5 coisas que irritam no curso de Comunicação Social

Ah, a Comunicação Social! Curso de quem não sabe o que fazer da vida. Diz aí se alguma situação dessas não aconteceu com você na infância ou adolescência. “Nossa filho, como você desenha bem e tem boas ideias… já pensou em ser publicitário?”. Ou então “Meu sobrinho fala muito, só tira dez em português/ganhou-algum-prêmio-whatever-de-redação… acho que vai ser jornalista”. Ok, nenhum pai deseja que seu filho faça um curso de Comunicação Social, mas já que fez, tem que dar apoio né? Pais são pais.



A foto não é minha. Me processa!



Aí chegando na faculdade, eu, um cara irritado e irritante facilmente irritável por natureza, me deparo com situações que fazem minha cabeça doer ao extremo. Pois bem, depois do sucesso (ou não) do post sobre 5 coisas que irritam em religião, volto com força neste Top Five de merda. E, dessa vez, fui auxiliado pela Giovana Cabral, que deu ideias e inspirações para a produção deste emaranhado de irritações.

5- Leia mais jornais

A palavra jornal pode ser usada para várias coisas. Neste caso, para os jornais impressos mesmo. Já ouvi muito durante o curso: “Você tem que ler jornal, pois só ele traz a profundidade nas notícias diárias”. Uma certa época atrás eu até lia jornais, mas eles se tornam um saco a partir do momento que sua usabilidade é péssima, a leitura fica lenta e seu entendimento de mundo mais lento ainda. Meu amigo, se eu quero me informar profundamente sobre um assunto, eu tenho a internet, que é muito mais rápida que qualquer porra que dependa de garotos em uma bicicleta enferrujada. Para de ficar me empurrando esse papel sujo e anti-ecológico pro meu lado. Rio+20 aí e ainda querendo nos convencer de que jornal é bom? Ah, fica no twitter um pouco tá?!

4- A internet é uma coisa muito nova

Qualquer um se irritam quando infiéis criticam sua religião. Então, só para deixar claro, minha religião é a tecnologia e minha seita é a internet. Aí chega um puto pra falar que qualquer iniciativa na internet não é duradoura ou passível de validade e métrica. Seus malditos, abandonem seus Windows 98. Abandonem o .doc, esse enviado do inferno. Parem de criticar uma tecnologia consolidada, crescente e que está presente há não sei quantos anos aí (procurem na Wikipedia este dado… ah? Você não confia na Wikipedia, então use a Barsa). Não tenham medo de dizer que é na internet que se busca uma informação verdadeira, direto com a fonte, e não com seus jornais impressos e telejornais superficiais.

3- “Faz uma pauta aí. Entrega em 10 minutos.”

Confesso que não sei como funciona o trabalho de um pauteiro/produtor em um veículo de comunicação dos grandes, nível nacional. Mas acredito que eles não fazem uma pauta completa em 10 minutos. Então, por que caralhos nós temos que, no começo da aula, produzir uma pauta com encaminhamento, roteiro e sugestões em um tempo tão reduzido. E, o que é pior, a partir da um texto já pronto? Sério, isso me irrita tanto que deixei de ganhar pontos no final do bimestre por não fazer trabalhos deste tipo.

2 – “Você, como jornalista,…”

Ao menos no meu curso de Jornalismo, o que mais acontece é o José Serra comedor de todos. Mas essa frase também deve ser dita em outros cursos. O que não impede dela estar aqui. Parece que sua vida e seu jeito de tratar as pessoas tem de ser falso, manipulador e precavido contra qualquer coisa que  pode te atingir. “Você, como jornalista, não pode descer o pau em fulano por causa disso, disso e disso”. Ainda bem que não vou ser jornalista, daqueles de fazer reportagem. Martelo de Thor, credo! Não quero ter minha vida transformada em um monte de coisas que não posso fazer ou falar. Afinal, eu, como jornalista, devo prezar pelos costumes, moral e aquelas outras idiotices da vida pós-moderna/mariquinha.


José Serra aprova a comilança



1- “Vamos fazer uma análise semiótica disso…”

Chegamos ao estandarte da irritação em um curso de Comunicação Social. Nada me irrita mais do que isso. Muitas vezes essa frase é dita numa situação de humor, deboche ou ao presenciar algo incompreensível. No entanto, ela mostra como o aluno de Comunicação, esse ser que sou e que me traz ódio e amor ao mesmo tempo (na verdade não traz porra nenhuma, esse é só um enfeite de texto), é desligado de uma disciplina tão importante. Apesar de nunca ter me aprofundado, gosto muito de semiótica e de como é possível passar uma mensagem através de um modo nunca antes imaginado. Aí chegam os putos e, ao verem a pessoa caindo depois de escorregar na banana propagam a frase deste tópico. Tudo bem que você faz Comunicação, mas não exagera na galhofagem e no desrespeito velado. Não fode, pô.

A teoria do boné

Em toda a sorte de vestuário masculino, poucas peças me irritam. Terno e gravata + tênis me irrita muito. A utilização de camiseta regata na rua também me irrita profundamente.  Mas o boné… esse consegue me irritar tanto a ponto de que, cerca de duas horas antes de escrever este post, eu estava muito revoltado com este pequeno pedaço de pano que cobre a cabeça de idiotas.

Nunca gostei de bonés. Desde a época da escola, quando desde os vindos dos sítios até os moradores das “quebradas” usavam, esta peça me irritava. Pra começar, qualquer objeto que cubra a cabeça de uma pessoa deveria ser muito bem pensado e ter um propósito muito forte para ser ajeitado na parte superior do corpo. Sou contra, inclusive, a óculos escuros. Óculos escuros podem ser bastante irritantes.

Os caras ainda pegam e torcem essa aba até quebrá-la



Quando fiquei sabendo que os bonés podiam acelerar a calvície e que eram um bordel para caspa entre outras “doenças” capilares, me afastei mais ainda deles. Pensando hoje em dia, isso pode ter sido uma tremenda de uma hoax criada por nossos pais. Provavelmente eles temiam que nos tornássemos os manos, as más influências que eles odiavam. E eles tinham razão. Os bonés são produtos com etiqueta by Fido Dido. Agora lembrei que essa marca era ligada ao capeta na minha infância. Será que é assim até hoje?

Na região onde moro, carinhosamente apelidada por alguém da “capitar” como Faroeste Paulista (e kibada por mim no twitter), é comum o uso de bonés por duas causas. A primeira delas, de origem histórica e campestre, está ligada aos peões que, cansados de utilizar chapéu para ir à cidade, passaram a usar bonés. Bonés são menos agressivos que chapéus. Mas peões são legais. Pior são os caubóis (prefiro utilizar o termo em inglês, mas quero ser pejorativo) e os agroboys (ou seria agrobóis?) que usam boné à noite e para ir à faculdade. A maioria destes estúpidos nunca colocaram o pé na terra, nunca pisaram com suas botas de pele (ou seria couro? Estou confuso hoje) de jacaré em bostas de cavalo, nunca hunf… É o mais puro exemplo de “show-off do fazendeiro”.


Cabelinho desgrenhado, olhar baixo…
já vi esse filme



A segunda causa que impele o uso de bonés são os manos. Eles antagonizam com os caubóis: ouvem músicas diferentes, andam em carros rebaixados, usam óculos escuros à noite, etc. Mas o motivo da utilização do boné é o mesmo: tampar o maldito cabelo fora de ordem que eles não cortam justamente para usar boné. É um ciclo (ou seria círculo? Acho que desta vez escrevi certo) vicioso.

Porém, se os caubóis de bonés permanecessem em suas “camonetes” (AOW POTÊNCIA!) tudo bem. O problema é que esses caras possuem uma magia que atraem as garotas mais lindas. Isso faz a minha cabeça doer só de pensar. Como uma garota consegue beijar um cara que tá usando boné? Se alguma garota que já beijou um rapaz com boné puder me dizer eu agradeço.

Resumindo, o boné é uma demonstração de tosquice, mau-caráter e qualquer outro xingamento que você imaginar.

Hoje vi algumas fotos que me deixaram com ojeriza ainda maior de bonés. Uma garota linda ao lado de um sujeito de boné. Isso me deixa com tanto ódio que vou acabar o post aqui.