Pensei em fazer uma série de posts sobre coisas, atitudes e acontecimentos que me irritam muito. Além de eu ser um cara extremamente irritante, me irrito muito fácil com as coisas que estão em volta. A diferença é que eu guardo essa irritação dentro de mim. E, incorporando o espírito chinês de não guardar nenhum escarro ou pus no corpo (que nojo!), vou libertar todo o meu ódio aqui em assunto que todos gostam: religião.

5 – Palavra escrita

Segundo qualquer cristão, Deus é um cara foda. O cara criou o mundo inteiro, conversou com um monte de gente e depois foi tirar uma soneca que nunca acaba. Ok. Mas qual a necessidade dele deixar seus ensinamentos através de um livro? Tipo, o cara tem o poder de conversar com as pessoas, mandar anjos para isso, mas não. O cara gosta de complicar. Qual o propósito de se escrever um livro num mundo em que, até hoje, poucas pessoas sabem ler, escrever e interpretar? E o que é pior, a linguagem é complicadíssima. Isso acaba dando margem para a segunda coisa que me irrita muito em religião.

4 – Interpretação à moda caralha

O grande problema de um texto complicado, cheio de profecias mais abertas que champolas de prostitutas e mais rasas que um prato de sobremesa cheio de água é que isso permite qualquer interpretação. Qualquer discurso pode ser embasado citando como fonte a Bíblia ou qualquer escritura de qualquer religião. Você pode defender a escravidão, porque ela está lá. Defender a subsmissão das mulheres porque está lá. Defender que as mulheres devem ser independentes porque está lá. Como as Escrituras não são centralizadas e nem foram feitas ao mesmo tempo, sentimentos de amor, ódio, guerra e paz estão à poucas páginas de distância. Aí vem os pastores e padres jogarem discursos whatever na população, principalmente na TV.



O meio é a mensagem


3 – Gritaria

Particularmente, qualquer pessoa que grita ou se expressa de forma que todos num raio de 50 metros ouçam me irrita. Me irrita muito. Então, quando passo em frente a um templo neo-pentecostal, vocês já devem imaginar como fico. Qual a necessidade de ficar gritando, chamando a Deus? Não existe aquele negócio de interiorização dos pedidos? Quedê? E também não tem aquele outro negócio de que (voz de Rorschach aqui) “onde mais de um estiver eu estarei”? E, mais irritante ainda, são as frases ditas. São somente duas: “Glória a Deus” e “Aleluia”. Matar aulas de Língua Portuguesa para fumar na padaria e assistir TV por muito tempo dá nisso.



Onde está seu deus agora?


2 – Convencimento alheio

Existe alguém mais chato que o metido ao fodão cheio de conhecimento? Não? Acrescente aí que o fodão também é um fanático religioso. Pronto. Temos o perfeito idiota irritante. Tudo bem que você precisa passar sua religião “pra frente” semelhante a uma nota falsa, mas tem que ser às 8h do domigo? Tem que ser em todos os lugares, fazendo panfletagem (que suja as ruas, entope bueiros, etc), aparecendo em todos os canais de TV? E nunca se pode discutir com religiosos, pois eles não aplicam leis da lógica. Eles dizem “sou de Deus e sou uma pessoa boa”. Se você não é de Deus automaticamente é uma pessoa má. Não interessa se você economiza água e energia, dá dinheiro para o Hospital do Câncer ou, sei lá, joga uma moedinha para o pseudo-cigano.

1 –  Curandeirismo e charlatanismo

Pessoas de cabeça fraca são as primeiras que se deixam influenciar por jedis, digo, pastores. Normalmente quando a pessoa está com uma vida fudida ela procura algo no qual ela pode se agarrar. Veja o caso de uma prostituta. Enquanto ainda trabalha com ricos ela está numa boa. Depois que vai pro mundo do “vintão” ela se torna uma fudida. É aí que procura as igrejas: para a redenção. E é aí que entram o curandeirismo e o charlatanismo. Pessoas espertas observam a situação e, auxiliado por bons parceiros (deixa eu usar a palavra certa aqui) comerciais, inventam que estão curando alguém, tirando o capeta do corpo, etc. Depois arrancam dinheiro de várias formas e o resto você já sabe.

Pra falar a verdade, quem dá dinheiro para os outros comprarem carros, relógios de ouro e roupas de marca merece continuar sendo enganado. São as pessoas que amo: os idiotas.

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