Como os jogadores, casuais ou hardcores, escolhem sua plataforma de games? Esta não é uma questão simplista e muito menos desimportante. Cada empresa oferece vantagens e desvantagens marcantes e o mercado de games movimenta cada vez mais dinheiro. Dessa forma, pensei: quais são os critérios e características que os gamers observam no momento de escolher seu console?



Seria legal ter todos. Ou não.

Para começar, os soldados desta guerra são os games. São eles os principais atrativos que fazem com que as pessoas comprem determinados consoles. Muitos compraram o primeiro Xbox, por exemplo, pela possibilidade de jogar Halo na Xbox Live. Videogames como SNES e PS2 venderam milhões e milhões de unidades por causa de suas extensas bibliotecas de jogos, que abrangem todos os tipos de games. Apesar da grande quantidade de jogos ruins, o Nintendo DS vendeu muito mais que o PSP por causa da quantidade de jogos disponíveis.

Outro fator atrelado ao do parágrafo anterior diz respeito aos jogos exclusivos. O Xbox 360 tem Halo, Gears of War e Forza. O PS3 tem Killzone, God of War e Gran Turismo. E a Nintendo tem Mario, Zelda, Donkey, Metroid, Kirby… A quantidade de jogos exclusivos também atrai os gamers. Afinal, para quê vou comprar este console se aquele (vamos supor, mais barato) oferece os mesmos jogos e mais alguns exclusivos?


A produção de jogos exclusivos está ligada ao apoio das third-parties e à facilidade de programação. Contratos milionários fechados entre as empresas indicam que as produtoras só devem fazer jogos para determinados consoles. O apoio de third-parties é essencial para a criação de uma extensa biblioteca de jogos. Mas, para produzir, é muito importante que o kit de desenvolvimento permita facilidade na produção. O PS3 quase não recebeu jogos durante uns dois anos porque é muito difícil programar para ele. Diferente do PS1 e do Wii. Fico pensando se a ausência de jogos para o Kinect não se deve à dificuldade de se programar nele.


Há outro aspecto: qual a mídia utilizada pelo console? Isto também define a quantidade de jogos lançados, bem como os preços. O PS1 rodava CDs. O PS2, DVDs. Já o PS3 roda Blu-rays, uma mídia que ainda não está presente em todas as casas. Quantas pessoas você conhece que possuem um Blu-ray player em casa? Mídias ultrapassadas, como os cartuchos de Nintendo 64 também atrapalham as vendas. Mas há o outro lado. Mídias de fácil permite, vejam só, fácil acesso: um rápido caminho para a pirataria. DVDs piratas também atrapalham as vendas.


Por fim, os videogames devem possuir um diferencial em relação aos concorrentes. Neste aspecto, a Nintendo é superiora: foi ela quem trouxe o controle analógico no N64, o controle de movimento no Wii, as duas telas (sendo uma sensível ao toque) no DS e o efeito 3D estereoscópico no 3DS. Estas “pequenas” coisas, ao menos no início do ciclo de vida de um console, podem pesar na decisão de compra. Depois que um amigo seu comprou, você vai querer comprar também. Outro amigo seu vai querer comprar para poder jogar no multiplayer e por aí as vendas prosseguem.  

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