Quando se é adolescente, você quer fazer repetidas atividades durante o dia inteiro. É nessa época em que nos acostumamos a fazer a barba que nem idiotas para que ela cresça mais grossa (embora a validade desta teoria seja duvidosa), que aprendemos a assistir TV (hoje, acessar a internet) tanto que nossos pais nos chamam de zumbis e onde também aprendemos a olhar para as garotas com desejo sexual tanto que depois fapamos até não ter mais forças no corpo.


É nessa época também que muitos dos jovens se viciam em futebol. Eu passei a assistir os jogos do São Paulo direto lá por volta de 2000, emendei com o vício em games de futebol que iam desde o simulador Brasfoot até os games de verdade da Konami e chegando ao bom e velho futsal de escola.

Sempre curti games toscos e sem sentido

Na minha escola, a quadra de futsal era o dobro do tamanho correto. Você corria pra caramba e o campo não acabava. Eu, sendo um nerd em descobrimento, só jogava no gol. Lembro até hoje do vexame que foi jogar no ataque e dar uma furada na frente da escola toda em um interclasse.

No entanto, não contentes com as duas aulas de Educação Física que tínhamos durante a semana, eu e os meus amigos criamos outra forma de praticar o esporte bretão. Durante o intervalo (naquela época já não falávamos recreio), colocávamos uma carteira ou cadeira nos cantos opostos da sala, fazíamos uma bola de papel, cola e durex e batíamos uma bolinha (opa!).

E tem aqueles que preferem origami

Não era exatamente um futebol, pois não havia contato. De um lado da sala chutávamos a bolinha e tentávamos fazer gol na carteira do adversário. Havia um limite máximo da área de chute, tudo para dificultar o jogo. Além disso, se a bola acertasse as “traves”, ganhávamos um pênalti, que era praticamente uma apelação com um chute de perto.

Com o tempo, os pênaltis passaram a ter barreiras constituídas de pés revestidos de tênis. Com mais tempo de jogo ainda, onde quase não errávamos mais os gols, colocamos definitivamente a barreira nos chutes diretos. Aquilo dava ao jogo uma dificuldade hardcore que faria com que os moleques que jogam videogame hoje em dia desistissem em duas tentativas. Teve até algum gênio que criou o chute por cima da barreira, que exigia uma habilidade maior que a do Messi para fazer gols. Mas, caso fizesse, o cara se tornava deus.



Obviamente que, certo dia, a brincadeira invadiu o corredor. O objetivo era esquecido e jogávamos somente para dar porrada e entradas desleais nos colegas. Ou seja, era mais uma brincadeira adolescente, violenta e apelativa. Bons tempos.

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