Brincadeiras de infância: guerra de pedras

Quando se é criança e se está em grupo com outras crianças, é difícil sentar em um canto e brincar de Lego, por exemplo. A maioria das brincadeiras, obviamente, resume-se a machucar os outros coleguinhas com objetos que iam desde papel amassado, passando por gizes e “elásticos de dinheiro” e chegando a pedras.


Sim, pedras. Esses minerais nas mãos de crianças são verdadeiras armas de destruição em massa. Na época em que eu estudava da primeira à quarta série, milhares delas eram encontradas pelo chão de terra da escola. Inclusive chão de terra deveria ser proibido nas escolas. Acho que as mães que lavam roupa deveriam fazer um abaixo-assinado sobre isso, exigindo asfalto onde há terra vermelha.

Este objeto tem uma perfeita distribuição de peso. Use sem dó.

Então, a guerra de pedras acontecia nos minúsculos intervalos. Deveria ser uma meia hora de intervalo, mas isso, para crianças, é pouco. Consistia basicamente em um jogo de Worms sem turnos. Eram granadas sem tempo. Aqueles infantes tacavam pedras sem parar, especialmente quando a reserva do adversário acabava e ele precisava pegar mais munição no chão.

Como para sacanagem e humilhação todos são criativos e habilidosos, eu, no auge dos meus 9 e 10 anos, desenvolvi uma técnica. O dedinho e seu próximo seguravam uma pedra enquanto os outros três dedos lançavam outra pedra. Eu sou um descoordenado (quase um mongol, diria alguém mais sacana), mas essa skill permitia que eu fizesse Double Hit no meu adversário. Era uma técnica invejada que, somente após 11 anos estou contando para alguém.

Alvejar alguém era legal, porém na minha melhor história eu fui o alvo.

Em mais um dia de brincadeiras saudáveis, fui buscar, longe das árvores de proteção, lascas de cimento que serviriam como munição. Sempre as usava, pois elas “causavam mais dano”. Afastei-me da proteção e corri de costas para o adversário. Meu rival tentou me acertar com aqueles tiros laterais, mas Nossa Senhora das Costas Quentes me salvou. Consegui alcançar o local das lascas de cimento. Enquanto estava recolhendo as pedras, vejo aquele desgraçado lançar uma pedra para o alto, para que ela passasse pelas árvores. Óbvio que na quarta série não tínhamos aulas de física. Mas aquele filho de kenga, pelo jeito, já conhecia o conceito de balística. Olhei para cima e acompanhei a trajetória da pedra. Fui indo para trás para me proteger (minha grande burrada) e a observei novamente. Nesse momento o sol me cega e a perco de vista. Consigo me recuperar, dou um pulo e, mesmo assim, ela me atinge.
Não foi headshot (se fosse não estava aqui), mas ela quase acertou minhas bolas em formação. Foi na virilha. Caí no chão com uma dor excruciante e parei a brincadeira ali. Não dava mais pra mim.



Claro que no outro dia voltamos com a diversão violenta sem nos preocuparmos com nossa segurança.

Influenciador e influenciado: a relação dos RPGs com os outros estilos de jogos

Todo post sobre games eu tenho que começar citando o SNES. Por quê? Porque eu gosto demais deste videogame. Já disse que foi ele quem marcou minha vida. Naquela época, vários clássicos que sobrevivem até hoje foram lançados.


Quando um clássico era lançado no início da década de 90, seu estilo era logo definido. Ou era RPG ou era de luta, de briga de rua, de plataforma. Os games tinham estilo definidos porque a ausência de um meio divulgador do produto impedia que ele fosse lançado com o consumidor cego sobre o que estava comprando. Nem sempre essa regra era levada à sério, existindo capas de jogos que nos geravam a sensação de WTF!

Com a internet e, atualmente, com o Youtube, ficou mais fácil saber que jogo se está comprando. Você vê alguns vídeos, lê várias análises e pimba! decide sua compra. Ah, o jogo é um shooter RPG em terceira pessoa com características de stealth? Tudo bem, já tô sabendo.

Como disse, naquela época não era assim. Os jogos eram bem definidos e um não entrava no campo do outro. Com a chegada das três dimensões, mundos gigantes e detalhados puderam ser construídos, permitindo que o RPG passasse de simples upgrade de personagens e armas para verdadeiras histórias épicas com cutscenes, momentos de tensão, e, atualmente, quick time events.

Que eu me lembre, um dos primeiros jogos a ter “características de RPG” foi a série GTA. Em San Andreas, por exemplo, sua mira era melhorada conforme o tempo que você usava a arma. Suas capacidades de pilotar veículos também aumentavam conforme o tempo. Até o corpo e as roupas podiam ser melhoradas conforme o avançar da história. Tinha uma loja (Didier Sachs, lembrei depois) que era disponibilizada após terminar o jogo que oferecia ternos e roupas de grife. Coisas que todo bom malaco deve ter.

Com certeza a skill mais importante era a última

E as armas? Muitos jogos de briga de rua ganharam armas limitadas e quebráveis na geração 32bit. Em Fighting Force 64 (um dos meus jogos de porrada preferidos), as armas como pedaços de pau, cassetetes e outros tinham poder limitado. Após algumas porradas elas quebravam. Acredito que isto veio dos RPGs, onde a durabilidade das armas influenciava a gastança do seu dinheiro ou pensamentos sobre “será que dá pra chegar na próxima vila sem essa espada quebrar?”

A visão em primeira pessoa favorece
a apreciação de belas paisagens

No entanto, nos últimos anos, é o RPG quem vem ganhando características de outros jogos. Jogos em primeira pessoa passaram a ser quase o padrão em jogos assim. Afinal, explorar ambientes em terceira pessoa não é muito intuitivo e agradável. Um dos primeiros RPGs em primeira pessoa foi Ultima Underworld The Stygan Abyss. Ele ficou relativamente conhecido. Peguei para jogar e ele me lembrou muito Shadowgate do Nintendo 64. Outras características são a ação em tempo real (como em Mass Effect), o estoque bastante limitado de itens baseado no peso deles e, herdada de simuladores de namoro e de The Sims, o sistema de relacionamento intrincado e baseado totalmente no que você faz. Os scripts e clichês estão sendo jogados fora.

Gameplay de Ultima Underworld



Pensando de forma ampla, o RPG é o gênero que mais comporta outros gêneros. Você não consegue imaginar um FPS sem armas ou um jogo de plataforma sem botão de pulo. O RPG é o jogo que mais se modificou ao longo dos anos. Ele pode até estar por baixo hoje em dia, mas ele vai continuar sendo querido por muitas pessoas. 

Meu caso de amor com Diablo

Segundo eu mesmo na minha página “Eu e o FM”, meu jogo favorito é Ogre Battle 64: Person of Lordely Caliber, do, como o próprio nome diz, Nintendo 64. Esse jogo é tão bom que acredito tê-lo jogado mais de umas 100 horas tranquilamente. Já terminei várias vezes fazendo cada uma de um modo diferente.


Outros jogos multiplayer também já tomaram muito meu tempo, entre eles Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98, Brasfoot (muito jogado na casa de um amigo), Super Bomberman e Mario Kart 64. Esses jogos não merecem ser citados como os jogos que mais joguei. Com certeza desperdicei meses (ou até anos, no caso do jogo do Ronaldinho) nesses jogos. No entanto, como em todos os jogos multiplayer, cada partida tem um gameplay diferente, o que nos leva a jogar mais e mais.

Dos jogos singleplayer, ou seja, aqueles que são jogados no quarto escuro, o que mais joguei foi Diablo II. Acho que estou com umas 500 horas de jogatina. Não sei como é que o arquivo nunca deu pau no PC.

Só para deixar claro, como já disse no Twitter certa vez, me recuso a utilizar números arábicos para seqüenciar esta maravilha videogamística. Só números de macho, romanos, servem para os jogos da Blizzard. Se bem que os romanos não eram tão machos assim…, bom, whatever!

Diablo possui um gameplay que é o estilo da Blizzard: correr e matar. Certa vez minha mãe me sacaneou perguntando se eu só “matava bichos” em Diablo. Para jogar Diablo, você precisa paciência e um nível de hardcorismo alto. Uma missão pode durar horas. E você ainda pode se meter em sidequests (diga-se, em cavernas infestadas de monstros) muito demoradas.

Tirei as gostosas do Facebook e
estou usando esta imagem de wallpaper


O melhor jogo da Blizzard (chupem, Warcraft e Starcraft) pode te fazer chorar. Na primeira vez que fui enfrentar Blood Raven morri muito facilmente. Ele (ou ela, não lembro) corre de um lado para outro com aqueles milhares de esqueletos em volta. Como eu morri nesta droga. Quase desisti do jogo.

Diablo II nos faz tornar mais humildes. Nunca enfrentaremos um boss com metade do barra de life. Nunca enfrentaremos uma horda com a maça mais fudida que puta da Augusta. Quando um daqueles well surge demos graças a deus (ou ao diablo, ba dum tss). Se você não é humilde ou se acha o fodão, espere para morrer muito.

Voltando a falar do Twitter, nos últimos dias venho reclamando muito por ter que esperar tanto tempo por Diablo III. Joguei pouco do primeiro Diablo e jogo até hoje Diablo II. Meu nível de ansiedade está gigantesco. Encontrei neste post uma maneira de desabafar.



E para dar tchau, fiquem com o trailer de Diablo III. Acho que já assisti umas 20 vezes.



A origem do meu (in)útil conhecimento sobre música

Eu não sou do cara que se deixa influenciar fácil. Esta não é uma autodeclaração de fodelância, mas me considero, além de chato, um ser insuportável quando o assunto é lógica, propaganda, discurso, etc. Exceto na infância, onde caía em qualquer brincadeira de mau gosto (hoje chamado de bullying), sempre fui um cara desconfiado. Um dia vou descobrir o porquê. Resumindo, nunca tentem me aplicar um golpe antigo.

Tá, e o que essa introdução maluca tem a ver com um post sobre música? Ah, sim, uma das minhas principais fontes de cópia e aprendizado foi meu SNES. Ele, com certeza, era meu maior influenciador. Tudo que ele cuspia na TV eu acreditava. No entanto, mesmo tendo jogado Rock N’ Roll Racingdurante algumas horas na infância, nunca me interessei pelo estilo musical que dá nome ao jogo. Eu curtia as músicas dele sem saber que estava diante de grandes clássicos da música mundial.

Blizzard nos oferecendo ótimos jogos desde o SNES

Até uns 14 anos, eu não escutava música, no máximo ouvia. Era tipo aquele cara (branco) do “Homens brancos não sabem enterrar”. E o que rolava em casa? Minha irmã mais velha, que se acha até hoje a cópia da Alcione, curtia axé music (na década de 90, ou seja, É o Tchan), pagode, sertanejo e outros ritmos populares desse Brasil veranil. Minha irmã “do meio”, gostava de Sandy e Junior e algumas músicas internacionais. Eu, naquela época, só aprendia as letras, já que não sou surdo.

Tudo mudou com a música abaixo.



Essa bela canção que mistura ritmos e línguas de dois extremos do mundo (Japão e EUA) é o tema principal de Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tóquio. Esse filme meia-boca tinha músicas fodas. Na escola, meu amigo Diego disse que tinha baixado a música. Logo ele me emprestou um CD que tinha música. O compact disc (que nunca devolvi) ainda está aqui em casa. Acho que ouvi essa música umas 500 vezes em looping por umas duas semanas. Acho que só Guerrilla Radio, do Rage Against The Machine, bateu esse recorde.

A música do Teriyaki Boyz não vinha sozinha e perdida no CD. Nele também tinha músicas do Black Light Burns, a primeira banda de rock que curti. Sim, eu comecei por essa bosta. Gosto até hoje das músicas, mas reconheço que são um lixo. Aliás, eu já disse várias vezes que gosto de coisas toscas.

Do Black Light Burns pulei para o Limp Bizkit, o que foi bem fácil. Aí pronto, o rock já estava começando a correr nas veias. Aí veio Red Hot Chili Peppers, Velvet Revolver, Rage…

No entanto, nunca fui um aficionado por rock. As pessoas me consideram um eclético. Não sei se esse termo é o correto, mas o fato é que eu curto de tudo um pouco. Pode ser funk carioca, música paraguaia (comum entre os velhos paraguaios de Epitácio), death metal, música romântica ou dance.



O povo do ônibus que diga sobre meus conhecimentos na área. Sei cantar diversas músicas, lembro letras esquecidas (nem todas, afinal, como disse no primeiro parágrafo, não sou um fodão) e canto, do nada, uma música que faz as pessoas olharem para mim com cara de “CALA A BOCA, PORRA!”.
 

Idiotas e a valorização dos políticos

Ontem presenciei um diálogo horrível. Ao saber que um político importante estava na cidade, uma mulher conhecida minha dispara:


– Nossa, vou me arrumar por que Fulaninho está aqui.


Eu, de prontidão, respondo:

– Pô, legal, mas o que ele já fez para você que não seja somente a obrigação?


Ela, também de prontidão, responde:

– Nada, mas ele é político e nós temos que ficar perto. Aff, Leandro, parece que você não entende nada de politicagem e interesse. Nem parece que você faz jornalismo.


Agradecido pela parte que toca meu estimado curso superior, deixei a conversa. Fui assistir a pizza do Faustão, porque lá estava melhor. Viviane Araújo estava lá.

Muita gente valoriza certos cargos no Brasil. Concordo que alguns cargos são essenciais e primordiais para o desenvolvimento de qualquer país, como engenheiros, médicos, pedreiros e professores. Até mesmo juízes podem ser considerados importantes se levarmos em conta o grau de violência de certa região. Mas políticos são cargos, por si só, diferentes.

A maioria dos brasileiros encara os políticos como deuses ou demônios. Reformulando, esta relação é quase de suserania e vassalagem. Quando o nobre chega à cidade, todos param para recebê-lo e contemplá-lo. Quando o cara vai embora, mete o pau. Isso é coisa de idiota.

“Aproveite a posição;
é só abaixar um pouquinho mais a cabeça”

O correto seria a relação de representatividade. O político é você na Câmara dos Vereadores, no Câmara dos Deputados, no Congresso. Ele é só o avatar de uma vontade popular (ou deveria ser). Valorizá-lo não irá melhorar em nada a sociedade, uma vez que buscamos a igualdade, né Constituição?

Óbvio que a relação deve ser pautado no respeito (como qualquer outra relação), mas o ato de baixar a cabeça e esticar as mãos me lembra os senhores feudais. Só falta o filho da mãe chegar no camarote do Carnaval e gritar: “Estas terras são minhas”.


Acredito que uma das formas de mudança de mentalidade da sociedade passa por pequenos atos. Se você começa recolhendo o óleo de cozinha em vez de jogá-lo na terra, um pequeno passo foi dado para não poluir o ambiente. O mesmo pensamento funciona na política. Se pararmos de inverter valores, quem sabe, no futuro… algum dia… essa droga não melhora?

Não postei nada durante a semana; então aguente as consequências

Primeira semana de aulas depois da Campus Party. Não que eu tenha ido à São Paulo no maior evento de tecnologia e tenha ficado no ambiente de chocho mídia. Mas isso influenciou minha semana. No ônibus, a Mary (que odeia o uso do y no nome dela) só sabia falar como aquela semana no meio de computadores e barracas tinha sido foda (entre outras coisas). Ganhei dela míseros (brincadeira, gostei muito) autógrafos do Jovem Nerd e do Azaghâl. Já na faculdade, outra que voltou da #cpbr5 foi a Giovana, que me presenteou com um vídeo de agradecimento e filha-da-putisse do Prof. Maury. Pô, gostei muito. E olha que é difícil eu gostar das coisas. A Giovana também me trouxe uma caralhada de coisas à mente: TRABALHOS! Eu faço todos os trabalhos com ela, então esta relação é meio lógica. Uma porrada de trabalhos já chegaram, acompanhados do seu primo mongol e gordo chamado TCC.



Eu sou o PDFreire, mas tive preguiça de scannear isto

Lembrei agora, sim, no exato momento que escrevo isto, que postei algo durante a semana: a gravação do Putocast #001 com a minhaparticipação. Fui tão foda que agora me tornei um membro permanente do grupo. Sou um putocaster. Já até agendamos a próxima gravação com as garotas citadas no parágrafo anterior.
Nessa semana também comecei a ter minhas aulas sobre duas rodas. De segunda a quinta eu andei em cima de 125 cilindradas. No começo capenga, melhorei muito até ontem. Já consigo fazer o percurso que será exigido no teste com facilidade. Não que isso seja motivo para eu me gabar, mas para quem andou de bicicleta, sei lá, uns 30 minutos durante toda a vida, até que foi bom.

O mais tenso nessas aulas foi o calor. Aqui em Epitácio é uma mistura de calor paraguaio, sul-matogrossense, litorâneo e do agreste pernambucano. Eu já tenho um certo problema de sudorese que, pensando bem, era melhor não colocar aqui. Mas foda-se. O fato é que eu suava em bicas durante as aulas.

Falar em calor, nesta sexta-feira de Carnaval o tempo já está fechando aqui em Epicity. Isso acontece todos os anos neste período de festas mundanas, o que me deixa muito feliz.

Antes de terminar este post, lembrei de outra coisa foda que fiz nesta semana. Consegui mais de 1 milhão de pontos em Bejeweled. Sim, eu gosto de puzzles coloridos e bobos.

Eu sou foda… não, EU SOU O JÓQUER!



E pra fechar, um DVD maluco que encontrei na rua: GTA São Paulo (ou seria, GTA São Palio, um novo game da Fiat? Peraí, novo?). Será que os planos da Rockstar para Max Payne 3 foram mudados para sua principal série?

Ressuscite seu PSOne com essa bagaça

Participação no Putocast #01… ou seria #02?

Olá, depois de “tanto tempo” sem postar nada e de ficar o fim de semana sem net, eu volto com mais um post para você, seu bosta!


E volto em grande estilo, deixando para vocês minha participação na primeira edição do Putocast, o podcast dos meus amigos RicardoVeiga, Rodrigo Oishi e Bruno Rosal. Os caras insistem que este é o primeiro podcast, mas digo e repito que este é o segundo. Afinal, eles gravaram um programa piloto que, provavelmente, só eu ouvi.


Batemos um papo sobre a minha pessoa, sobre Facebook (que ficou com o conteúdo datado, mas tá valendo), sobre Oscar e sobre os pupilos do Fenômeno. Vale a pena baixar, ouvir e tentar dar risada com algumas piadinhas que fiz.


Apertem o play!



A trilha sonora de Deathproof

Responda rápido qual o melhor diretor de cinema que põe as melhores trilhas sonoras nos filmes? Quentin Tarantino. Muita gente não gosta do filmes dele, muito por causa da falta de um roteiro centralizado e, muitas vezes, pela falta de final.


Mas eu gosto. Conheci um dos meus filmes preferidos, Deathproof, através de um colega. Justamente as características que descrevi acima me chamaram atenção. Além disso, o filme tem carros fodas, diálogos de mulheres idiotas e violência sem causa, só pela psicopatia. Isso tudo nos traz vários temas possíveis para músicas.

Um dia ainda vou ter uma jukebox igual à deTarantino. Enquanto esse dia não chega, decidi listar as melhores músicas de Deathproof, este filme totalmente maluco.

A jukebox é legal, mas a garota da direita faz dança erótica.
É uma luta injusta.

A primeira música do filme já é foda. A cena de abertura do carro numa estradinha correndo na toda, tocando The Last Race de Jack Nitzsche é sensacional. Os roncos de motores ajudam para entrar no clima.



E temos também o clássico Enio Morricone com Paranoia Prima, que, no filme, é cortada pelo ronco do carro que é a prova de morte.



Várias músicas tocam na jukebox do bar. O álcool rega as relações sociais enquanto a melhor música do recinto, Staggolle, do grupo Pacific Gas & Eletric, é tocada.



O que não dizer da música para a dança erótica de Butterfly? Down in Mexico (The Coasters) nos faz bater palmas no seu ritmo.



Stuntman Mike ressurge do acidente ao som da música mais cafajeste do filme: It’s so Easy, de Willy DeVille.



E, fechando as músicas marcantes, temos a música do fechamento, que parece ser cantada por japonesas (mas não é). An April March vão de Chick Habit.



Bom, este post é rápido e termina com um #fikdik. Assistam Deathproof.



O que Stuntman Mike faria ao ler este post?

5 motivos para não assistir “Alcatraz”

Inspirado no dilema de um amigo meu, resolvi explicar porque não devemos perder nosso tempo assistindo o novo seriado de J.J. Abrams, “Alcatraz”. O cara não sabe se lê As Crônicas de Gelo e Fogo ou se assiste 832 seriados. Vamos solucionar o problema. 


5) Bem vindo, Charada!

“Vou comer a tia do Bátima”…
ops, personagem errado
Por que tantos mistérios? Por que uma ilha? Por que personagens supostamente envolvidos com a história do lugar sem saberem que estão tão envolvidos assim? Por que tanto suspense? Por que viagens no tempo só para tocar músicas que foram esquecidas, vejam só, no tempo? Sério, eu não aguento mais histórias que enrolam, enrolam e enrolam em tramas de suspense sem respostas. O mundo não precisa de mais perguntas.

4) Você aqui? De novo?

Eu gosto dos papeis de Jorge Garcia. Acho ele um bom ator. Era um dos meus preferidos em Lost. Mas qual a necessidade de ele voltar em mais um personagem atrapalhado? Ele se tornou o palhaço preferido de J.J. Abrams? Só quero ver qual será a nova obsessão dele. Afinal, quero novos números para a Mega Sena.


Bandidos que viajam no tempo? Já não chega o fdp do pai do Jack? Quem assistir essa droga até o final vai ter que engolir falhas de roteiro em relação às mudanças de acontecimentos do passado e sua influência no futuro. Mas J.J. Abrams segue a corrente de que o passado não muda o futuro. Um pastor evangélico inspirado em Mr. Eko não vai fazer a diferença para aqueles bandidos mais assustadores que fantasmas de Ghostbusters. E além disso, as mortes não são naturais, já que a ilha só mata quando ela quer.

2) Uma chaprosca!

Li na revista IstoÉ que cada bandido terá um episódio próprio e que serão 302 vezes 40 minutos desse seriado. Se for assim, espere lá para 2025, compre o box com todos os episódios e assista apenas a última temporada. Outra coisa, duvido muito que J.J. Abrams já sabe o perfil de cada bandido ou tenha rascunhado uma caralhada dessa de episódios. Aí ele vai demitir os roteiristas que o ajudaram e perder o fio da meada, vai vendo.

1) J.J. Abrams

Só esse nome me assusta. O cara é bom, mas gosta de complicar as coisas desnecessariamente. Se você não é bom para escrever sobre influências no espaço-tempo, não escreva. Faça um bom roteiro, um pouco mais simples. Sabe o que vai acontecer? Os 3 personagens principais vão descobrir que foram ou serão prisioneiros de Alcatraz e aí o nome da série mudará para Prison Break. Tô com ódio do J.J. Abrams.



Me diz aí, HBO (a única que faz seriados de qualidade), que tal um seriado baseado no período que Vin Diesel ficou na cadeia?
O jogo The Chronicles of Riddick: Escape from Buther Bay merece uma série. 



Ah, e leia as Crônicas.

Personagens deformados, cabeças gigantes e mapas desproporcionais: o estilo super deformed

Se uma característica ruim os RPGs da geração 32-bits levaram embora, com certeza foi a perda de carisma dos personagens. Acredito que esse carisma vinha do formato dos sprites (personagens). A cabeça gigante e as poucas expressões faciais (às vezes demonstradas com pequenos balões ou com imagens em tamanho maior ao lado das falas) tornaram-se símbolos das eras 8 e 16-bits. Esse estilo de design de personagens ficou conhecido como super deformed.

Vários clássicos foram feitos em super deformed. Dragon Quest, Zelda, Chrono Trigger, Earthbound. Os japoneses se inspiraram (Capitão Óbvio aqui) nos mangás. Isso é visto na caracterização dos sprites, onde a parte do corpo mais importante é a cabeça e o sentido mais usado é a visão (por isso os olhos gigantes). Claro que o poder de processamento das máquinas da época não permitia movimentos corporais complexos, tornando o estilo super deformed a saída.

Ness, de Earthbound: as mina pira
com o estilo super deformed

Mesmo com a chegada das três dimensões, alguns jogos continuavam adotando o SD. Ele pode ser visto na exploração dos mapas em Final Fantasy VII. A obra-prima da Square para o PS1 só tinha gráficos em 3D nas batalhas. Apenas nestes ambientes os personagens tinham membros “proporcionais”. Uso aspas, porque Cloud Strife tinha tosadores ou qualquer outro objeto em vez de mãos nas extremidades dos braços.

Com a exigência de gráficos cada vez mais realistas, jogos no estilo super deformed foram minguando. Final Fantasy IX fez um revival do SD e logo foi criticado. Como a série FF sempre foi vanguardista, trazer gráficos neste estilo foi visto como saudosismo. A mesma coisa com Blue Dragon, um dos primeiros títulos para Xbox 360. Apesar de lindo, foi, de certa forma, renegado por “apelar ao velho estilo”.

Muita gente odiava Zidane desde essa época

Disgaea (PS2), por exemplo, trazia tudo o que um RPG das antigas apresentava: evolução aprimorada dos personagens, sistema de batalha por turnos, humor inocente, etc. Mas seu estilo mangá e super deformed foi alvo de críticas. Até mesmo o último Pokémon (Black And White, de DS) trazia personagens SD quando muitos imaginavam mais realismo. Se bem que Pokémon não tem nenhum apelo realístico.

O Japão se tornou a Meca do SD. Muitos jogos só saem lá. Os RPGs ocidentais apresentam, desde sempre, um estilo mais realístico, baseado em Dungeons & Dragons. Aqui, o uso de câmeras em primeira pessoa e ausência de companheiros de viagem é comum. As séries The Elder Scrolls e Mass Effect, além de Dark Souls (que é japonês, mas traz jogabilidade ocidental), trazem em cada pixel um grande nível de detalhamento.

E se os personagens eram vistos em tamanhos desproporcionais, o que dizer então dos mapas? Os mapas das gerações NES e SNES traziam as mesmas características: o personagem era do mesmo tamanho de florestas, dungeons, montanhas e cidades. E você reclamava da cabeça ser maior que o corpo…

A Nasa confirma: a cabeça de Link pode ser vista da Lua

Os mapas-múndis traziam sempre meia dúzia de cidades, com meia dúzia de NPCs em cada uma delas, vendedores ávidos por ganharem dinheiro (foram aqui que surgiram as lojas 24h) entre outras bizarrices que, hoje em dia, tornaram-se objetos de piadas. Ninguém dormia e todos tinham sempre a mesma resposta (que não tinha nada a ver com flechada no joelho). Não havia os mapas gigantescos dos MMORPGs e nem o complexo sistema de estradas e rotas de Skyrim. Enfim, o mundo era mais simples, mas não menos vivo.

Como bom saudosista, sinto falta da inocência promovida pela desproporcionalidade.