É sempre ruim admitir certas coisas. Se eu dissesse verdades para todo mundo, eu seria kickado de vários lugares: das amizades, da sala de aula, da família. E, querendo ou não, é importante e necessário ser admitido em vários lugares, caso contrário o melhor seria passar a jogar algum MMO por 24h, me tornar esquizofrênico ou viver dentro da igreja praticando boas ações.


Então, admito que já li “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins. Se você você não sabe quem é Richard Dawkins procura no Google porque eu não vou linkar nenhuma Wikipedia na frase anterior. O livro é mais ou menos, mas lá ele discorre sobre como o conceito de um ser individual foi criado pela cultura. Essa criação seria o trabalho de um meme, que não tem nada a ver com imagens que corriam no 4chan, ficaram famosas no 9gag, invadiram o Facebook e perderam seu humor nesse processo. Os memes, neste caso, tem um conceito semelhante ao dos genes. Eles seriam a estrutura básica que governam as ideias e os comportamentos humanos. Exatamente igual os seres vivos, eles precisam se reproduzir para continuar vivos.

Se você pensou nisso, você falhou miseravelmente

Todos sabemos que nosso corpo nada mais é que um casulo, uma proteção, para que os genes se repliquem. Quem não sabe isso é um fanático religioso ou um perfeito idiota. Os genes são as estruturas que governam o complexo mundo chamado “corpo” (que coisa linda que eu falei). Já os memes são as ideias que adquirimos, que governam nosso cérebro e que, semelhante aos genes, precisam de uma proteção (cérebro), se reproduzem (através da comunicação) e morrem (ideias fracas ou ultrapassadas).

Os memes são os que coordenam nossa memória. Ás vezes de forma agressiva. Peço desculpas a quem tem esquizofrenia ou tem algum próximo que tenha, mas esta e outras formas de maluquice nada mais são do que memes descoordenados que tomam conta do nosso cérebro.

Voltando ao assunto do penúltimo parágrafo, a pergunta que viria logo em seguida é: qual o maior de todos os memes? A ideia de que somos apenas um dentro de nosso corpo. Na verdade, nós somos aquilo que as ideias dos outros nos transformaram. A educação ou falta dela dada pelos pais nos formam, a escolha entre qual videogame comprar nos formam, etc. Somos um amontoado de ideias e justificativas que pegaram mais forte em nós do que em outras pessoas.

Os memes nos dão a ideia de que somos apenas um para que possamos ordenar a vida em sociedade. O que seria das leis se um puto dissesse que “Foi meu meme assassino que matou aquele cara”? A vida social seria impossível e nossas atitudes não poderiam ser julgadas e comparadas. Dessa forma, os memes se organizaram para que nossos corpos físicos pudessem ser organizados.

Mas aí você diria “Tá, muito legal, mas como posso confirmar que esses memes existem?”. Simples. Pense em uma música que, do nada, você começa a assoviar ou cantar baixinho. E que também você esteja numa fila. Então, esta é uma forma de exteriorização dos memes. Como eles precisam se replicar, o seu assovio pode despertar uma lembrança naqueles que estão fila, fazendo com que ele, em algum tempo, passe a assoviar a droga da música. Pronto, o meme se espalhou.

Leia o post ou apenas esta imagem. Dá no mesmo

O meme, como todo ser vivo, pode sofrer mutações. Muitos são selecionados pela nossa consciência e vivem em contínua transformação. Além disso, os memes podem ser transmitidos por diversas razões. Por utilidade, como o número da ambulância, por ser informativo, como o lançamento de GTA V, ou pelo seu conteúdo bombástico (geralmente ligado à sexo e violência) como… GTA V.



Uma dica para se acreditar na teoria dos memes é para acabar com o sentimento egoísta. Afinal, se o conceito do Eu não existe, não precisamos desejar as coisas para nós. Querendo ou não, o que queremos é para todos. 

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