Nascer no interior paulista implica em certas características geográficas que adotamos. Puxar o R ao falar é uma delas. Como nascemos aqui, não percebemos este regionalismo, mas, ao visitar cidades cada vez mais próximas do litoral do Oceano Atlântico percebemos o quão diferente falamos.


Nada que atrapalhe. No meu caso, por exemplo, acho que ainda puxo pouco o R em comparação com os próximos. Nada que uma faculdade de jornalismo e um fonoaudiólogo não resolvam.

Outros ambientes “fora da realidade” também alteram nosso linguajar. Um exemplo recente é a substituição do “gostei” por “curti”, proveniente do Facebook.

No meu caso, minha forma de falar começou a ser modificada por “agentes externos” quando comecei a ler Tex. Eu deveria ter uns 13 ou 14 anos quando adotei expressões como “patife” e “filho de cem mil víboras”. Além disso, a partir daquelas HQs passei a ter vontade de possuir uma Winchester, ter um nome indígena e comer um bife de três dedos de altura. Pensando bem, um bom nome indígena seria “Beiça de Macaco”. Mas deixa pra lá.

Tex e sua Winchester armada (opa!)

Depois minas influências passaram a ser os podcasts. Comecei pelo Nerdcast e logo expressões como “whatever” (que uso até hoje), “ou não” (idem) “free talkers”, “small talkers” e a impostação de voz de Sr. K foram adotadas. Nas minhas conversas na internet também adotei “viúvas do Dreamcast” (que veio do prefeito Vivacqua), e “opinião de merda” (direta do MRG).

Vou pular os memes obscuros dos fóruns brasileiros para não ser chamado de nerd bazingueiro. Entendedores entenderão.

Atualmente minha linguagem é baseada nos canais de games do Youtube. São várias expressões como “cotoco” (do Denissnider), “josney” (Funky Black Cat), “boneco” e “comer cus” (Colono), “caraiba” (BRKsEDU) e, a melhor de todas, “#soudeus” (MarquesZero). O pior, ou melhor, é que essas expressões ainda estão em construção e posso ouvi-las diariamente quando acesso minha conta no Youtube.

É uma screen dum vídeo do Marques. Use de wallpaper


Mais uma screen, mais um wallpaper



Não sei de onde virá a próxima leva de palavreados chulos que aprenderei, mas tem grande chance de vir de algum canto que está crescendo na internet nesse momento. Aguardem no Twitter a minha união a elas.

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