Review: Cave Story

Cave Story não é um jogo inovador. Ele não traz uma jogabilidade nova. Você pode dizer que o sistema de upagem das armas é novo, mas não é uma maravilha. Seus gráficos são ultrapassados (fica entre NES e SNES). Sua história é bem clichê. Seu sistema de mapas é uma mistura de Mario com o aclamado Metroidvania. Mas ele é bom. Bom não, ótimo, maravilhoso.



Pode parecer um jogo comum, mas não é

Pra começar, Cave Story não é um jogo novo e nem foi feito por uma grande produtora. Muito pelo contrário: um maluco só (explica-se, ele é japonês) criou o jogo inteiro. Isso lembra muito os tempos do NES onde praticamente 3 ou 4 caras criavam um jogo. O que mais atrai no jogo é a sua velocidade no combate. Essa velocidade se dá por causa da faceta do long jump. O personagem é capaz de dar longos pulos e, nesses pulos, desferir dezenas de tiros.

As armas do jogo são os destaques. Cada uma é útil em uma parte do mapa. Por exemplo, as bolas de fogo são úteis em ambientes de descida, como a floresta que há no game. Os mísseis são para os lugares inalcançáveis e geralmente no alto. A metralhadora, como em qualquer jogo, é um tanto overpower, permitindo até a voar. Além disso, as armas são evoluídas com os triângulos amarelos que os adversários soltam. Com elas, você pode upar as armas até o nível 3. No entanto, caso você vá perdendo life a sua barra de experiência com a arma também vai diminuindo. Sorte que é apenas com a arma que se está usando.

Tá essa bagunça e olha que eu fiz a limpa na área

O esquema Metroidvania é uns dos mais bem usados depois dos jogos que dão nome a esse estilo. São várias idas e vindas no mesmo lugar. Uma das missões que mais bem explicam isso é uma em que você precisa buscar cinco cachorros perdidos em um mapa para ganhar uma chave (SPOILER: que acaba sendo roubada depois). Outra missão consiste em buscar elementos para montar um objeto.

Não consegui dar a screenshot enquanto voava
com a metralhadora. Sim, uma METRALHADORA

Já que falei de spoilers do jogo, preferi não trazer imagens de várias áreas. As screenshots que se vê aqui é de uma fase bem avançada do jogo, bem antes do chefão mais difícil do game.

Digo a mesma coisa que coloquei no post sobre Mari0. Se você é ligado nos gráficos e acha Modern Warfare 3 melhor que qualquer Unreal só por causa do número de polígonos, você está no jogo errado. Isso aqui é para os nostálgicos como eu. A trilha sonora tem aquela pegada de repetição como na época 16-bit, o que agrada muito. Os adversários são parados e atacam a esmo. Exceto os papagaios, os melhores adversários do jogo.


Aliás, papagaios do inferno que seguram caveiras que lançam ossos é uma das maiores viagens de ácido que já vi nos games. Mas, se pensar bem, está certo, por que todo papagaio é filho da puta. Se bem que os papagaios da série Donkey Kong Country não eram. Ah, foda-se.

Minha relação com Final Fantasy

Existem alguns livros que gostamos muito, mas que, por terem sido lidos muito jovens ou sem o espírito da coisa, acabamos esquecendo partes da história. Esquecer partes de uma história não é necessariamente ruim, pois, se esses pedaços fizerem faltas, temos sempre a oportunidade de pegar o livro de volta, lê-lo e relembrar como aquilo era bom. Ou não.


Jogos de videogame que resistiram do começo da década de 90 (ou de antes até) até hoje são grandes blockbusters de venda certa. Alguns são ótimos e encantadores mesmo depois de tantos anos, como as séries Mario e The Legend of Zelda. Outros se tornaram obras Cult, como Earthbound/Mother. Por fim existe a classificação daqueles que se perderam no caminho, devido ao descaso dos produtores ou ao cansaço da fórmula. O grande exemplo é Final Fantasy.

Nunca entendi esses cachorros do inferno

Eu guardo um canto no meu cérebro para lembrar dos bons (e maus) momentos jogando a série da Square.  Comecei a série por Final Fantasy II (que na verdade era Final Fantasy V) e a história me cativou. Primeiro porque ela era muito boa mesmo. Quem não quer saber porque um meteoro caiu e quais as causas de os ventos terem parado? Isso é muito bom. Segundo porque foi o jogo que introduziu o Active Time Battle, sistema diferente dos RPGs que eu já tinha jogado. E terceiro porque, naquela época, era meu somente meu quinto ou sexto RPG jogado e, venhamos e convenhamos, era dos mais bonitos.

Depois veio Final Fantasy VI e acabou com a minha vida. FFVI está entre os melhores games que já joguei. A história é densa, os personagens carismáticos (olha na logo do blog e você verá Terra, uma das principais do jogo) e o sistema de tempo nas batalhas foi melhorado, lembrando muito o de Chrono Trigger (eu já tinha jogado a aventura de Crono quando joguei FFVI).

Fiquei muito infeliz quando a série saiu dos consoles Nintendo e foi para o Playstation. No entanto, arrumei um amigo para jogar Final Fantasy VII na casa dele. Eu ia lá todos os dias e, como era um RPG de turno, elaborávamos estratégias em conjunto. Discutíamos argumentando que tal golpe era melhor em tal momento, enfim, aquela nerdice. Terminamos FFVII e, claro, nos empolgamos para FFVIII. Naquela época eu já não acreditava como uma série podia ter ido tão longe. Oito é um número expressivo.

Então, ao chegar Final Fantasy Oito eu me decepcionei. Eu gostava das batalhas do sétimo jogo, aí a Square (acho que já era Square Enix nessa época) mudou tudo. Para mim, em um RPG, o que mais interessa depois da história é o sistema de batalha. Eu não curti o do 8, que trazia a opção de roubar a magia alheia. E outra: o jogo tinha carros. Não aceito meios de transportes tão modernos quanto carros. Deveria ser obrigatório nos RPGs o uso de aviões, dirigíveis, navios e trens, mas carros e motos já é demais! Parei ali.

Isso não é Final Fantasy

Por causa disso, perdi minha animação na série. Soube que Final Fantasy IX trazia ambientes medievais (diferente do VIII), os magos das antigas de volta e tals, mas eu nunca joguei. Até hoje não sinto vontade de jogá-lo, bem como os jogos seguintes da série principal. Final Fantasy X trouxe uma droga anexa chamada Final Fantasy X-II. Quando soube que um jogo da série Final Fantasy trazia um trio de mulheres porradeiras como principais logo depois do sucesso de “As Panteras” eu percebi que tinha ficado inteligente demais para jogar FF. Ou seria o jogo que emburreceu? Acho que foi os dois.

Enquanto o povo “curtia” FFVIII e FFIX, eu e meu amigo debulhávamos em Final Fantasy Tactics. Aquilo sim era um jogo de estratégia. Complexo mas atraente, ele trazia milhares de opções que devem ter alegrado os nerds por todo o mundo.

Depois do ano 2000, tive um hiato de Final Fantasy. Não joguei nada da série até descobrir os emuladores e as ROMS de NES e SNES. Foi aí que tive a ideia de fazer a “maratona Final Fantasy”. Em um ano zerei (ainda se usa esse termo? Prefiro mais “zerei” do que “fechei”. Whatever) os Final Fantasy I, II, III, IV, V, VI e Mystic Quest. Foi uma loucura foda. Lembro que quase fiquei cego de tanta coisa colorida e surdo por causa dos summons e músicas de entrada para as lutas.

Jogar Final Fantasy é uma questão de paciência. Diferente de Zelda onde você deve ser curioso (para encontrar objetos escondidos) e Diablo (onde é necessário habilidade e agilidade nos cliques), Final Fantasy exige de você perseverança. É frustrante entrar em batalhas longas, é chato fazer grindingpara matar chefões, é ruim ler linhas e mais linhas de bons mas cansativos diálogos. Mas é bom. Até Final Fantasy VII, terminar um jogo da série era muito recompensador e motivante. Você se acha um boss. Recomendo a todos que joguem, pelo menos, Final Fantasy VI (para mim, o melhor), Final Fantasy VII (para perceberem a revolução que foi) e Final Fantasy I ou II (para se perguntarem porque os produtores fazem jogos com tantas batalhas aleatórias).


Aliás, não recomendo a ninguém fazer uma maratona Final Fantasy. Se fizerem isso, comprem um estoque de fraldas, achocolatado em pó e salgadinhos com gosto de isopor.

O dia em que sacaneamos o email da faculdade

De vez em quando é bom reviver os velhos tempos e sacanear de forma infantil e apelativa as pessoas. Antes a marmota era combinada com todos os colegas para zoarmos alguém em específico. Hoje em dia, a zoeira vem via redes sociais.


Tudo começou quando o puto do Rodrigo Oishi enviou (de uma forma não esclarecida até o momento) emails sobre o LinkedIn. Eu até fiz uma brincadeira no Facebook, associando-o ao Good Guy Greg.


Não ficou muito engraçado

Só sei que os emails do Oishi foram enviados para TODOS OS ALUNOS DA FACULDADE. Porém, o mais interessante é que o spam chegou até mesmo para uma tal de Miriam, que nem sabia o que era Facopp nem nada. Na resposta, ela dizia que não conhecia o Oishi, que já tinha perdido a paciência e que não queria receber mais emails. O azar foi que ela deixou o email pessoal dela à mostra. Claro que o email dela estava no CC, mas a presença dele no corpo da mensagem me deu um estalo na cabeça.

Seu maior erro (clique para ampliar)

E se zoássemos a garota?

Muita gente pode achar que foi trollagem, mas não foi. A garota, até o momento, não respondeu aos emails e provavelmente não responderá. Mas a brincadeira tomou outro rumo que vocês conferem agora.

No último sábado, cheguei em casa cansado, abri a caixa de entrada e, sobre o assunto, havia apenas um email do Bruno Rosal, pedindo para que todos parassem de responder. Achei meio contraditório ele pedir isso em uma resposta e mandei outro email dizendo que ele não estava fazendo o que pedia. Foi uma brincadeira, um chiste. Algo jocoso. Logo puxei o assunto com ele no Facebook e começamos a combinar de ficar um zoando o outro nos emails, respondendo para TODO MUNDO. Fingimos que brigamos seriosamente e marcamos uma briga inclusive. Muita gente deve ter ficado puta, pois enchemos a caixa de entrada de gente que, por exemplo, está escrevendo TCC.

Depois disso, a brincadeira invadiu o Twitter e várias pessoas nos perguntaram se havíamos brigado de verdade. HAHAHAHA. Estávamos rindo da cara de todo mundo.

Serious?

Espero que mais brincadeiras como essa venham, uma vez que necessito de uma dose diária de diversão e idiotice.

Aquele resumo esperto da semana

Tava pensando em não postar nada neste fim de semana, mas não estava fazendo nada de importante. Então pensei “vou postar alguma coisa para os idiotas que acompanham este blog miserável”. Taí.


Terminei as aulas de carro e moto. Pra quem não sabe, estou tirando (esse é o verbo certo?) minha CNH para carro e moto. De moto vou confessar que é um porre ficar fazendo circuito. Ainda mais para mim, que perco a atenção facilmente com coisas boring, ficar fazendo um percurso de um minuto 237 vezes por aula cansa. Carro é mais legal, ainda mais porque tive uns instrutores safados.


#soudeus na direção
Deixa eu esclarecer isso. Ninguém me comeu (ainda bem), mas o legal de andar com o instrutor ao lado são os comentários cafajestes a respeito das piriguetes das ruas. O cara só faltava imitar o MC Saed e dizer “Essa novinha fode pra caralho, hein?!”
Finalmente começou o pega pra capar. Definição de tema, objeto de estudo, problematização, mil porras. Mas acho que vou gostar bastante. Muito por causa que vou abordar, juntamente com meu grupo, se as revistas digitais são um novo meio de comunicação ou apenas uma portabilidade das revistas impressas. Desculpe, mas não vou aporrinhar vocês com isso.

Além disso, estou escrevendo este texto depois de voltar de Prudente, onde reunimos o grupo para aquela discussão esperta (usei o adjetivo de novo) regada a chá com biscoitos, digo, maldades gratuitas e funks acadêmicos.

Não aconteceu nenhuma história insólita. Digo apenas que um novo Enertron deve sair no domingo ou na segunda (provavelmente na segunda, pois sou preguiçoso). Além disso, tô pensando em fazer uma nova série. Seria no estilo “Old but Gold” trazendo reviews de objetos da indústria cultural. Falaria sobre filmes, jogos e álbuns que curti, mas que são do passado e não merecem um review (que é para coisas mais novas). 


A única coisa é que não sou bom com nomes e não quero usar o clichê “Old but Gold”. O que Stuntman Mike faria nessa situaçãoQuem tiver ideias fala comigo. 

Review: Mari0

Gênio. Não conheço o cara que desenvolveu este jogo, mas ele merece um prêmio, um menção na história dos videogames, ou um muito obrigado de todos que jogaram este game.


Vou fazer um review contando como é o jogo ou a história. Afinal, todos conhecem a história da maioria dos jogos do Mario. Bowser sequestrou a Princesa Toadstool, codinome Peach, e você tem que ir de mundo em mundo procurando por ela. Você mata Bowser várias vezes e em todos os castelos, exceto no último. A principal contribuição deste jogo foi ter definido as características dos jogos de plataforma.



No começo, morri muito por causa de inimigos
que saíam “do nada” dos portais


Portal 1 e 2 são duas obras-primas criadas pela Valve. Basicamente você deve avançar por diversas plataformas (olha o Mario aí) resolvendo puzzles. Seu visual minimalista é oposto do visual colorido e cogumelado de Mario. Quase tudo é branco, com algumas sombras e poucas cores.

Colocaram esse logo no Paint

Jogar Mari0 é engraçado porque te desafia a terminar o jogo de uma forma diferente. Eu já passei pelas aquelas fases fáceis dezenas de vezes. Meu objetivo, logo de cara, foi tentar zoar o jogo ao máximo. E se ao enfrentar o Bowser eu jogasse ele na tela seguinte, onde aquele Toad desgraçado fica? Não vou contar o que acontece, pois não solto spoilers.

Outro objetivo meu foi fazer as teorias darem certo. E se eu pulasse por cima do mastro (opa!)? E se eu passasse pela fase sem matar ninguém, só jogando todos nos buracos?Outras eram pura trollagem. E se eu enganasse Bowser aparecendo na frente dele e depois atrás (opa!)? E se eu passasse pela fase dando aqueles pulos de portal em portal, quase quebrando o mouse na velocidade dos cliques?

O jogo ainda nos proporciona um editor de fases sensacional, que nos faz querer ser melhores que o Shigeru Miyamoto ao esboçar este jogo. Depois nos damos conta que somos uns merdas, pois estamos pensando nisso mais de 25 anos depois. 

Me lembrou muito o ZSNES

Temos também as opções de transformar o Mario do jeito que quisermos. Não mudei o meu porque quis manter a “realidade”. Mas pra quem quiser, o negócio é bem completo. Dá pra mudar até as cores dos portais.

Tantos chapéus quanto Team Fortress

Se você não curte videogames, não jogue. Sério. Se você é um jogador casual também não jogue. Se você é o cara que liga apenas para os gráficos, não jogue. Vai ser decepção na certa. Agora, se você curte uma jogabilidade perfeita e um humor non-sense, baixe este game. Maravilhe-se.


Ah, e baixe aqui seu Mari0 antes que a Nintendo e a Valve processem os caras.

Como as influências mudaram minha linguagem

Nascer no interior paulista implica em certas características geográficas que adotamos. Puxar o R ao falar é uma delas. Como nascemos aqui, não percebemos este regionalismo, mas, ao visitar cidades cada vez mais próximas do litoral do Oceano Atlântico percebemos o quão diferente falamos.


Nada que atrapalhe. No meu caso, por exemplo, acho que ainda puxo pouco o R em comparação com os próximos. Nada que uma faculdade de jornalismo e um fonoaudiólogo não resolvam.

Outros ambientes “fora da realidade” também alteram nosso linguajar. Um exemplo recente é a substituição do “gostei” por “curti”, proveniente do Facebook.

No meu caso, minha forma de falar começou a ser modificada por “agentes externos” quando comecei a ler Tex. Eu deveria ter uns 13 ou 14 anos quando adotei expressões como “patife” e “filho de cem mil víboras”. Além disso, a partir daquelas HQs passei a ter vontade de possuir uma Winchester, ter um nome indígena e comer um bife de três dedos de altura. Pensando bem, um bom nome indígena seria “Beiça de Macaco”. Mas deixa pra lá.

Tex e sua Winchester armada (opa!)

Depois minas influências passaram a ser os podcasts. Comecei pelo Nerdcast e logo expressões como “whatever” (que uso até hoje), “ou não” (idem) “free talkers”, “small talkers” e a impostação de voz de Sr. K foram adotadas. Nas minhas conversas na internet também adotei “viúvas do Dreamcast” (que veio do prefeito Vivacqua), e “opinião de merda” (direta do MRG).

Vou pular os memes obscuros dos fóruns brasileiros para não ser chamado de nerd bazingueiro. Entendedores entenderão.

Atualmente minha linguagem é baseada nos canais de games do Youtube. São várias expressões como “cotoco” (do Denissnider), “josney” (Funky Black Cat), “boneco” e “comer cus” (Colono), “caraiba” (BRKsEDU) e, a melhor de todas, “#soudeus” (MarquesZero). O pior, ou melhor, é que essas expressões ainda estão em construção e posso ouvi-las diariamente quando acesso minha conta no Youtube.

É uma screen dum vídeo do Marques. Use de wallpaper

Mais uma screen, mais um wallpaper



Não sei de onde virá a próxima leva de palavreados chulos que aprenderei, mas tem grande chance de vir de algum canto que está crescendo na internet nesse momento. Aguardem no Twitter a minha união a elas.

A teoria das magrinhas

[SPOILER ALERT] (!?) Antes de tudo, digo que este texto é altamente preconceituoso. Se você é mulher e gorda peço que feche esta aba.


É difícil (ou fácil) classificar as mulheres em nível de gostosura. Cada homem tem suas medidas e contornos preferidos. Eu, por exemplo, construo minha classificação baseado no corpo e no rosto da garota. Se o rosto for belo e o corpo mais ou menos, digo que a mulher é bonita. Se o corpo for belo e o rosto mais ou menos, digo que é gostosa. Se o rosto for belo e o corpo também, a mulher é linda. É simples e prático.

Claro que existem outras categorias mais específicas, como a Succubus, a camarão e o bagulho (que pelo nome você já deve saber o que é). Além disso, dou notas para as garotas. Tipo, acima de 7 a garota passa a ser gata pra caramba. De 5 a 7 é aquela bonitinha que, caso se produza da forma correta também pode ficar gata. Abaixo de 5 eu nem coloco na “tabela de classificação”. Só digo que está abaixo de 5.

Pensando nisso, eu e Bruno Rosal desenvolvemos uma teoria que acabei adaptando para o estilo de tabulação que descrevi acima. Chegamos à conclusão de que, se a garota é magrinha até uns 15 anos ou, sei lá, até uns 20, depois dessa idade ela tem grandes chances de ficar gostosa. Entenda. Ela pode até ficar gostosa depois dos 30, mas se ficar depois dos 20 melhor ainda.

Nem Pokémon evolui tão bem assim
Na época do “ginásio”, como era comumente chamado o período que ia da quinta até a oitava série, nós, garotos com hormônios ululantes, nunca demos bola (opa!) para as magrinhas. Todo mundo gostava daquela que já era mais desenvolvida, mais bunduda, mais peituda, mais coxuda. As magrinhas, bonitinhas de rosto mas com o corpo, digamos, atrofiado, ainda estavam em desenvolvimento para o esplendor que viria com o passar dos anos.

Quando ficamos mais velhos, percebemos que a maioria das garotas que eram “gostosas” na oitava série se tornaram gordas. Ou, para parecer mais gentil, “se desenvolveram mais”. Já as magrinhas, OMG! A maioria se tornou digna de, no mínimo, uma nota 7.

Com isso, chegamos à constatação de como éramos idiotas aos 15 anos. Podíamos estar apontando gostosas na rua e dizendo “já peguei”. Mas é foda. Como íamos saber que isso aconteceria? Ninguém nunca nos falou. E esse é o objetivo do texto.

Se você ainda está na escola leia com atenção este texto e compreenda seu significado. Se não entender, entregue para o amigo nerd mais chegado numa interpretação de textos. Se você tem um filho e preza pela felicidade dele, leia o texto em voz alta para ele. Eu não tenho filho, mas quando tiver este vai ser um dos textos que vou passar pra ele com muito orgulho.


Boa sorte, mano!

Enertron #002 : Rumores sobre a Steam Box


Chegamos ao segundo episódio do Enertron (uma a mais do que eu planejava). Nele eu comento os rumores que envolvem a entrada da Valve no mundo dos videogames domésticos, de mesa, físicos (e o que mais que define um console que dá pra pegar nas mãos).


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