Já devo ter contado aqui que meu gênero preferido de game é o RPG. Não sei quantos eu já terminei sozinho ou com amigos, mas foram muitos. Muitos mesmos. Deve dar uns cinquenta fácil. O RPG me prende, em geral, por dois motivos: história e jogabilidade.


Quanto à história, eu sou daqueles que lêem todos os diálogos. Eu passo a pensar como o protagonista do game. Se sou Locke, o ladrão de Final Fantasy VI, eu sou Locke, o ladrão fodão. Se sou o Link, saio batendo em qualquer coisa, mexendo em tudo, procurando qualquer coisa que funcione. Se sou o Mario de Super Mario RPG ou de Paper Mario, sou idiota e acredito em tudo o que os outros falam. Essa frase escrita com “sou idiota” não caiu muito bem, mas tudo certo.

O outro quesito é a jogabilidade. Não adianta ser aquele RPG de turnos, onde cada um respeita sua vez. O “como fazer” faz muita diferença. Para começar, a obrigação da batalha é não ser lenta. É por isso, por exemplo, que abandonei Final Fantasy depois da oitava versão. Não digeria mais encontros aleatórios e lenga-lenga na batalha. As lutas tem de ser bem rápidas e pensadas em posicionamento, como em Chrono Trigger, ou com ação em tempo real, como em Secret of Mana, ou com elementos de plataforma, a exemplo dos RPGs do Mario. Ou então outro diferencial.

Depois dessa breve (breve?) introdução, vou mostrar aqui RPGs que eu considero bons mas que, por algum motivo ou burrice mesmo, deixei passar. São jogos para plataformas das quais pouco joguei. Me arrependo amargamente de não ter jogado, mas, como nunca me interessei por gráficos, nunca será tarde para conferi-los e saboreá-los. Vamos à lista (tentei estabelecer uma ordem, mas ela pouco interessa):


E você reclamava da Rainbow Road


Dizem que a graça dele é jogar com mais três pessoas. Imagino a loucura que é quatro personagens coloridos em um ambiente colorido, com várias coisas coloridas, batendo de um lado para o outro. Insano. Li também que jogar sozinho não é tão bom, mas gosto de inventar em RPGs, como não usar certos tipos de itens, etc. Dizem que Heroes of Mana é muito bom também. Eu tinha jogado muito Secret of Mana (SNES), mas Legend of Mana (PS1) cagou na minha cara. Fiquei cabreiro com a série, mas vi que esse jogo é produzido pela Nintendo com o desenvolvimento da Square Enix. Então deve ser bom.


O cara que curte um hentai pensa:
“Droga! Desse ângulo não dá pra ver nada!”


O último grande RPG do PS2. Produzido pela Sony com desenvolvimento da Level-5, este jogo ficou conhecido como “FFXII Killer”. Tem uma guerra entre facções e um pirata espacial (quero ser isso no futuro) como protagonista. Os gráficos aqui chupam o poder do PS2 até o bagaço, o visual é em cel-shading (modinha que está passando só agora) e a história tem uma ótima dublagem. Não entrou na onda de ser um hack’n’slash com subidas de level. Uma pena os puzzles serem simples como um… sei lá, não imaginei nada simples.


Adoro danos absurdos


Gosto muito da série Tales of. É uma das minhas preferidas. O que mais gosto na série são as batalhas em side scrolling, o que me deixa atento para massacrar o inimigo na porrada. No entanto, pelos vídeos, a arena parece ser em 3D, o que deve me desafiar a abandonar o estilo antigo. Lembro que joguei muito Tales of Phantasia no GBA. O visual também agrada, afinal, quem não gosta de garotas japonesas vestidas com pijamas? Não pode ser ruim.


Se você achou isso feio vá jogar Pong


Não sabia que era o oitavo jogo da série SaGa. Quer dizer que tenho sete jogos antes desse para jogar? Grrr!!! Escolhi a segunda versão desse jogo porque foi a que me pareceu mais polida. Lançado em 2000 aqui no Ocidente, o jogo parece uma obra de arte. Eu não entendo muito, então fui na Wikipedia e lá está escrita que a fonte foram os quadros em aquarela. Aproveitei e li também que é permitido escolher o caminho que se quer seguir. A não-linearidade e a ação por turnos já me conquistaram. Há algum tempo,quando vi um tal de Romancing SaGa não me interessei pensando que fosse um simulador de namoro japonês. Hoje me arrependo. E, pô, a Famitsu deu 35/40 pouco tempo depois de dar 40/40 para Ocarina of Time. Tá, alguém me vende um PS1?


Só nerds entendem essa bagunça


Esse é um clássico. Envergonho-me de não ter jogado. Se milhões de pessoas (inclusive eu) adoram Final Fantasy Tactics, então Tactics Ogre, que é mais antigo e serviu de base para o irmão famoso deve ser ainda melhor. Uma das coisas que me davam no saco em FF Tactics eram os personagens frescurentos. E, caralho (desculpe o palavrão, mas ele foi necessário), a direção é de Yasumi Matsuno (tô lendo na Wikipedia agora), o cara por trás de Ogre Battle e Vagrant Story. Isso aliado ao meu gosto por RPGs de estratégia mais simples, como Fire Emblem e Advance Wars… ah, surtei!


Escrevendo este post percebi o quanto sou mal informado. Quero entrar em uma máquina do tempo agora! 

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