Escrevo este texto logo após terminar O Legado dos Dragões. O livro, escrito por Leonardo Schabbach, é a primeira parte de um épico. Humanos enfrentam a vingança de um dragão supostamente derrotado. Raugh, o dragão do livro, é um daqueles vilões que nunca aparecem, mas que sua força pode ser sentida em todos os lugares.


Quando comecei o livro, confesso que torci o nariz. A primeira batalha contra Raugh me pareceu broxante. Pensei “Pô, foi muito fácil matar esse dragão. Será que o autor nunca jogou Skyrim?”. Piadas a parte, fiquei decepcionado com o começo. O livro só começa a engrenar algumas páginas depois, com a descoberta do avanço de estranhas criaturas sobre o continente onde a ação do livro ocorre.

Schabbach também não se preocupa muito em descrever as situações, os lugares e nem muito os personagens. Se o cara Brickmond derrotou o dragão e não quer nada em troca, já percebemos que é um rei destemido, corajoso e honrado. Dessa forma, não é necessário dar um background do que ele é ou fez.

Quanto aos personagens, percebemos que a obra não possui um único herói. Cada um faz sua parte: Lanir, James, Maeglin, Gabriel, Lance… Percebe-se que muitos deles são o estereótipo do cavaleiro.

Quanto ao mundo, gostei do fato de Schabbach não ter criado um universo muito grande. Se o livro se propõe a ser de leitura rápida, traições, descobertas e diálogos grandes e complexos não iriam combinar. Apesar disso, como disse no início do post, o livro pode ser considerado de caráter épico. Vemos que o objetivo é salvar a humanidade. Creio que poucas coisas são maiores do que isso.

O Legado dos Dragões, então, é voltado para aqueles que querem começar a se aventurar no ramo da literatura fantástica. Ou então para aqueles que desejam ver coisas novas no ramo. Você já leu Tolkien, Cornwell, Stephen King, Martin, entre outros? Que tal algo novo?

Espero que a continuação da história siga como o final de O Legado dos Dragões: rápido e com muitas batalhas. Por falar em batalhas, parabéns ao autor. Descrever batalhas é de uma dificuldade extrema. Elas não podem ser muito lentas e descritivas e nem muito rápidas e incompreensíveis. Neste ponto, O Legado dos Dragões é um exemplo de batalhas (exceto a primeira do livro, volto a repetir).


É bem legal ver um autor brasileiro se esforçando para mostrar sua obra. Conheci O Legado dos Dragões através do Twitter e, inclusive recomendei para colegas meus. Fiquei na dívida com Schabbach e, finalmente, trago esta espécie de resenha que prefiro chamar de review. 


Se você quiser ler O Legado dos Dragões e outras obras de Schabbach, que tal entrar no site dele?

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