afasta as pessoas (jogar e editar vídeos tomam tempo) quando ele passa a aproximá-las do “famoso”.


Ficou um texto meio confuso e epiléptico mais uma vez, mas acho que ficou bom. Se não ficou me diga.

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