Todo post sobre games eu tenho que começar citando o SNES. Por quê? Porque eu gosto demais deste videogame. Já disse que foi ele quem marcou minha vida. Naquela época, vários clássicos que sobrevivem até hoje foram lançados.


Quando um clássico era lançado no início da década de 90, seu estilo era logo definido. Ou era RPG ou era de luta, de briga de rua, de plataforma. Os games tinham estilo definidos porque a ausência de um meio divulgador do produto impedia que ele fosse lançado com o consumidor cego sobre o que estava comprando. Nem sempre essa regra era levada à sério, existindo capas de jogos que nos geravam a sensação de WTF!

Com a internet e, atualmente, com o Youtube, ficou mais fácil saber que jogo se está comprando. Você vê alguns vídeos, lê várias análises e pimba! decide sua compra. Ah, o jogo é um shooter RPG em terceira pessoa com características de stealth? Tudo bem, já tô sabendo.

Como disse, naquela época não era assim. Os jogos eram bem definidos e um não entrava no campo do outro. Com a chegada das três dimensões, mundos gigantes e detalhados puderam ser construídos, permitindo que o RPG passasse de simples upgrade de personagens e armas para verdadeiras histórias épicas com cutscenes, momentos de tensão, e, atualmente, quick time events.

Que eu me lembre, um dos primeiros jogos a ter “características de RPG” foi a série GTA. Em San Andreas, por exemplo, sua mira era melhorada conforme o tempo que você usava a arma. Suas capacidades de pilotar veículos também aumentavam conforme o tempo. Até o corpo e as roupas podiam ser melhoradas conforme o avançar da história. Tinha uma loja (Didier Sachs, lembrei depois) que era disponibilizada após terminar o jogo que oferecia ternos e roupas de grife. Coisas que todo bom malaco deve ter.

Com certeza a skill mais importante era a última

E as armas? Muitos jogos de briga de rua ganharam armas limitadas e quebráveis na geração 32bit. Em Fighting Force 64 (um dos meus jogos de porrada preferidos), as armas como pedaços de pau, cassetetes e outros tinham poder limitado. Após algumas porradas elas quebravam. Acredito que isto veio dos RPGs, onde a durabilidade das armas influenciava a gastança do seu dinheiro ou pensamentos sobre “será que dá pra chegar na próxima vila sem essa espada quebrar?”

A visão em primeira pessoa favorece
a apreciação de belas paisagens

No entanto, nos últimos anos, é o RPG quem vem ganhando características de outros jogos. Jogos em primeira pessoa passaram a ser quase o padrão em jogos assim. Afinal, explorar ambientes em terceira pessoa não é muito intuitivo e agradável. Um dos primeiros RPGs em primeira pessoa foi Ultima Underworld The Stygan Abyss. Ele ficou relativamente conhecido. Peguei para jogar e ele me lembrou muito Shadowgate do Nintendo 64. Outras características são a ação em tempo real (como em Mass Effect), o estoque bastante limitado de itens baseado no peso deles e, herdada de simuladores de namoro e de The Sims, o sistema de relacionamento intrincado e baseado totalmente no que você faz. Os scripts e clichês estão sendo jogados fora.

Gameplay de Ultima Underworld



Pensando de forma ampla, o RPG é o gênero que mais comporta outros gêneros. Você não consegue imaginar um FPS sem armas ou um jogo de plataforma sem botão de pulo. O RPG é o jogo que mais se modificou ao longo dos anos. Ele pode até estar por baixo hoje em dia, mas ele vai continuar sendo querido por muitas pessoas. 

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