Combates em RPG: o tempo real, os turnos e os sistemas de batalha

Se você já se meteu em uma briga, sabe que não há regras. Quando se é moleque ainda, braços cruzam o ar com força e sem muita objetividade. Se acertar, acertou. Se errar, o próximo braço já está à caminho. Não seria legal se as brigas de rua tivessem regras como, por exemplo, ataques por turno? Não, não seria.


Nunca gostei de brigas, mas, no RPG virtual, sempre procurei uma boa briga. O que mais gosto nos RPGs das antigas é a estratégia em desferir o melhor golpe possível, utilizando um menu de golpes físicos e psíquicos extenso. Afinal, cada adversário exigia um golpe específico. Um monstro aquático geralmente é imune contra golpes de fogo e fraco diante de golpes baseados em eletricidade, como o Lightning. E já reparou como o Lightning (ou seu irmão Thunder) estão presente na maioria dos RPGs? Os produtores de jogos realmente gostam nos chocar.

Lightning em Ogre Battle 64


Meus RPGs favoritos são em turnos. Mesmo em Ogre Battle 64 é possível escolher quem será atacado a cada turno. No entanto, outros jogos respeitam bem o conceito de turno, como em um jogo de cartas. É o caso, por exemplo, dos RPGs do Mario. Em Super Mario RPG, você tinha as lutas por turno, que inclusive mudavam para as telas de combate, no melhor estilo Final Fantasy. No entanto, a quantidade de inimigos não era muito grande e eles não apareciam de forma aleatória, em semelhança a Chrono Trigger ou aos RPGs de ação, como Zelda ou Mana. Nos RPGs de Paper Mario e Mario & Luigi a única característica que sobreviveu em relação ao clássico de SNES foram os elementos de plataforma nos cenários e durante as lutas.

No entanto, a maioria dos RPGs não possuem os comandos básicos de plataforma. Alguns deles até possuem aumentos no ataque com apertos de botão no momentos das espadadas. Apesar disso, as batalhas não precisam ser necessariamente lentas.

Voltamos ao clássico Chrono Trigger. É difícil falar da história dos RPGs sem falar das aventuras de Crono. Neste jogo você possuía uma barra de energia e só podia atacar quando ela estivesse cheia. Era a chamada Active Time Battle, que havia surgido em Final Fantasy IV, mas que foi aperfeiçoada neste jogo. Ataques em dupla ou trio só poderiam ser executados caso as barras dos personagens envolvidos estivessem cheias. A posição dos personagens também influenciava. O “Ataque em X” de Crono e Frog não atingia qualquer inimigo, mas somente aqueles que estivesse no encontro das duas linhas de ataque que eles formavam.

A barra cheia indica que Crono pode atacar.
Lucca e Marle devem esperar.


Outros jogos também criaram novos sistemas de batalha ao longo do tempo. Um dos últimos exemplos em relação aos combates por turno foi o Active Dimension Battle, de Final Fantasy XII. Com ele, os personagens podiam andar durante as batalhas, buscando o melhor posicionamento (ou não).



Quanto ao meu jogo favorito (Ogre Battle 64, é claro), era imprescindível a posição dos combatentes. Você podia mudar a sua formação, colocando arqueiros na linha de trás, por exemplo, ou atacar determinado grupo por trás ou pelos lados, colocando o líder deles de frente, facilitando o ataque e destruição da tropa inimiga.

Autonomous para quem é fraco; Attack Strongest para quem
se acha; Attack Leader para quem é BOSS; e Attack Weakest
para quem é estrategista de origem grega

Indo para o outro lado do ringue, digo, do estilo de combate em RPGs, temos os combates em tempo real. Quem começou com este estilo foi The Legend of Zelda, ainda no NES. Você tinha os inimigos visíveis na tela o tempo todo, e podia se movimentar pelo cenário à vontade, evitando-os ou não. As possibilidades nessa área aumentaram com a chegada de A Link to the Past, no SNES. Nele, após dungeons e passagens secretas, você recebia uma nova arma que possibilitava novos ataques. Suas habilidades em combates também melhoravam, apesar de não haver barra de experiência. Outros jogos como Secret of Mana, Lufia e Secret of Evermore (e, abrindo o leque, Shadowrun) também traziam possibilidades parecidas.

Lufia de GBA. Dá-lhe espadada!


Um passo além foi dado nos jogos das séries Star Ocean e Tales of. Especialmente no PS2, que permitia gráficos em 3D de qualidade, os combates eram em tempo real. Apesar do gameplay parar no momento das batalhas, a liberdade era total para atacar e defender. 


Outros RPGs passaram a misturar o tempo real com os turnos. Os turnos, neste caso, serviam para selecionar as magias e ataques especiais que poderiam ser desferidos.
Apesar de eu gostar muito dos RPGs baseados em turnos, vejo que eles não possuem muito futuro. Os games atuais exigem velocidade e ação. Os turnos, infelizmente, só devem sobreviver em RPGs estratégicos. Eles começaram com Tactics Ogre e Fire Emblem e só este último sobreviveu até hoje. Outros tornaram-se jogos somente de estratégia, onde não há evolução dos personagens.


Bom, é isso. Espero que tenham gostado deste (longo) texto. Nos próximos vou mostrar mais especifidades sobre eles. Não percam. 

FM Indicações #4: Sites nerds


Antes que você se assuste com o termo, não existem sites nerds. Você não vai encontrar um site com um selo dourado no canto superior direito onde se lê “recomendado para nerds”. No entanto, eles possuem características que atraem os nerds. Ou são uma grande fonte de pesquisa e conhecimento ou então um lugar de encontro com outros nerds. Bom, vamos aos sites.

TVTropes: Sabe aquele jogo de NES, esquecido no fundo da locadora, que ninguém conhece? Então, ele possui certas características de roteiro, clichês, etc. Então, saiba mais sobre vários conceitos de roteiro, lógica e filosofia de uma maneira rápida, fácil e divertida. Tão divertida quanto aquele jogo de NES…

Reddit: Maior site de notícias/inutilidades que conheço. Conhecimentos verdadeiros e falsos se misturam em blogs e mais blogs.

ThinkGeek: Produtos que deixam qualquer nerd maluco para comprar. Entre e babe. São várias categorias, indo de camisetas a livros e chegando a produtos cafeinados (?).

NeoGAF: Este é o melhor fórum sobre games do mundo. O anonimato atrai desenvolvedores de jogos que vazam fotos, vídeos e rumores (muitos rumores) sobre os games do momento. É tipo um GossipNerd.

GameFAQs: Se você travou em alguma parte daquele RPG maldito que possui labirintos com bifurcações, este é o seu lugar. Chega de sofrer.

IMDb: Fonte de notícias e informações sobre Hollywood. Possui um catálogo com tudo o que determinado ator, diretor, produtor já trabalhou. Dá para ficar horas aqui.

Metacritic: Ele agrega notas dos principais sites de análises. E faz isso com filmes, games, seriados e músicas. E permite que o usuário dê notas (o que gera muita discussão).


Sério, se visitar todos os links das homes destes sites, você vai ficar o resto da vida na internet.

O drama no fim do mundo compartilhado

Depois do fechamento do Megaupload e da auto-preservação deoutros sites de compartilhamento como FileSonic e Uploaded.to e 4Shared, a pergunta que fica é a seguinte: este é o fim do paraíso internético onde um puto no interior da Brasil pode passar conteúdo (diga-se, filmes, músicas e jogos) para outro puto no interior dos EUA?


É triste dizer isso, mas acho que sim. Não vou comentar aqui se o que o Megaupload ou outros sites fazem é pirataria ou não, nem vou dizer se isto é certo ou errado. Vou comentar sobre o fim de uma cultura.

Para quem é nerd, a internet, com toda a certeza, foi o maior invento já criado. “Putz, agora eu posso passar toda essa minha coleção de filmes antigos para meus amigos”, pensa um. Outro pensa: “Sensacional! Vou tirar scans desse meu mangá favorito e passar para outros reclusos em seus quartos”. Isso com certeza terá seu fim.

Minha pasta pública no Dropbox: centenas de reais
dos meus colegas de sala economizados

A partir do momento que os governos olharam para a internet, ofereceram a maçã proibida dizendo “Internet: Serious Business”. Claro que os governos só tomaram estas decisões pressionadas pelas empresas que antes ganhavam rios de fortuna produzindo e distribuindo conteúdo.

Quando Britney Spears passou a não vender mais CDs algo estava errado. Como assim, uma estrela do mainstream não vende mais? A culpa era da internet e, há alguns anos, de sites como Napster e KaZaA.

Mas a indústria cultural está atacando pelo lado errado. Em vez de derrubar sites, eles deveriam disponibilizar seus produtos na rede de forma mais barata e mais fácil. No modo mais barato, empresas como a Netflix e a Steam mostraram que é possível ganhar dinheiro (e muito dinheiro) em mercados tomados pela pirataria. A Steam é considerada hoje uma plataforma de lançamento de jogos, à semelhança do Wii, Playstation ou Xbox.

A disponibilização de forma mais barata não impede a pirataria. Jogos de US$ 0,99 do Android são pirateados. Nesse caso, o fdp que faz isso faz só para se aparecer. É como se o cara pegasse duas balas escondidas no mercadinho do bairro que ainda vende mercadorias a granel.

A forma mais fácil não me trouxe nenhum exemplo à mente, mas é fácil de imaginar. Como você conseguirá assistir aquele filme de bang-bang dos anos 40 sem recorrer ao torrent? Mesmo com ele fica difícil. Encontrá-lo do modo mais preguiçoso, ou seja, em sites como o Megaupload, é mais difícil ainda.

Citei no último post os RPGs que nunca joguei e fui procurar SaGa Frontier 2 na internet. Se eu pudesse, compraria o CD. Óbvio que não encontrei.


O que se vê são filões de negócios que podem ser explorados. Mas aí distribuição online e paga de conteúdo pouco tem a ver com a atualidade. E é o fim da antiga cultura da internet. 

Os grandes RPGs que nunca joguei

Já devo ter contado aqui que meu gênero preferido de game é o RPG. Não sei quantos eu já terminei sozinho ou com amigos, mas foram muitos. Muitos mesmos. Deve dar uns cinquenta fácil. O RPG me prende, em geral, por dois motivos: história e jogabilidade.


Quanto à história, eu sou daqueles que lêem todos os diálogos. Eu passo a pensar como o protagonista do game. Se sou Locke, o ladrão de Final Fantasy VI, eu sou Locke, o ladrão fodão. Se sou o Link, saio batendo em qualquer coisa, mexendo em tudo, procurando qualquer coisa que funcione. Se sou o Mario de Super Mario RPG ou de Paper Mario, sou idiota e acredito em tudo o que os outros falam. Essa frase escrita com “sou idiota” não caiu muito bem, mas tudo certo.

O outro quesito é a jogabilidade. Não adianta ser aquele RPG de turnos, onde cada um respeita sua vez. O “como fazer” faz muita diferença. Para começar, a obrigação da batalha é não ser lenta. É por isso, por exemplo, que abandonei Final Fantasy depois da oitava versão. Não digeria mais encontros aleatórios e lenga-lenga na batalha. As lutas tem de ser bem rápidas e pensadas em posicionamento, como em Chrono Trigger, ou com ação em tempo real, como em Secret of Mana, ou com elementos de plataforma, a exemplo dos RPGs do Mario. Ou então outro diferencial.

Depois dessa breve (breve?) introdução, vou mostrar aqui RPGs que eu considero bons mas que, por algum motivo ou burrice mesmo, deixei passar. São jogos para plataformas das quais pouco joguei. Me arrependo amargamente de não ter jogado, mas, como nunca me interessei por gráficos, nunca será tarde para conferi-los e saboreá-los. Vamos à lista (tentei estabelecer uma ordem, mas ela pouco interessa):


E você reclamava da Rainbow Road


Dizem que a graça dele é jogar com mais três pessoas. Imagino a loucura que é quatro personagens coloridos em um ambiente colorido, com várias coisas coloridas, batendo de um lado para o outro. Insano. Li também que jogar sozinho não é tão bom, mas gosto de inventar em RPGs, como não usar certos tipos de itens, etc. Dizem que Heroes of Mana é muito bom também. Eu tinha jogado muito Secret of Mana (SNES), mas Legend of Mana (PS1) cagou na minha cara. Fiquei cabreiro com a série, mas vi que esse jogo é produzido pela Nintendo com o desenvolvimento da Square Enix. Então deve ser bom.


O cara que curte um hentai pensa:
“Droga! Desse ângulo não dá pra ver nada!”


O último grande RPG do PS2. Produzido pela Sony com desenvolvimento da Level-5, este jogo ficou conhecido como “FFXII Killer”. Tem uma guerra entre facções e um pirata espacial (quero ser isso no futuro) como protagonista. Os gráficos aqui chupam o poder do PS2 até o bagaço, o visual é em cel-shading (modinha que está passando só agora) e a história tem uma ótima dublagem. Não entrou na onda de ser um hack’n’slash com subidas de level. Uma pena os puzzles serem simples como um… sei lá, não imaginei nada simples.


Adoro danos absurdos


Gosto muito da série Tales of. É uma das minhas preferidas. O que mais gosto na série são as batalhas em side scrolling, o que me deixa atento para massacrar o inimigo na porrada. No entanto, pelos vídeos, a arena parece ser em 3D, o que deve me desafiar a abandonar o estilo antigo. Lembro que joguei muito Tales of Phantasia no GBA. O visual também agrada, afinal, quem não gosta de garotas japonesas vestidas com pijamas? Não pode ser ruim.


Se você achou isso feio vá jogar Pong


Não sabia que era o oitavo jogo da série SaGa. Quer dizer que tenho sete jogos antes desse para jogar? Grrr!!! Escolhi a segunda versão desse jogo porque foi a que me pareceu mais polida. Lançado em 2000 aqui no Ocidente, o jogo parece uma obra de arte. Eu não entendo muito, então fui na Wikipedia e lá está escrita que a fonte foram os quadros em aquarela. Aproveitei e li também que é permitido escolher o caminho que se quer seguir. A não-linearidade e a ação por turnos já me conquistaram. Há algum tempo,quando vi um tal de Romancing SaGa não me interessei pensando que fosse um simulador de namoro japonês. Hoje me arrependo. E, pô, a Famitsu deu 35/40 pouco tempo depois de dar 40/40 para Ocarina of Time. Tá, alguém me vende um PS1?


Só nerds entendem essa bagunça


Esse é um clássico. Envergonho-me de não ter jogado. Se milhões de pessoas (inclusive eu) adoram Final Fantasy Tactics, então Tactics Ogre, que é mais antigo e serviu de base para o irmão famoso deve ser ainda melhor. Uma das coisas que me davam no saco em FF Tactics eram os personagens frescurentos. E, caralho (desculpe o palavrão, mas ele foi necessário), a direção é de Yasumi Matsuno (tô lendo na Wikipedia agora), o cara por trás de Ogre Battle e Vagrant Story. Isso aliado ao meu gosto por RPGs de estratégia mais simples, como Fire Emblem e Advance Wars… ah, surtei!


Escrevendo este post percebi o quanto sou mal informado. Quero entrar em uma máquina do tempo agora! 

Roteiro maluco de curta-metragem

Encontrei um roteiro de curta-metragem que havia produzido na disciplina de Leitura de Imagem, baseado na teoria levantada pelo Jovem Nerd no Nerdcast 106 (sobre zumbis). Vou postar aqui só pela nostalgia.

“ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA?”

Roteiro Cinematográfico de Curta-Metragem

SINOPSE BREVE:
Alienígenas chegam à Terra para transformar os humanos em zumbis escravos, mas a resistência humana já sofre com uma guerra entre os zumbis terráqueos e as máquinas vindas do futuro. Como o líder da resistência humana, Jack Boamorte, reagirá a esta situação?

ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO

CENA 01 – INT. NEW SPARTA (BASE DA RESISTÊNCIA HUMANA)
Uma multidão de maltrapilhos se reúne no pátio principal de New Sparta para ouvir o discurso de seu líder: Jack Boamorte. O lugar é subterrâneo, com aparência claustrofóbica e bem escura.

BOAMORTE: Povo de New Sparta, por favor, me escutem. Com base nos últimos acontecimentos que surpreenderam a humanidade, somos uma das últimas bases de resistência da múltipla invasão que acomete sobre o nosso planeta (pausa para dar efeito). Sabemos que nossa situação é difícil, que nossa comida é escassa e que muitos de nós estão muito feridos. Porém, mesmo assim, peço para que um último levante seja feito para combater tanto os zumbis quanto essas estranhas máquinas. Acreditem, hoje atacaremos quem nos ataca para descontar todo o sofrimento por qual passamos!

POVO: Éééé!!! É isso aí!

BOAMORTE: Peço que aqueles que estão em boas condições se dirijam até este palco. Pensem em todas as angústias sofridas até agora. Chegou o momento da vingança! Lembrem-se de que, se cairmos, cairemos lutando! Aproveitem o café da manhã que esta noite jantaremos no inferno!

POVO: Uaaaaahhhhhhhhhh!!!

Neste momento, um dos assessores de Boamorte chega e conta algo ao pé-do-ouvido de seu chefe. Boamorte, em meio à multidão ensandecida, se afasta rumo ao quartel-general de New Sparta. A câmera o acompanha num plano sequência pelas costas durante 30 segundos, passando por inúmeros corredores minúsculos. Boamorte chega ao local e confere, ao lado de um operador de radar, algo que o faz ficar perplexo, com os olhos vidrados e com a boca aberta, pronunciando apenas uma palavra, com a câmera dando um close na sua boca.

BOAMORTE: Alienígenas…
CENA 02 – EXT. PLANETA TERRA

Mostra uma enorme nave extraterrestre, maior que qualquer megalópole atual chegando à Terra. Neste momento, zumbis e máquinas que estavam brigando em um descampado olham para o céu e percebem a chegada da nave extraterrestre. Ouve-se apenas uma mensagem falada em inglês que diz o seguinte.

VOZ DA MENSAGEM: Povo da Terra, viemos aqui para torná-los nossos escravos. Quem se opor a nós morrerá, quem se unir a nós viverá. Não adianta nos atacarem, pois nossa tecnologia é superior. Saiam imediatamente de suas tocas e postem-se diante de nós. Quem fizer isso não será morto.
CENA 03 – INT. NAVE ALIENÍGENA

Os alienígenas percebem o confronto entre zumbis e máquinas e chegam à conclusão de que não será fácil. A câmera mostra a perspectiva dos alienígenas de baixo. Eles são cinzentos e possuem menos de 1,5 metros.

ALIENÍGENAS: Ouhohohoho!!!

Neste momento, os alienígenas descem em mini-naves para destruir tudo. Vários cortes de cena com zumbis transformando alienígenas em zumbis, máquinas matando alienígenas e alienígenas destruindo zumbis e máquinas. Muito sangue, plasma e material metálico se misturam, voando e caindo no chão. A cena ocorre ao som de “Two Minutes To Midnight” (Iron Maiden). A câmera sobe e mostra que os inimigos se misturaram em um grande campo de combate.
CENA 04 – INT. SALA NA BASE DA RESISTÊNCIA HUMANA

Jack Boamorte acompanha pelo computador a sangrenta batalha.

BOAMORTE – Será que os problemas deste planeta nunca acabam. Será que o fim está próximo?

Boamorte corre pelo mesmo caminho pelo qual veio. A câmera volta mostrando seu rosto suado. Chegando ao placo, ele anuncia.

BOAMORTE: Bom, acalmem-se. Temos informações de que uma invasão alienígena está ocorrendo neste momento.

Começa um burburinho de “ETs?” “Discos voadores?”. A câmera foca na multidão que está atônita. Câmera foca em Boamorte.

BOAMORTE: Vamos aproveitar esta guerra tripla e atacar agora. Peguem suas tochas, homens! ATACARRRR!
CENA 05 – EXT. SAÍDA DA BASE DA RESISTÊNCIA HUMANA

A resistência humana sai da toca gigante, a câmera mostra apenas os pés e as rodas dos veículos. Os homens começam a apanhar mais do que os zumbis, os alienígenas e as máquinas. Boamorte, de longe, vê que deu errado e que a base humana está aberta. Foco em seus olhos, suor escorrendo no olho.
CENA 06 – INT. BASE DA RESISTÊNCIA HUMANA

Boamorte sai em disparada num helicóptero, a câmera mostra por baixo, para dar ar de superioridade ao veículo. Os diversos invasores tentam acertá-lo, mas não conseguem.

CENA 07 – INT. DEPÓSITO DE ARMAS

Câmera de dentro de um grande depósito exibe a chegada de Boamorte, com ele andando na direção da câmera. Ele para e na porta e olha. Neste momento a câmera gira e exibe um enorme avião. Boamorte entra, liga o avião e decola.
CENA 08 – EXT. “CAMPO DE BATALHA”

Boamorte chega com o avião em cima do lugar onde está havendo a batalha entre zumbis, alienígenas e máquinas e solta uma bomba gigante contendo antimatéria. A bomba cai lentamente, em slow-motion. A câmera foca nos olhos dos combatentes. Música de suspense.

BOAMORTE: Se a Terra não for dos humanos, não será de mais ninguém!

Uma luz branca surge. Uma câmera mostra o planeta explodindo. Logo depois, o silêncio toma conta e nada se vê e nada se ouve. Há somente o vazio do espaço.
Sobem os créditos.
CENA 09 – EXT. PLANETA DESCONHECIDO



Como plot twist do filme, a poeira cósmica que sobrou da Terra viaja em meteoros que caem em um planeta habitado por alienígenas (diferentes do que chegaram à Terra). No meteoro há DNA zumbi e um ET que está ao lado do meteoro passa a mão nele e lambe a sua própria mão, dando a entender que ele também se transformaria num zumbi.

FM Indicações #3: Tuiteiros


A rede social que mais gosto é, de forma disparada, o Twitter. Levando-se em conta que a limitação gera criatividade, o “Tuinter” é uma grande fonte instantânea e direta de piadas e informações. Twitter é meu feed. Twitter é o meu palco de stand-up. Então aqui vou indicar caras que são viciados nessa bagaça e ficam o dia inteiro naquela droga.

@izzynobre: ele mora no Canadá e vive sendo alvo de preconceito por isso. Além de polêmico, sabe usar a lógica nas discussões (seja lá o que isso significa).

@bqeg : fala sobre tênis, sobre tecnologia, sobre tudo na verdade.

@gravz : é um chato.

@CancerJack : o Tucano do Nerdcast consegue sacanear tudo o que vê.

@frrrnanda : a única que eu conheço nesta lista. Minha fonte de informações sobre comunicação.


Depois de seguir essas cabeças acima, com certeza você vai perder muito tempo clicando nos links que elas postam. Aproveita e me segue também!

A sopa da Luiza

Duas coisas estão enchendo o saco na internet hoje. Uma delas enche o saco porque é estúpida. A outra porque é preocupante.


A primeira é uma expressão que surgiu em um comercial na Paraíba. 




Sim, o cara parece que é cheio da grana e tem um filha gostosa que está no Canadá. Tá, qual a graça nisso? Isso só mostra o nível de humor que o pessoal descolado da internet possui. É legal forçar memes, mas memes legais. E ela está voltando para ganhar dinheiro em cima disso.

Sim, eu pegava

A leva de piadinhas começou no Twitter, onde toda a sorte de trocadilhos surge. A segunda leva está nos grandes sites de notícias. Todos eles estão noticiando a volta da Luiza para o Brasil. A terceira leva (e caso um barão no chão), virá no Facebook, no ritmo das malditas imagens compartilhadas.

A segunda coisa importante é o SOPA. E a PIPA também. Ambos são projetos do Congresso estadunidense para restringir o uso da internet. Isso de forma velada, claro. O objetivo primordial seria o combate a pirataria. Para saber mais basta pesquisar um pouquinho, não vou postar links. E se você não sabe tem que apanhar de cinta!

Faça um adesivo e cole por aí
O que acontece é que muitas das gravadoras e produtoras de conteúdo do mundo inteiro não sabem ganhar dinheiro com a internet. Steve Jobs montou o iTunes, mas os caras insistem em vender CDs e até aqueles bolachões que agradeço todos os dias por nunca ter precisado usar.

Então, esses caras estão de um lado. Do outro está todo o público da internet e as grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Wikipedia. Não preciso dizer de qual lado estou. Se tenho um blog já não preciso dizer. O mundo regado à SOPA e movido à PIPA significaria o fim do conteúdo gerado pelo usuário. As leis de copyright comeriam seus orifícios anais antes de vocês pensarem em divulgar qualquer coisa nas redes sociais.

Óbvio que uma lei destas chegaria ao Brasil rapidamente. Se games eram jogos de azar até pouco tempo, compartilhamento de conteúdo é o equivalente a fazer aliança com o Tinhoso.

Review: Missão: Impossível: Protocolo Fantasma

Aí ontem assisti o novo Missão: Impossível (filme que gerou uma quantidade inacreditável de dois pontos no título deste post). Tom Cruise está lá, inclusive produzindo o filme, e todos aqueles apetrechos tecnológicos que qualquer nerd venderia a mãe para ter. Mas bom, vamos analisar certos pontos.



Essa jaqueta surrada e as cores pastéis de
areia do deserto já mostram que o cara
está fudido

A trilha sonora é, claro, de Michael Giacchino, produtor musical de outros conteúdos menos famosos, como Jurassic Park, Medal of Honor, Call of Duty, Alias e daquela série pouco conhecida, Lost. Eu sei que a música tema de Missão: Impossível não pode ser tirada da série de filmes e até concordo com isso. Uma boa trilha pode ser tocada várias vezes. Mas Giacchino sofre do mesmo problema de produção musical da série The Legend of Zelda. O cara simplesmente troca o ritmo e os instrumentos, ou sei lá, inverte a porra toda e, puf!, temos uma nova música. Sério mesmo, tô cansado disso.

Os clichês de filme de ação/aventura/assalto continuam presentes como o relógio de bomba que chega próximo do zero, mas que não explode; o pulo em uma plataforma onde outras pessoas o seguram de cair em um abismo; os tiros de assassinos profissionais que (quase, sim, tem um) nunca acertam, etc. No entanto, os clichês não foram postos à toa. No pulo de plataforma, por exemplo, Tom Cruise (não consigo chamá-lo de agente Hunt) estava vindo de um rapel feito com uma roldana vagabunda no maior prédio do mundo. Imagino o que a velocidade do ar não faria com o corpo de uma pessoa.

O enredo não poderia ser mais elaborado. Putz, depois dessa frase você deve estar pensando que achei o filme uma bosta. Calma. Voltando ao enredo, ele pega o principal assunto em voga no momento, que são os espólios nucleares da União Soviética e mistura com um fundamentalista europeu que acredita que a raça humana evoluirá em caso de guerra nuclear. Sim, evoluiríamos para um bando de Hulks, mas discutir com louco é inútil. Vilões russos estão na moda agora. Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3 seguiram pelo mesmo rumo. Parece que os produtores de filmes e jogos querem deixar os terroristas árabes um pouco de lado agora.

Parece até um quarteto de Final Fantasy

Então, mas por fim, gostei do filme. Ela não é uma obra-prima, porém seu enredo não procura ser grandioso (apesar de eles salvarem o mundo de uma guerra nuclear). A IMF perdeu seus poderes e nota-se a decadência do agente Hunt (consegui): ele estava na prisão (em uma missão, mas estava), se fodeu muito durante o filme, inclusive fisicamente, e nem estava fazendo a coisa mais importante na missão final. A desconfiança do governo dos EUA no IMF nos faz pensar na própria decadência americana neste começo de século.


Recomendo assistirem ao filme, que está mais engraçado no estilo James Bond, com aquelas piadas sobre codinomes e dificuldade das tarefas. Apreciem este que pode ser o último Missão: Impossível. Ah! E se tiver um próximo, quero que os vilões sejam chineses.

FM Indicações #2: Podcasts de games


Seguindo o tema do último e primeiro FM Indicações, vamos continuar falando de games. Antigamente, os gamers não conversavam entre si (isso tá parecendo início de RPG). Ou conversavam, mas ninguém ouvia eles conversarem. Muitas piadas sobre enredos de jogos, falhas e execuções bem feitas eram perdidas no tempo.

Porém, com a internet, essas conversas totalmente nerds puderam ser extravasadas, liberadas e jogadas tudo para o ar, digo, rede. E é aqui que eu trago os meus podcasts de games favoritos, para que vocês possam se deliciar com eles.

Cidade Gamer: a cidade pixelada de Vivacqua traz o espírito do falecido Nerdrops de games. Eles falam sobre qualquer coisa sobre games, mas os podcasts temáticos são os melhores. São risadas garantidas.

Gamerview: o site quase fechou, mas eles voltaram dedicando-se mais aos podcasts. São mais noticiosos e deixam a conversa rolar mais.

MRG Games: não preciso dizer nada. Eles matam robôs gigantes e falam sobre games.

Fênixdown: no Fênixdown eles trazem dois casts. São eles o Fênixnews e o Fênixcast. O primeiro traz notícias e o segundo temas abertos. E dois deles vieram do mítico NowLoading.


Só esses podcasts irão lhe proporcionar informação gamer por um bom tempo. Agora, vamos jogar um pouquinho, porque ninguém é de ferro. Quer dizer, só o Megaman.