Aí ontem assisti o novo Missão: Impossível (filme que gerou uma quantidade inacreditável de dois pontos no título deste post). Tom Cruise está lá, inclusive produzindo o filme, e todos aqueles apetrechos tecnológicos que qualquer nerd venderia a mãe para ter. Mas bom, vamos analisar certos pontos.



Essa jaqueta surrada e as cores pastéis de
areia do deserto já mostram que o cara
está fudido

A trilha sonora é, claro, de Michael Giacchino, produtor musical de outros conteúdos menos famosos, como Jurassic Park, Medal of Honor, Call of Duty, Alias e daquela série pouco conhecida, Lost. Eu sei que a música tema de Missão: Impossível não pode ser tirada da série de filmes e até concordo com isso. Uma boa trilha pode ser tocada várias vezes. Mas Giacchino sofre do mesmo problema de produção musical da série The Legend of Zelda. O cara simplesmente troca o ritmo e os instrumentos, ou sei lá, inverte a porra toda e, puf!, temos uma nova música. Sério mesmo, tô cansado disso.

Os clichês de filme de ação/aventura/assalto continuam presentes como o relógio de bomba que chega próximo do zero, mas que não explode; o pulo em uma plataforma onde outras pessoas o seguram de cair em um abismo; os tiros de assassinos profissionais que (quase, sim, tem um) nunca acertam, etc. No entanto, os clichês não foram postos à toa. No pulo de plataforma, por exemplo, Tom Cruise (não consigo chamá-lo de agente Hunt) estava vindo de um rapel feito com uma roldana vagabunda no maior prédio do mundo. Imagino o que a velocidade do ar não faria com o corpo de uma pessoa.

O enredo não poderia ser mais elaborado. Putz, depois dessa frase você deve estar pensando que achei o filme uma bosta. Calma. Voltando ao enredo, ele pega o principal assunto em voga no momento, que são os espólios nucleares da União Soviética e mistura com um fundamentalista europeu que acredita que a raça humana evoluirá em caso de guerra nuclear. Sim, evoluiríamos para um bando de Hulks, mas discutir com louco é inútil. Vilões russos estão na moda agora. Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3 seguiram pelo mesmo rumo. Parece que os produtores de filmes e jogos querem deixar os terroristas árabes um pouco de lado agora.

Parece até um quarteto de Final Fantasy

Então, mas por fim, gostei do filme. Ela não é uma obra-prima, porém seu enredo não procura ser grandioso (apesar de eles salvarem o mundo de uma guerra nuclear). A IMF perdeu seus poderes e nota-se a decadência do agente Hunt (consegui): ele estava na prisão (em uma missão, mas estava), se fodeu muito durante o filme, inclusive fisicamente, e nem estava fazendo a coisa mais importante na missão final. A desconfiança do governo dos EUA no IMF nos faz pensar na própria decadência americana neste começo de século.


Recomendo assistirem ao filme, que está mais engraçado no estilo James Bond, com aquelas piadas sobre codinomes e dificuldade das tarefas. Apreciem este que pode ser o último Missão: Impossível. Ah! E se tiver um próximo, quero que os vilões sejam chineses.

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